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Decreto de Trump é inconstitucional e atropela estados, avalia professor
Decreto de Trump é inconstitucional e atropela estados, avalia professor
Decreto assinado no começo do mandato busca impedir cidadania americana para nascidos nos EUA
Uma coalisão de 22 estados dos Estados Unidos lançou duas ações para bloquear os decretos de Donald Trump sobre cidadania por nascimento. O novo presidente decretou o fim da emissão do documento automática para qualquer pessoa nascida no país.
O Procurador-Geral da Califórnia, Rob Bonta, representando os estados, afirmou que a medida é inconstitucional. Esta é a mesma análise do professor Manuel Furriela, reitor da FMU, em entrevista ao Jornal Novabrasil:
“Um decreto é inferior a uma norma constitucional”, afirmou ao citar o caso brasileiro, onde qualquer pessoa que nasça aqui tem o direito à cidadania assegurado pela Constituição.
Furriela ainda acrescenta que os Estados Unidos tem outra excepcionalidade:
“Diferente do que temos no Brasil, como os estados americanos se uniram para se tornarem independentes da Inglaterra. Eles mantiveram autonomia e certas questões só passam a valer a maioria aprovar”.
Aqui no Brasil, o Estado se tornou independente e só depois foi dividido em estados menores por questões “administrativas”.
Ainda, o professor afirma que este decreto em especial “atropela duas instâncias, a maioria dos estados e a Constituição”.
Veja também:
Os Estados Unidos adotaram a 14ª Emenda após a Guerra Civil dos Estados Unidos, como parte de um esforço para garantir os direitos dos ex-escravizados e seus filhos.
Já o texto diz que“todas as pessoas nascidas ou naturalizadas nos Estados Unidos, e sujeitas à sua jurisdição, são cidadãos dos Estados Unidos e do Estado em que residem.”
A ordem de Trump entrará em vigor 30 dias a partir de quando ele a assinou.
O presidente, no entanto, reconheceu que provavelmente enfrentaria desafios legais.


