Novabrasil
Um mês do disco Aldir Blanc Inédito, agora também em versão física
Um mês do disco Aldir Blanc Inédito, agora também em versão física
Há exatamente um mês, o Brasil teve o prazer de conhecer 12 faixas inéditas do grande compositor e poeta Aldir Blanc, que nos deixou órfãos de sua genialidade em maio de 2020, vítima da Covid-19. Perdemos a presença física de Aldir, mas sua obra e seu legado ficarão para sempre entre nós, como uma das … Continued
Há exatamente um mês, o Brasil teve o prazer de conhecer 12 faixas inéditas do grande compositor e poeta Aldir Blanc, que nos deixou órfãos de sua genialidade em maio de 2020, vítima da Covid-19.
Perdemos a presença física de Aldir, mas sua obra e seu legado ficarão para sempre entre nós, como uma das mais importantes produções artísticas e musicais da história do nosso país.
Para deixar isso ainda mais evidente, no dia 24 de setembro de 2021, fomos presenteados com o álbum Aldir Blanc Inédito, que conta com 12 composições ainda desconhecidas de Aldir Blanc com diversos de seus parceiros. São canções que o poeta deixou para serem lapidadas, gravadas e entregues ao público como uma grande jóia rara.
O disco, lançado em todas as plataformas digitais pela gravadora Biscoito Fino – no mês em que Aldir completaria 75 anos de idade – foi uma ideia de sua companheira Mary Lúcia, com o intuito de honrar a memória do artista. Ela apresentou o projeto para a cantora e compositora Ana Hollanda, que o abraçou com entusiasmo, junto com Sônia Lobo, administradora da Nossa Música, braço editorial da Biscoito Fino.
Aldir Blanc Inédito tem arranjos de Cristóvão Bastos e produção de Jorge Helder e conta com interpretações emocionantes de grandes nomes da música brasileira, amigos, parceiros e admiradores de Aldir Blanc.
Entre eles, o disco abre com seu grande amigo e parceiro de uma vida, João Bosco, interpretando um samba boêmio composto em 2013, para uma campanha publicitária, mas que não foi aproveitado. João juntou várias ideias de Aldir e fez uma segunda parte. Ao completar a canção, batizou-a de Agora eu Sou Diretoria, referindo-se ao amigo que partiu.
Quando escreveu a letra da existencial e espiritualista canção Palácio de Lágrimas, Aldir já havia pensado na voz da grande musa Maria Bethânia. É ela quem interpreta no disco essa parceria de Aldir com Moacyr Luz, que também assina outras duas faixas do álbum: o bolero Acalento (parceria com Adir e João Bosco, interpretada por Ana de Hollanda e uma homenagem a Dorival e Nana Caymmi) e Mulher Lunar (de Aldir, Moacyr e Luiz Carlos da Vila, interpretada no disco pelo próprio Moacyr).
Dori Caymmi interpreta o samba-canção Provavelmente em Búzios, parceria de Aldir com Cristóvão Bastos. Já Navio Negreiro, é uma canção que ficou de fora do álbum de Leila Pinheiro, Catavento e Girassol, de 1996, composto por parcerias entre Guinga e Aldir Blanc. Agora, Leila e Guinga trazem uma versão da importante e combativa canção, para compor o disco de inéditas.
Já o amigo Chico Buarque, dá voz à faixa Voo Cego, um soneto com eu-lírico feminino, típico de Chico, parceria de Aldir com Leandro Braga. Sueli Costa interpreta sua parceria com Blanc – Ator de Pantomima – escrita em 1978, auge da ditadura militar, e nunca antes gravada.
Veja também:
Joyce Moreno dá voz a Aqui, Daqui, poesia escrita por Aldir em 1986, como uma exaltação ao poder feminino, e musicada por Joyce exclusivamente para o disco. Clarisse Grova, cantora muito querida por Blanc, interpreta Outro Último Desejo, canção de 2012.
Moyseis Marques canta Baião da Miúda, sua parceria com Aldir e Nei Lopes, música que representa a pluralidade de ritmos com a qual o letrista trabalhou ao longo da sua carreira.
E, finalmente, para fechar o disco, temos o ator, instrumentista, cantor e compositor Alexandre Nero, um dos últimos parceiros de Aldir Blanc – e que pretendia montar um espetáculo teatral com obras do compositor carioca – interpretando sua parceria Virulência, que também conta com a contribuição de Antônio Saraiva.
Já escutou esta preciosidade de álbum? Então corre, que neste mês de outubro também foi lançada a versão física do disco!
Imperdível de conferir como a poesia de Aldir continua reverberando em nós! Porque o show de todo artista vai sempre que continuar!

