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Dia Nacional do Solteiro: “Carreira solo” pode significar amadurecimento
Dia Nacional do Solteiro: “Carreira solo” pode significar amadurecimento
Especialista explica fenômeno e afirma que as pessoas procuram se completar antes de se comprometerem com alguém
“Eu, meu sofá e uma maratona de séries”. “Solteiro sim, sozinho nunca!”. Essa são frases que surgem vez ou outra quando o assunto é relacionamento, mas a pessoa não tem um parceiro ou uma parceira.
Esse assunto adormece longa parte do ano, mas sempre volta à tona, sobretudo nas redes sociais, sobretudo quando se é comemorado o Dia Nacional do Solteiro.
A efeméride acontece em 15 de agosto, no Brasil, mas em outras partes do mundo é no dia 11 de novembro. Ou seja, duas datas que assombram aqueles que ainda não encontraram a tampa de sua panela, ou decidiram nem procurar.
Foto é que, atualmente, ser solteiro é uma tendência mundial e, sobre o assunto, a Novabrasil ouviu o Dr. Yuri Busin, que é especialista em Neurociência do Comportamento pelo Mackenzie e fundador do Diálogo Positivo e participou do Jornal Novabrasil, com Heródoto Barbeiro.
“Acredito que as pessoas estão com mais dificuldades de se relacionar e também passam por um momento em que preferem se descobir melhor e viver a experiência da liberdade em se completar sozinho”, afirma o especialista.
Yuri Busin diz que por um lado isso é bom, onde as pessoas acabam entrando em relações cada vez mais completas, “pois antes o ser humano procurava a outra metade da laranja, mas agora tem a consciência de ser uma laranja completa que parte em busca de outra laranja completa”, explica. Isso não significa que as relações são melhores ou maiores, mas sim que são diferentes do modelo engessado há muito tempo das relações que conhecíamos.
Sobretudo, o neirocientista reforça que nenhuma relação é perfeita, e devem ser construídas ao longo do tempo, “elas não são um filme da Disney, são parceiras ao longo da vida e o amor é uma construção eterna”, elucida.
O outro lado é que a sociedade busca por relações como se fossem redes sociais, onde a ilusão se sobressai à realidade, “mas todos temos algo a ser melhorado, alguma questão, alguma bagagem onde o trabalho em conjunto constrói cada vez melhor o próprio eu e a relação, como um todo”, esclarece Yuri.
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Hoje as pessoas estão mais sensíveis às relações, onde a opção por ser solteiro é o local mais seguro para quem procura menos responsabilidades, o que não é errado.
Outros se esquivam das dores que a relação pode gerar, com base em relacionamentos anteriores que não proporcionaram experiências positivas. Dr. Yuri enfatisa que, mesmo diante de tais experiências, “o amor não é só felicidade, ele também traz algumas dores, algumas preocupações, então essa dicotomia do amor às vezes assusta as pessoas.
A paixão é um estágio do começo da relação, geralmente positivo, mas o amor é constituído e até difícil de explicar”, finaliza.
Confira abaixo:

