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Os avanços da comunicação podem também ser prejudiciais para nossa saúde
Os avanços da comunicação podem também ser prejudiciais para nossa saúde
Estabelecer limites para respostas, que nem sempre exigem rapidez, é uma maneira de dar uma pausa para o cérebro das pessoas
O avanço da tecnologia permitiu que a comunicação fosse estendida e, hoje em dia, isso permite que as pessoas respondam mensagens a qualquer hora e em qualquer lugar, levando, inclusive, o trabalho para fora do ambiente corporativo. Mas, isso pode ser evitado para o bem da saúde das pessoas.
A comunicação, a habilidade de interação, por muito tempo foi feita de humano para humano e face a face, ou seja, a comunicação Síncrona. Com a chegada da tecnologia essa comunicação, de atenção completa do receptor e emissor, passou a ser Assíncrona.
As ferramentas de comunicação que estão em uso atualmente, como whatsapp, email, etc, não foram feitas para a comunicação Síncrona. Elas permitem que o receptor possa responder em outro momento, nem sempre imediato. Ou seja, são formas de comunicação Assíncrona e que dominam nossas vidas.
Para o especialista em Tecnologia e Inovação e Colunista da Novabrasil, Fernando Barra, “Se eu preciso de uma resposta imediata, devo usar o aparelho celular e fazer uma ligação. É importante voltarmos a estudar as formas de comunicação e utilizarmos cada uma no seu momento correto. Não precisa de resposta urgente, manda uma mensagem e aguarda”.
No dia a dia, podemos nos conectar até mesmo no deslocamento. Seja indo para o trabalho ou para escola. Mas, é importante também darmos pausa para o cérebro. Segundo Barra, “no final de semana, se possível, acostume e ensine a audiência de seu trabalho, que você só responderá uma mensagem urgente. Caso contrário, ela será respondida durante a semana”.
A mudança na capacidade de se comunicar, normalmente de forma Síncrona, e agora Assíncrona, ocorre de um modo que, muitas vezes, nem percebemos. E acabamos entrando num modo automático de repostas. Sem contar a chegada da Inteligência Artificial.
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O colunista da Novabrasil, Fernando Barra, salienta que “nós também precisamos aprender a conversar com a Inteligência Artificial. Saber perguntar é um grande diferencial e, na maioria das vezes, não fomos treinados e não sabemos nos comunicar bem com essa ferramenta”.
Para ele, é essencial que os profissionais atuais tenham o domínio dessa comunicação com as máquinas e ferramentas tecnológicas. Essa capacidade tem sido observada na maioria dos profissionais e, para isso, é necessário treinarmos essa comunicação eficaz num mundo totalmente conectado.


