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Diego Amorim: O voto “dane-se”
Diego Amorim: O voto “dane-se”
Diego Amorim comenta o fenômeno, que parece cada vez mais frequente, de candidatos outsiders engolindo políticos tradicionais
Na coluna Conexão Brasília desta segunda-feira (26), somente na Novabrasil FM, comentei que o eleitorado está trocando o voto no “menos pior” pelo voto “dane-se”, ainda mais preocupante.
Por óbvio, não dá para generalizar, mas, para muitos, propostas, currículos e capacidade administrativa não interessam mais na escolha do candidato. Políticos considerados técnicos e que não despertam paixões estão definitivamente fora do páreo.
É nesse contexto que surgem os “outsiders extremos”, surfando numa filosofia coach e impulsionados pela lógica das redes sociais. Vale o que é dito e o que é apresentado, não necessariamente o que se é ou o que se faz. Trata-se de um passo adiante naquela busca por “salvadores da pátria”.
O populismo sempre existiu, mas agora populistas são vistos como visionários, quando, no fundo, muitos deles não passam de oportunistas que dizem o que uma parcela da população quer ouvir.
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É preciso, portanto:
- Entender que o jogo da campanha mudou, a partir da mudança da cabeça do eleitor e da relação dele com a política;
- Entender que essa fissura por candidatos outsiders refletem uma completa desesperança com os políticos tradicionais e com o que chamamos de sistema;
- Entender todos esses movimentos sem caricaturar ou estereotipar: é muito mais complexo do que parece.

