Mais importante que treinos cognitivos são as tarefas cotidianas para as crianças

Cérebro Forte, com Carla Tieppo
08:38 07.06.2024
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Cérebro Forte, com Carla Tieppo

Doutora em neurociência
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Mais importante que treinos cognitivos são as tarefas cotidianas para as crianças

Estudo feito na Inglaterra indica que nem sempre um treino específico traz o efeito desejado no desenvolvimento de crianças e adolescentes

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- 07.06.2024 - 08:38
Mais importante que treinos cognitivos são as tarefas cotidianas para as crianças
Mais do que estimular uma função específica, o ideal é manter todo cérebro em movimento | Foto: Vectorportal.com

Um grupo de pesquisadores de Londres fez um treinamento cognitivo para desenvolver o controle inibitório para crianças de 6 a 13 anos, durante 8 semanas. Eles fizeram um jogo criado para desenvolver esse controle. E concluíram que as crianças analisadas não tiveram avanço nesse controle inibitório, diante de outras que não passaram por esse tipo de treinamento.

O controle inibitório é uma função executiva do cérebro que nos ajuda a reter um pensamento em favor de criar outro pensamento alternativo. Trata-se de sair do automatismo e ordenar algo mais elaborado, promovendo uma interação maior com outras pessoas.

O controle inibitório é prejudicado em indivíduos com déficit de atenção ou hiperatividade, ou seja, pode ser um aspecto que fragiliza crianças em alguns momentos.

A neurocientista e colunista da Novabrasil, Carla Tieppo, destaca que “o estudo leva a crer que é muito difícil fazer uma transferência de função cognitiva. Ou seja, treinar uma função em um jogo e transferir para a vida cotidiana”.

Para Carla, o tempo gasto para treinar as crianças nessas 8 semanas, seria mais bem aplicado em tarefas cotidianas de relacionamento e em contato com seu ambiente diário. “Não adianta tirar as crianças e adolescentes da vida para encerrá-los num treino cognitivo, se estiver falando de pessoas neurotípicas”, diz Carla. Isso só deve ser aplicado para crianças neuroatípicas, que precisam de um suporte especial.

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A colunista lembra que o treino cognitivo vai desenvolver uma função específica. E, para ela, o ideal é se manter estimulado com aprendizado de novas línguas, novos instrumentos musicais e conteúdos. Tudo isso mantém o cérebro ativo como um todo e vale para qualquer pessoa.

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