MULTIVERSOS: Poema, de Cazuza e Frejat

Isabella Oliveira
14:00 05.04.2023
Música

MULTIVERSOS: Poema, de Cazuza e Frejat

Oi, eu sou a Roberta Campos e te convido a entrar no MULTIVERSOS da música Poema, de Cazuza e Frejat. A história da música ‘Poema’, de Cazuza e Frejat Ao longo de sua vida, Cazuza registrou inúmeras músicas e letras que, durante muito tempo, permaneceram inéditas para o público. Uma delas foi Poema, canção que era literalmente isso: … Continued

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- 05.04.2023 - 14:00
MULTIVERSOS: Poema, de Cazuza e Frejat
Frejat e Cazuza | Foto: Divulgação

Oi, eu sou a Roberta Campos e te convido a entrar no MULTIVERSOS🪐 da música Poema, de Cazuza e Frejat.

Frejat e Cazuza | Foto: Divulgação

A história da música ‘Poema’, de Cazuza e Frejat

Ao longo de sua vida, Cazuza registrou inúmeras músicas e letras que, durante muito tempo, permaneceram inéditas para o público.

Uma delas foi Poema, canção que era literalmente isso: um poema que o cantor escreveu para sua avó, aos 17 anos de idade.

Muita gente sabe que Cazuza escrevia letras e poemas desde criança. O que muitos não sabem, é que a única pessoa para quem ele mostrava seus escritos era para a sua avó materna Alice, a Vó Lice, de quem era muito próximo.

De acordo com o próprio cantor, em entrevista, ele fazia poesias às escondidas de meus pais, porque era um romântico, um cara cheio de dores-de-cotovelo. E esse seu lado romântico não combinava em nada com a imagem de adolescente rebelde que gostava de transmitir.

O poema foi guardado durante 23 anos

No entanto, em 1975, sua Vó Lice faleceu. Cazuza, então, perdia uma de suas principais confidentes, com quem conviveu dos 3 aos 15 anos e para quem mostrava o seu lado artístico.

Guardada durante 23 anos, veio a público em 1999, depois que a mãe de Cazuza, Lucinha Araújo, descobriu a letra e pediu para que Frejat a musicasse.

Para gravar, não poderia ser ninguém se não, Ney Matogrosso, um dos maiores amigos e companheiros da vida do cantor.

A canção é a faixa de Ney Matogrosso mais tocada de todos os tempos.

Letra de ‘Poema’, de Cazuza e Frejat

Eu hoje tive um pesadelo
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo

Veja também:

Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo

Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei, nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim

De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás

Eu hoje tive um pesadelo
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo

Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo

Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei, nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
E que não tem fim

De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás

Ouça a coluna completa aqui:

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