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“Trump seria eleito, caso as eleições fossem realizadas neste momento nos EUA”, avalia cientista político
“Trump seria eleito, caso as eleições fossem realizadas neste momento nos EUA”, avalia cientista político
Em entrevista à Novabrasil, Pedro Costa Jr. diz que Trump encarna o heroísmo e a religiosidade americanos e fica mais forte após o atentado na Pensilvânia
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, estaria eleito se as eleições fossem realizadas amanhã. Avaliação é de Pedro Costa Jr., cientista político e pesquisador da USP, após o atentado sofrido pelo republicano no final de semana.
Em entrevista à Novabrasil, o especialista disse que os EUA são uma Nação que precisa de heróis desde sua construção histórica, passando pela sua produção cultural e na formação de uma Nação excepcional. “Associado ao elemento heróico, há também o elemento religioso, igualmente forte. A ideia de uma figura predestinada, ungida por Deus. O Trump encarna, agora com esse atentado, essas 2 características”, diz Pedro Costa Jr.
Segundo ele, essas duas condições, religiosidade e heroísmo, formam uma mistura explosiva para uma eleição num país como os EUA. A imagem de Trump, com o punho cerrado e a bandeira americana ao fundo, captada pelos fotógrafos no atentado é uma imagem heroica. Para Costa Jr., “ele se torna um candidato ainda mais forte a partir desse ataque”.
O Partido Republicano se reúne nesta semana para ratificar a candidatura de Donald Trump e escolher o vice candidato na corrida presidencial. A convenção será realizada em Milwalkee, no estado do Wisconsin, até a quinta-feira.
Para o cientista político Pedro Costa Jr., a situação de Joe Biden já era ruim e a vitória de Trump parecia certa. A partir do atentado, a crise é instalada no partido democrata. “Eles têm duas coisas a fazer: a primeira é reposicionar a campanha em relação aos ataques a Trump. Várias peças foram retiradas do ar. A segunda coisa é a convenção se decidir se vai de Biden ou escolhe outro candidato”, conclui Costa Jr.
Maior visibilidade ao Trump
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Em entrevista ao “Jornal Novabrasil”, o professor de Relações Internacionais da Faculdade Arnaldo Janssen, Vladimir Feijó, avalia que o comício do republicano terá ainda mais visibilidade após o atentado, o que é vantajoso para o ex-presidente: “Ele vai fazer conexão com um tema que ele fala há muito tempo que é a insegurança no país. Inclusive, a convenção do partido republicano já tinha elencado como tema dos debates tornar a américa um lugar seguro novamente. Com o atentado, a cobertura da mídia do comício será ainda maior e deve continuar até o fim da convenção”.
A convenção do Partido Democrata será de 19 a 22 de agosto, em Chicago. A discussão é a manutenção ou não do nome de Joe Biden para tentar a reeleição.


