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A MPB perde Leiteres Leite
A MPB perde Leiteres Leite
Na última semana, a música popular brasileira sofreu uma grande perda: o multi-instrumentista, educador, compositor, maestro e arranjador baiano Letieres Leite, morreu aos 61 anos, em decorrência de uma insuficiência respiratória causada pela Covid-19. Letieres contribuiu imensamente com a carreira de diversos dos grandes nomes da nossa MPB como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Elba Ramalho, … Continued
Na última semana, a música popular brasileira sofreu uma grande perda: o multi-instrumentista, educador, compositor, maestro e arranjador baiano Letieres Leite, morreu aos 61 anos, em decorrência de uma insuficiência respiratória causada pela Covid-19.
Letieres contribuiu imensamente com a carreira de diversos dos grandes nomes da nossa MPB como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Elba Ramalho, Elza Soares, Lulu Santos, Daniela Mercury, Carlinhos Brown, Hermeto Pascoal e Ivete Sangalo, sendo peça fundamental no sucesso de cada um deles.
Mas Letieres Leite foi muito além disso.
O baiano de Salvador começou sua trajetória estudando instrumentos de sopro de forma autodidata e, ao longo mais de 30 anos de uma brilhante carreira, tocou e gravou com diversos artistas nacionais e internacionais (estudou no tradicional Franz Schubert Konservatorium, em Viena, onde morou por quase 10 anos), integrou, escreveu arranjos e regeu orquestras no Brasil e no mundo.
Fundou – há 15 anos – a Rumpilezz: orquestra de percussão e sopros, que une o rico universo percussivo afro-brasileiro da música baiana ao jazz.
Também deu aulas de música na Universidade Federal da Bahia e fundou a Academia de Música da Bahia, escola especializada no ensino da música popular, com enfoque na música da Bahia. Letieres Leite foi responsável por trazer uma consciência afro-brasileira para a música orquestral e por levar o universo percussivo baiano para o mundo.
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Só para se ter uma breve ideia do seu trabalho junto a outros artistas da MPB, Leteires foi, por 14 anos, arranjador e músico da banda de Ivete Sangalo, também foi diretor musical dos dois últimos álbuns lançados por Maria Bethânia – Mangueira – A menina dos meus olhos (2019) e Noturno (2021). Um dos seus últimos trabalhos foi o arranjo da música Pardo, que faz parte do recém-lançado Meu Coco, álbum de Caetano Veloso.
Uma imensa perda para a nossa cultura, que deixou o cenário da música popular brasileira inteiro muito abalado.


