A podridão cerebral e o impacto para o cérebro humano

Roberto Nonato
08:40 12.07.2024
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A podridão cerebral e o impacto para o cérebro humano

A colunista da Novabrasil Carla Tieppo ressalta que conteúdos inúteis nas redes atrapalham o desenvolvimento cognitivo

Avatar Roberto Nonato
- 12.07.2024 - 08:40
A podridão cerebral e o impacto para o cérebro humano
Entretenimento é importante, mas o cuidado com o conteúdo é essencial para o cérebro | Foto: Vectorportal.com

Os conteúdos considerados inúteis ou lixos eletrônicos trazem impactos ao cérebro e podem causar perda de tempo para experiências de valor e desenvolvimento. A podridão cerebral, como tem sido chamada, diz respeito a esse consumo de conteúdos repetitivos e que não agregam valor, especialmente nas redes sociais.

A neurocientista e colunista da Novabrasil Carla Tieppo destaca que até um jogo eletrônico, com história e fases, é mais positivo para o cérebro. Ele provoca alterações e memórias, algo que uma sequência de acompanhamento de coisas fúteis não traz.

Carla chama a atenção para a adolescência, fase que merece mais cuidado, e que é importante observar coisas que desenvolvem o cérebro e melhoram a capacidade cognitiva. Isso vai trazer capacidade crítica para o indivíduo. “O mesmo deve ocorrer lá no fim da vida. Quando a pessoa está na fase de senescência cerebral, também é possível contrabalançar através de conteúdos e entretenimentos de qualidade. Se puder estudar alguma coisa nova, se perturbar com perguntas novas, isso sempre vai provocar um funcionamento cerebral mais azeitado, deixando o cérebro mais forte”, diz Carla.

Os conteúdos considerados inúteis ou superficiais trazem recompensas rápidas e não provocam a reflexão. A ampla divulgação dos vídeos mais curtos aumentam essas recompensas rápidas.

 A neurocientista diz que “isso sequestra nosso sistema de motivação para que a gente repita esse comportamento incessantemente. Enquanto estamos nesse looping, não temos espaço na cabeça para resolvermos nossas coisas, a gente se afasta dos problemas cotidianos”. Segundo ela, é um recurso para baixar a ansiedade, mas as pessoas não podem viver algo que não é real.

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É importante valorizar o tempo. Isso não significa que devemos passar a maior parte da vida nos livros ou estudos, pois o entretenimento é necessário e importante. O que vai contar, na verdade, é a qualidade desse momento mais relaxado, que também pode ser determinante para formação do seu cérebro. Ou seja, o equilíbrio é fundamental.

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