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Obrigada, Glória Maria!
Obrigada, Glória Maria!
Morreu hoje no Rio de Janeiro a jornalista Glória Maria, pioneira em muitos projetos na TV Globo. Foi a primeira repórter a entrar ao vivo no Jornal Nacional e inaugurou a era da alta definição da televisão brasileira. Glória mostrou mais de 100 países em suas reportagens e protagonizou momentos históricos, passando pela Europa, África … Continued

Morreu hoje no Rio de Janeiro a jornalista Glória Maria, pioneira em muitos projetos na TV Globo. Foi a primeira repórter a entrar ao vivo no Jornal Nacional e inaugurou a era da alta definição da televisão brasileira.
Glória mostrou mais de 100 países em suas reportagens e protagonizou momentos históricos, passando pela Europa, África e parte do Oriente.
Ficou conhecida pelas matérias especiais e viagens a lugares exóticos, e por entrevistar personalidades do mundo político e celebridades como Michael Jackson, Harrison Ford, Nicole Kidman, Leonardo Di Caprio e Madonna.

Glória Maria estava internada para tratar um câncer
Glória Maria tinha 73 anos e estava internada para tratar um câncer.
“É com muita tristeza que anunciamos a morte de nossa colega, a jornalista Glória Maria. Em 2019, Glória foi diagnosticada com um câncer de pulmão, tratado com sucesso com imunoterapia. Sofreu metástase no cérebro, tratada em cirurgia, também com êxito inicialmente”, informou a TV Globo, em nota.
“Em meados do ano passado, Glória Maria começou uma nova fase do tratamento para combater novas metástases cerebrais que, infelizmente, deixou de fazer efeito nos últimos dias, e Glória morreu esta manhã, no Hospital Copa Star, na Zona Sul do Rio.”, prossegue o texto.
O pioneirismo
Glória Maria Matta da Silva nasceu no Rio de Janeiro. Filha do alfaiate Cosme Braga da Silva e da dona de casa Edna Alves Matta, estudou em colégios públicos e sempre se destacou.
“Aprendi inglês, francês, latim e vencia todos os concursos de redação da escola”, lembrou, ao Memória Globo.
Glória também chegou a conciliar os estudos na faculdade de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio) com o emprego de telefonista da Embratel. Em 1970, foi levada por uma amiga para ser radioescuta da Globo do Rio.
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Na Globo, tornou-se repórter numa época em que os jornalistas ainda não apareciam no vídeo. A estreia como repórter foi em 1971, na cobertura do desabamento do Elevado Paulo de Frontin, no Rio de Janeiro.

Desse momento em diante, foi pioneira em diversos grandes momentos da televisão brasileira como:
- Glória Maria trabalhou no Jornal Hoje, no RJTV e no Bom Dia Rio — coube a ela a primeira reportagem do matinal local, há 40 anos, sobre a febre das corridas de rua.
- No Jornal Nacional, foi a primeira repórter a aparecer ao vivo, na primeira matéria a cores do programa, em 1977, mostrando o movimento de saída de carros do Rio de Janeiro, em um fim de semana;
- Em 2007, ao lado do repórter cinematográfico Lúcio Rodrigues, a jornalista realizou a primeira transmissão em HD da televisão brasileira. Foi uma reportagem no Fantástico sobre a festa do pequi, fruta de cor amarela adorada pelos índios Kamaiurás, no Alto Xingu.
A partir de 1986, a jornalista integrou a equipe do Fantástico, do qual foi apresentadora de 1998 a 2007.
Após 10 anos no Fantástico, Glória Maria tirou dois anos de licença para se dedicar a projetos pessoais, como as viagens à Índia e à Nigéria, onde trabalhou como voluntária. Nesse período, adotou as meninas Maria e Laura e, ao retornar à Globo, em 2010, pediu para integrar a equipe do Globo Repórter, programa do qual faz parte até hoje.
Nós, da Novabrasil, agradecemos a Glória Maria pelo pioneirismo, pela inspiração, pela compromisso com o jornalismo brasileiro e, acima de tudo, pela pessoa que foi em vida. Sua história e legado ficarão sempre marcados na história da comunicação do nosso país.


