Acervo MPB: Gilberto Gil – Parte 2

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12:19 21.01.2022
Música

Acervo MPB: Gilberto Gil – Parte 2

Este conteúdo faz parte do Acervo MPB, podcast com áudio-biografias de grandes nomes da nossa MPB, escute aqui: Leia a primeira parte deste conteúdo aqui. – Em maio de 67, Gil lançou seu primeiro álbum, Louvação. O disco contém arranjos de Dori Caymmi e composições de Caetano Veloso, Capinam, Torquato Neto, Geraldo Vandré e a temática principal … Continued

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- 21.01.2022 - 12:19
Acervo MPB: Gilberto Gil – Parte 2
Acervo MPB: Gilberto Gil – Parte 2

Este conteúdo faz parte do Acervo MPB, podcast com áudio-biografias de grandes nomes da nossa MPB, escute aqui:

Leia a primeira parte deste conteúdo aqui.

– Em maio de 67, Gil lançou seu primeiro álbum, Louvação. O disco contém arranjos de Dori Caymmi e composições de Caetano Veloso, Capinam, Torquato Neto, Geraldo Vandré e a temática principal é a Bahia. Algumas das principais canções são “Ensaio Geral”, “Procissão” e “Minha Senhora”.

Nesta época, ele inicia – junto com outros grandes nomes da música popular brasileira como Caetano Veloso, Gal Costa, Torquato Neto, Rogério Duprat, Capinan, Tom Zé, Nara Leão e Os Mutantes – o Tropicalismo: que foi um importante movimento cultural brasileiro, que vinha de desencontro a tudo que era produzido na década de 60. Esses artistas, incluindo Gilberto Gil, traziam nas produções tropicalistas uma mistura de diferentes estilos como o rock psicodélico, cultura popular, música erudita, fazendo com que todo esse conteúdo cultural brasileiro passasse a ter uma visibilidade internacional. O Terceiro Festival de Música Popular da TV Record de 1967, foi um dos eventos mais marcantes desse movimento. Foi nesse festival, que Gilberto Gil apresentou a canção “Domingo no Parque” se tornando uma das músicas emblemáticas do Tropicalismo.

– É desta época também a canção “Questão de Ordem”, que Gil apresentou no Festival Internacional da Canção de 1968, sob as vaias de um público nacionalista que não aceitava as novas estéticas, que foi a inserção das guitarras elétricas e das influências estrangeiras na música popular brasileira. A partir desse momento, o Tropicalismo chega ao seu auge e invade de vez a cena cultural brasileira.

“Domingo no Parque” e “Questão de Ordem” fazem parte do segundo álbum de estúdio de Gil, de 1968.

– Neste ano, Gil lançou – ao lado de seus companheiros de movimento Tropicalista – o álbum Tropicália ou Panis at Circense. Entre as canções, estão “Batmakumba”, “Geleia Real” e “Panis At Circense”Tropicália foi eleito o segundo melhor disco de música brasileira da história, pela Revista Rolling Stone.

– É também de 1968 a música “Divino Maravilhoso”, de Gil e Caetano, defendida por Gal Costa no Festival da TV Record, em uma apresentação revolucionária, que soava como grito de liberdade para a juventude da época. Caetano e Gil apresentaram um programa com este mesmo nome, neste mesmo ano, na TV Tupi.

– Em tempos duros de repressão, no auge da Ditadura Militar e com a recente instauração do Ato Institucional nº 5, o movimento Tropicalista sofreu uma forte censura e perseguição. Gilberto Gil e Caetano Veloso – já grandes ídolos de uma geração e líderes do movimento – foram presos em novembro de 1968 e, depois, foram obrigados a se exilarem em Londres.

– Fizeram um show de despedida no Teatro Castro Alves, em Salvador, que depois virou o álbum Barra 69, com canções como “Madalena (Entra em beco sai em beco)” e “Aquele Abraço”, que Gil compôs quando estava na prisão, como um hino de despedida do Brasil.

– Antes de partir pro exílio, Gil lançou seu terceiro álbum, que tinha entre as faixas, além de “Aquele Abraço”, as canções “Cérebro Eletrônico” e “Volks-Volkswagen Blue”.

Gilberto Gil na época do exílio na Europa

– Durante o exílio em Londres, Gil bebeu mais da fonte estrangeira, ao entrar em ainda mais em contato com Os Beatles, Jimi Hendrix e o mundo pop que acontecia na época. Tudo isso se refletiu em sua obra e Gil gravou um disco com músicas compostas em inglês, algumas em parceria com Jorge Mautner, seu outro companheiro de exílio.

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– Nesse mesmo período, de exílio, Gil e Caetano se apresentaram em vários países da Europa.

– Também nesta época, Gil teve contato com reggae de Bob Marley e Jimmy Cliff, muito presentes em sua obra a partir daí e com o jazz de Miles Davis.

– Em 72, quando voltam ao Brasil, Gil lançou Expresso 2222, álbum muito significativo de sua carreira, com canções como “Cada Macaco no Seu Galho (Chô Chuá”, “Chiclete com Banana” de Jackson do Pandeiro, “Back in Bahia” canção que fala sobre a saudade que Gil sentia da sua terra nos tempos de exílio, e a faixa-título “Expresso 2222”. O trabalho foi eleito o vigésimo sexto melhor disco de música brasileira da história, pela Revista Rolling Stone.

Expresso 2222, inclusive, se tornou o nome do agitado camarote de Gilberto Gil no Carnaval de Salvador, desde 1999, onde também desfila com seu próprio Trio Elétrico, que tem o mesmo nome.

– Em 1973, ao lado de Chico Buarque, Gil compôs a censurada música “Cálice”, ainda em tempos de Ditadura Militar.

– No ano de 1975, Gil lançou o álbum ‘Refazenda’ tendo o seu show rodando o país inteiro.

– Em 1976, se juntou a Caetano, Bethânia e Gal para o espetáculo Doces Bárbaros, com quinze canções novas, compostas exclusivamente para a turnê, e que virou documentário e um álbum considerado uma obra-prima da MPB. Entre as canções estão as clássicas “Esotérico” e “O Seu Amor”.

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