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Viva, Cazuza: do auge à despedida
Viva, Cazuza: do auge à despedida
Em homenagem aos 65 anos que Cazuza completaria neste 04 de abril de 2023, preparamos uma série com três matérias especiais sobre sua vida. Esta é a segunda, a primeira vocês podem conferir aqui: Viva, Cazuza: vida e obra A seguir, você vai conferir tudo o que rolou no auge da carreira de Cazuza e … Continued
Em homenagem aos 65 anos que Cazuza completaria neste 04 de abril de 2023, preparamos uma série com três matérias especiais sobre sua vida.
Esta é a segunda, a primeira vocês podem conferir aqui: Viva, Cazuza: vida e obra
A seguir, você vai conferir tudo o que rolou no auge da carreira de Cazuza e como foi sua triste despedida.

Os primeiros discos solo – Exagerado e Só Se For a Dois
O primeiro disco solo de Cazuza foi lançado ainda em 1985: Exagerado, que traz – além do mega sucesso da música-título (parceria com Ezequiel Neves e Leoni) outro grande hit do artista: Codinome Beija-Flor (parceria também com Ezequiel e com Reinaldo Arias).
Os grandes amigos e parceiros Cazuza e Frejat ficaram um tempo sem se falar quando Cazu resolveu abandonar o Barão e ainda levar grande parte das suas parcerias – que entrariam para o próximo disco da banda – para o seu primeiro disco solo. Foi Ezequiel Neves quem promoveu o reencontro entre os amigos, que – com um abraço – selaram de volta a grande amizade e parceria que nunca acabou.
Em 1986, a cantora Bebel Gilberto – filha de Miúcha e João Gilberto e grande amiga de Cazuza – gravou duas composições de sucesso, dela em parceria com Cazuza e Dé Palmeira: o imenso Preciso Dizer Que Te Amo e a canção Mais Feliz.
Em 1987, Cazuza lançou seu segundo álbum solo – Só Se For a Dois, que conta com as canções O Nosso Amor a Gente Inventa – Estória Romântica (parceria com Rogério Meanda e João Rebouças) e Solidão que Nada (com George Israel e Nilo Romero).
A AIDS
Ainda em 87, Cazuza foi diagnosticado sendo soropositivo, portador do vírus da AIDS. A descoberta foi feita após o artista ser internado com pneumonia e submetido ao teste de HIV.
Depois da segunda internação por conta dos problemas respiratórios decorrentes da AIDS, seus pais decidiram levar Cazuza para os Estados Unidos, para um possível tratamento mais efetivo contra a doença, ainda muito desconhecida no Brasil. O tratamento durou cerca de dois meses.
Cazuza foi a primeira personalidade brasileira a declarar publicamente que havia sido infectado pelo HIV, quando o assunto ainda era um tabu enorme. Esse ato de transparência ajudou muitas vítimas a lidarem melhor com a doença. De volta ao Brasil, ainda no mesmo ano, ele entrou em estúdio para a gravação de um novo disco.
Veja também:
Ideologia, Burguesia e O Tempo Não Para
Em 1988, já de volta, Cazuza lançou o seu disco de maior sucesso – Ideologia – que vendeu cerca de dois milhões de cópias e levou dois discos de diamantes. Este álbum conta com sucessos como: Faz Parte do Meu Show (parceria com Renato Ladeira); Brasil (com George Israel e Nilo Romero); Um Trem Para As Estrelas (com Gilberto Gil); Minha Flor, Meu Bebê (com Dé Palmeira); Blues da Piedade e a música-título (ambas compostas em parceria com Frejat).
Ainda em 1988, Cazuza lançou o álbum duplo Burguesia, que traz o sucesso da faixa-título (parceria com George Israel e Ezequiel Neves); além de Perto do Fogo (com Rita Lee) e Mulher Sem Razão (com Bebel Gilberto e Dé Palmeira).
No mesmo ano, Cazuza lançou ainda o disco ao vivo O Tempo Não Pára, que traz vários sucessos de sua carreira, além da faixa-título (parceria com Arnaldo Brandão); Faz Parte do Meu Show (parceria com Renato Ladeira); e Vida Louca Vida (uma composição de Lobão e Bernardo Vilhena, que fez muito sucesso em sua voz).
A despedida
Em outubro de 1989, depois de quatro meses fazendo um tratamento alternativo em São Paulo, Cazuza partiu novamente para Boston, onde ficou internado até março de 1990, quando voltou para o Rio de Janeiro.
No dia 7 de julho de 1990, o artista teve um choque séptico, complicação causada pela AIDS, e não resistiu, nos deixando órfãos do seu talento e genialidade aos 32 anos.
Após sua morte, seus pais fundaram a Sociedade Viva Cazuza, que tem como objetivo proporcionar uma vida melhor a crianças soropositivas, por meio de assistência à saúde, educação e lazer. A perda de Cazuza foi uma dor muito grande para o Brasil inteiro e, principalmente, para os amigos do Barão Vermelho.Continue ligado no site da Novabrasil para acompanhar a última parte da trajetória de Cazuza. Tem até playlist especial, ein! Está imperdível.


