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Seca e chuva: como emissão de gases de efeito estufa explicam catástrofes naturais
Seca e chuva: como emissão de gases de efeito estufa explicam catástrofes naturais
Até o momento, as fortes chuvas já deixaram mais de 100 mortos no Rio Grande do Sul; no Amazonas, 2024 pode ter maior estiagem das últimas décadas
Nos últimos dias, o governo do Amazonas realizou uma reunião para discutir estratégias para enfrentar a estiagem prevista para este ano. Estudos apontam que a seca de 2024 pode ser ainda mais complexa do que a do ano de 2023.
O Rio Grande do Sul, por sua vez, vive o momento mais díficil de sua história. Até o momento, as fortes chuvas já deixaram 116 mortos e 143 desaparecidos. As enchentes atingiram várias cidades do estado e o nível de água do Rio Guaíba ainda é bastante alto.
Em entrevista ao Jornal Novabrasil desta sexta-feira (10), o professor Doutor em Geoquímica Orgânica do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo, Dailson Bertassoli, explicou como a retenção dos gases de efeito estufa estão colaborando para as drásticas alterações climáticas no Planeta Terra.
“Na verdade a gente tem dificuldade em atribuir eventos específicos a questão da mudança climática, mas com as mudanças, os eventos de seca e de chuva se tornaram cada vez mais frequêntes e tendem a permanecer se continuarmos emitindo tantos gases de efeito estufa como estamos fazendo nos últimos anos. O calor entra dentro da estufa e não consegue sair. A gente retarda a saída do calor da atmosfera terrestre fazendo com que o Planeta fique mais quente”, afirmou.
O especialista disse ainda que os esforços da comunidade internacional não são suficientes para evitar o aquecimento do Planeta.
“Existe um esforço global. Grande parte dos países já se comprometeu a cortar a emissão dos gases de feito estufa nas próximas décadas. Os países estabeleceram metas em que eles tentam cumprir, mas não existe nenhuma punição associada ao não cumprimento dessa metas, infelizmente. E o que a gente tá vendo é que alguns países tem se movimentado mais para a transição energética, enquanto outros países estão ignorando essa questão. Vemos um certo avanço, mas não é suficiente”, pontuou
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