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“Perguntar é a arte e habilidade do futuro”, diz colunista da Novabrasil
“Perguntar é a arte e habilidade do futuro”, diz colunista da Novabrasil
Fernando Barra comentou a chegada da Inteligência Artificial nas escolas e como alunos e professores serão atingidos
A empresa OpenAI, criadora do ChatGPT, anunciou uma versão especial da Inteligência Artificial para universidades. Essa versão deverá auxiliar professores e é uma forma de entrar no setor de educação.
Para o especialista em Tecnologia e Inovação e colunista da Novabrasil, Fernando Barra, “a área da educação precisa urgentemente de uma grande transformação”. Ele lembra que, há cerca de 20 anos, ir à escola tinha como objetivo a passagem do conhecimento. O professor era o sábio e detentor do conhecimento.
Para Fernando Barra, o conhecimento hoje é acessível na palma da mão, com o telefone celular. Afinal, uma pergunta e uma busca e já conseguimos várias respostas. Apesar disso, ele lembra que “o acesso à informação é acumulativo, mas o conhecimento é seletivo”.
Nesse sentido, e com a chegada Inteligência Artificial, o professor acaba virando um curador. Ele vai ajudar a selecionar, ordenar e indicar em qual momento esse conhecimento vai gerar aprendizado aos alunos.
O colunista destaca que “o professor precisa, primeiro, se transformar para transformar a sala de aula”. Com isso, o profissional passa a ser alguém que vai ensinar os estudantes a perguntar, pois a escola, na maioria dos casos, ensina a decorar.
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Essa mudança será importante para gerar estudantes mais contestadores e com argumentos, tornando-os indivíduos mais críticos. Fernando Barra lembrou que a chegada da calculadora também causou preocupação, mas isso foi superado e agora é a vez da Inteligência Artificial.
Esse cenário traz uma complementaridade: alunos nascem digitalmente prontos, sabem perguntar e conversar com as máquinas. Já o professor tem o repertório que é fundamental para formular perguntas e questionamentos mais profundos. Com isso, as duas gerações se juntam e se complementam. Para Fernando Barra, “perguntar é a arte e habilidade do futuro”.



