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Acervo MPB: Alceu Valença – Parte 3
Acervo MPB: Alceu Valença – Parte 3
Confira a parte 1 e parte 2 deste conteúdo. – Em 1985, participa da primeira edição do Rock in Rio, com um show antológico em duas noites do festival. – No mesmo ano, lança Estação da Luz, com canções – além da que dá título ao disco – como: Sino de Ouro, Balanço de Rede, … Continued
Confira a parte 1 e parte 2 deste conteúdo.
– Em 1985, participa da primeira edição do Rock in Rio, com um show antológico em duas noites do festival.
– No mesmo ano, lança Estação da Luz, com canções – além da que dá título ao disco – como: Sino de Ouro, Balanço de Rede, Chuva de Cajus e o frevo Chego Já. O disco tem uma capa incrível, do pintor paraibano Wellington Virgulino.
– É ainda de 1985, o disco Ao Vivo, com vários sucessos de sua carreira.
– De 1986 a 1988, lança respectivamente os discos Rubi, Leque Moleque – que conta com a clássica Girassol – e Oropa, França e Bahia (este último, ao vivo).
– Em 1990, lança o álbum Andar, Andar, mais pesado e urbano, que reflete um Brasil em dificuldades políticas e econômicas. Desta vez, a linguagem metafórica usada para tratar a política dos anos 70 é substituída pelo discurso contundente e pessimista da faixa-título, um blues andarilho, e pelo ativismo comunitário de FM Rebeldia.
– No ano seguinte, Alceu lança um de seus discos de maior sucesso: Sete Desejos, que traz clássicos como Respeita Januário (de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira), Tesoura do Desejo, Bicho Maluco Beleza, Junho (parceria com Geraldo Valença) e o grande sucesso La Belle de Jour.
– A história de La Belle de Jour é curiosa: de volta a Paris, depois de já consagrado no Brasil, Alceu entregou um poema em branco à atriz Jacqueline Bisset, num encontro ao acaso em um café. Impressionado com a beleza da estrela, imaginou a musa na Praia de Boa Viagem, em Recife. Mas, na hora de escrever, confundiu as musas e batizou a canção com o título do filme estrelado por outra atriz: Catherine Deneuve.

– Em 1991, se apresenta novamente no Rock In Rio (segunda edição) e seu show é considerado o melhor do evento.
– Em seguida, muda-se para Olinda e a atmosfera da cidade histórica envolve todo o álbum Maracatus, Batuques e Ladeiras, de 1994, em canções como Maracajá, Pétalas (em parceria com Hebert Azul), e a clássica O Carnaval da Minha Janela, além da regravação de Valores do Passado, de Edgar Moraes. A bela capa é ilustrada pela artista plástica Marisa Lacerda.
– Em 1996, Alceu Valença junta-se aos colegas de geração Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho para a celebração do show (no Canecão) e álbum ao vivo O Grande Encontro, um dos principais discos e momentos da nossa música popular brasileira. O show impulsiona, amplia e rejuvenesce o público de Alceu.

Entre as principais canções do disco estão: Sabiá (de Luiz Gonzaga e Zé Dantas), Coração Bobo (de Alceu), Dia Branco (de Geraldo Azevedo e Renato Rocha), Admirável Gado Novo e Chão de Giz (de Zé Ramalho) e a união das clássicas Banho de Cheiro (Carlos Fernando) com Frevo Mulher (Zé Ramalho).
Além de Pelas Ruas Que Andei, Tesoura do Desejo e Talismã.
– No álbum Sol e Chuva, de 1997, Alceu aproveita a onda e recria seus grandes sucessos e clássicos para o público jovem.
– Em 1998, lança o álbum Forró de Todos os Tempos, conversando com a geração do Forró Universitário e reunindo temas clássicos de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro – como Xote das Meninas e Cantiga do Sapo – e novas canções autorais, como Forró de Olinda e Vou Pra Campinas (ambas em parceria com Aracílio Araújo)
– Em 1999, o álbum Todos os Cantos traz o cantor ao vivo, em palcos de Montreux, Recife e Olinda, interpretando seus grandes clássicos.
Veja também:
– Em seguida, Alceu lança os álbuns Forró Lunar (2001), De Janeiro a Janeiro (2002) e Na Embolada do Tempo (2005).
– Em 2003, lança o CD e DVD Ao Vivo em Todos os Sentidos, gravado na Fundição Progresso, no Rio. Em 2006, lança o carnavalesco Marco Zero, rodado ao ar livre em Recife, para mais de cem mil foliões, que esperam ansiosamente por Alceu todos os anos, no famoso carnaval pernambucano.
– Em 2009, lança o disco Ciranda Mourisca, com o sucesso Ciranda da Rosa Vermelha e versões acústicas para músicas menos conhecidas, como Mensageira dos Anjos e Dente de Ocidente.
– Em 2014, lança o álbum Amigo da Arte, em que revisita os frevos, maracatus e cirandas dos carnavais de Pernambuco. O disco é indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Regional ou de Raízes Brasileiras.
– É também de 2014 o disco ao vivo Valencianas, uma homenagem – em concerto – da Orquestra Ouro Preto a Alceu, com a presença do cantor como solista nos vocais.
– Em 2015, Alceu lança seu livro de poesias: O Poeta da Madrugada.
– Em 2016, o artista reúne-se novamente com Elba Ramalho e Geraldo Azevedo, para o show e disco ao vivo O Grande Encontro – 20 anos. Dessa vez, entram no disco as canções de Alceu: Anunciação, Papagaio do Futuro e Me Dá Um Beijo, além de outras clássicas como; Dona da Minha Cabeça, de Geraldo Azevedo e Fausto Nilo; Bicho de Sete Cabeças II, de Zé Ramalho, Geraldo Azevedo e Renato Rocha e Ai Que Saudade D’ocê, de Vital Farias.
– No mesmo ano, Alceu lança o disco Vivo! Revivo! Ao Vivo, 30 anos após o lançamento do consagrado álbum Vivo!.
– Também em 2016, aventura-se no cinema e lança o filme A Luneta do Tempo, que recebe dois kikitos no Festival de Gramado: Trilha Sonora e Direção de Arte
No início dos anos 2000, de volta à Fazenda Riachão – onde passou a infância – depois do funeral de seu pai, Alceu mergulha nas suas origens e começa a escrever um poema de cordel sobre os temas de sua infância: o circo, a poesia e o cangaço. Este poema se tornaria o roteiro, desenvolvido por dez anos, de A Luneta do Tempo.
– Alceu começou a rodar o filme em 2009 e entre a concepção e a realização da obra, passaram-se 15 anos de trabalho. O filme também virou disco – inteiro de composições de Alceu – com a trilha sonora das ruas do Nordeste, dos cantadores anônimos, violeiros, emboladores, cegos arautos de feira, da música de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, do samba-canção dos anos 50, da música contemporânea brasileira – tudo o que mais influenciou Alceu Valença ao longo de sua vida e carreira.
Quer escutar este acervo e de outros artistas? Confira a primeira temporada do podcast Acervo MPB.


