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Mesmo diante da pressão popular, Benjamin Netanyahu segue “firme e forte” no cargo
Mesmo diante da pressão popular, Benjamin Netanyahu segue “firme e forte” no cargo
Segundo especialista, o parlamento é formado por maioria extremista que acredita na soberania de Israel, além de Netanyahu ter boa relação com os EUA
Mesmo após pedir perdão aos parentes de seis reféns israelenses encontrados mortos em Gaza, diante da pressão popular, Benjamin Netanyahu não balança no cargo, avalia Vladimir Feijó, professor de Relações Internacionais da Faculdade Arnaldo Janssen. Ele deu a declaração durante o Jornal Novabrasil, apresentado por Heródoto Barbeiro.
O especialista acredita que Netanyahu segue “firme e forte”. Isto porque há uma divisão na sociedade de Israel, “entre o que a população das grandes cidades deseja e o que existe dentro do Parlamento israelense, que é composto pela maioria formada por radicais que acreditam na supremacia da nação diante de toda a região, ignorando o que pensam os países vizinhos”, afirma Feijó;
O professor explica, ainda, que o pedido forçado de desculpas de Benjamin Netanyahu, diante das maciças manifestações de rua, “foi uma desculpa um tanto quanto esfarrapada. Em 22 minutos de discurso, ele pediu desculpa em apenas um minuto e vinte e oito segundos e depois passou a justificar o motivo dele estar ‘certo’ e as críticas a ele estão erradas”, avalia.
O professor explica ainda que, com o pensamento de que o território de Gaza pertence a Israel, o mandatário israelense usa o trágico episódio de outubro passado para promover “uma limpeza étnica”.
Na berlinda
Com mandato previsto para acabar em 2026, Netanyahu corre o risco de deixar a presidência do país caso algum parlamentar entenda que existem sinais de censura e leve o caso à votação. Com metade do apoio das cadeiras do parlamento seria possível chamar uma nova eleição, antes do prazo.
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A questão, no entanto, pode enfraquecer a oposição e deixar os extremistas mais fortes. Além disso, “o parlamento entende que com Netanyahu a relação com os Estados Unidos da América é boa, essencial em tempos de crise, como este de guerra”, esclarece Vladimir Feijó.
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