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Bruna Henares: “Morte Súbita em Atletas”
Bruna Henares: “Morte Súbita em Atletas”
Morte súbita em jovens, especialmente em atletas, causa muito espanto e levanta a pergunta: por que isso acontece?
O zagueiro Juan Manuel Izquierdo, do Nacional-URU, morreu em São Paulo nesta terça-feira, em decorrência de morte encefálica após uma parada cardiorrespiratória associada à arritmia cardíaca, informou o Hospital Israelita Albert Einstein.
Morte súbita em jovens, especialmente em atletas, causa muito espanto e levanta a pergunta: por que isso acontece?
Na grande maioria dos casos, a causa é de origem cardíaca.
De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC), a arritmia cardíaca afeta cerca de 20 milhões de pessoas no Brasil, resultando em mais de 320 mil mortes súbitas por ano — quase mil óbitos por dia!
Entre indivíduos com menos de 30 anos, predominam doenças estruturais do coração e causas genéticas que levam a arritmias graves, como taquicardia ventricular e fibrilação ventricular:
- Miocardiopatia Hipertrófica
- Anormalidades congênitas da coronária
- Síndrome de Brugada
- Displasia arritmogênica do ventrículo direito
- Síndrome do QT longo

Causas menos comuns estão relacionadas ao uso de substâncias que podem desencadear arritmias, como drogas ilícitas.
Em indivíduos com mais de 30 anos, a principal causa é doença coronariana (infarto do miocárdio) e os fatores de risco são dislipidemia, tabagismo, hipertensão arterial, obesidade e diabetes mellitus.
A identificação de fatores de risco, histórico familiar e avaliação dos sintomas são fundamentais para evitar a morte súbita.
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Avaliação cardiológica e exames de rotina são essenciais para o rastreamento das principais causas de morte súbita, especialmente na avaliação pré-participação de atividades físicas competitivas e em atletas.
Entretanto, se ocorrer uma parada cardiorrespiratória, é crucial o atendimento imediato com reanimação cardiopulmonar (RCP) e desfibrilação precoce, pois isso pode aumentar significativamente as chances de sobrevivência.
Você sabia que a cada 1 minuto sem reanimação, a chance de sobrevivência diminui em 10%? Em 10 minutos, pode ser fatal!
Faça acompanhamento médico, cuide-se!
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Bruna Henares
Cardiologista pelo Instituto do Coração- InCor ( HC- FMUSP), Cardiologista do Centro de Acompanhamento da Saúde e Check up do Hospital Sírio Libanês, Médica Pesquisadora na Unidade de Lípides do Instituto do Coração- InCor ( HC- FMUSP), MBA Executivo em Gestão de Saúde da FGV ( Fundação Getúlio Vargas) e Doutoranda pela USP.


