Endocrinologista avalia o consumo de ultraprocessados

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14:00 07.05.2025
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Endocrinologista avalia o consumo de ultraprocessados

Para o Dr. Maurício Hirata, o foco não deve ser apenas cortar o açúcar, mas sim evitar alimentos ultraprocessados — grandes vilões da saúde metabólica

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- 07.05.2025 - 14:00
Endocrinologista avalia o consumo de ultraprocessados
Foto: Divulgação.

Muito se fala em cortar o açúcar da alimentação para emagrecer ou evitar doenças como diabetes. No entanto, simplesmente substituir o açúcar por adoçantes não é a solução definitiva, alerta o endocrinologista Dr. Maurício Yagui Hirata, head nacional de Endocrinologia e Metabologia da Brazil Health.

“Hoje existe um consenso de que o açúcar faz mal, mas o erro está em acreditar que basta substituí-lo por adoçantes. Muitos produtos com adoçantes continuam sendo altamente prejudiciais à saúde porque são ultraprocessados”, explica o especialista.

Ultraprocessados: o verdadeiro inimigo

Refrigerantes, bolachas recheadas, cereais matinais, sucos industrializados, barras de cereal e até produtos diet ou light compartilham um mesmo problema: são ultraprocessados. “Esses alimentos contêm corantes, conservantes, aditivos químicos e gorduras saturadas que provocam inflamação no organismo”, alerta Dr. Hirata.

A inflamação crônica gerada por esse tipo de alimentação está ligada a doenças cardíacas, diabetes, câncer, demência e até transtornos psiquiátricos, como a depressão.

E o mais preocupante: alimentos ultraprocessados podem ser adoçados tanto com açúcar quanto com adoçantes — ou seja, não é o tipo de adoçante que garante um alimento saudável.

Zerar açúcar não garante saúde: foco deve ser na comida de verdade

Dr. Hirata reforça que, mais importante do que contar calorias ou restringir açúcares, é priorizar alimentos naturais ou minimamente processados, como frutas, legumes, verduras, cereais integrais e proteínas de qualidade. “Ler os rótulos é essencial. Muitos produtos com aparência ‘fit’ escondem ingredientes que comprometem a saúde metabólica”, diz.

Magreza não é sinônimo de saúde

Com o avanço de medicamentos injetáveis para emagrecimento, cresce a ideia de que perder peso basta para estar saudável. Mas isso é um equívoco perigoso, alerta o médico:

Veja também:

“O paciente pode estar magro, mas com uma dieta baseada em industrializados e com altos níveis de inflamação. Saúde de verdade vem de uma alimentação equilibrada e consciente.”

Foto: Divulgação.

Conclusão

Mais do que zerar o açúcar, é preciso repensar toda a lógica alimentar. Substituir produtos açucarados por versões artificiais não resolve se a base da alimentação continuar sendo ultraprocessada.

“A saúde está nos alimentos naturais e na consciência do que colocamos no prato. A verdadeira revolução alimentar começa pelas escolhas do dia a dia”, finaliza Dr. Hirata.


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