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#8 ForasDeSérie | GAL COSTA: 5 curiosidades sobre Gal
#8 ForasDeSérie | GAL COSTA: 5 curiosidades sobre Gal
Gal Costa, que desde pequenina já tinha certeza de que seria uma cantora, contava com apoio familiar e se tornou muito conhecida no país por carregar uma voz cristalina e única, além de uma presença de palco e performance inigualáveis. No entanto, talvez você já tenha conhecimento de tudo isso que foi dito, principalmente se … Continued

Gal Costa, que desde pequenina já tinha certeza de que seria uma cantora, contava com apoio familiar e se tornou muito conhecida no país por carregar uma voz cristalina e única, além de uma presença de palco e performance inigualáveis.
No entanto, talvez você já tenha conhecimento de tudo isso que foi dito, principalmente se você acompanhou as últimas 7 matérias do Foras de Série especial Gal Costa. Mas, na oitava e última, preparamos um compilado com algumas curiosidades importantes sobre a vida de Gal.

Gal Costa é somente seu nome artístico
Por mais que a cantora tenha sido conhecidíssima e, após sua morte, eternizada no coração e memória do grande público como Gal Costa, este não era o seu verdadeiro nome! Muitos não sabem e talvez você também não saiba, mas seu nome de registro é Maria das Graças Penna Burgos.
O seu nome artístico, conhecido por muitos, na memória de tantos, estrelado na capa de seus discos e nos telões de seus shows, na realidade, só passou a existir na trajetória de Gal bem posteriormente, como contou a cantora em uma entrevista ao jornalista Jô Soares, em 2013. A cantora revelou no programa de Jô que inseriu em seu registro o nome Gal e dessa forma, seu nome legítimo se tornou Gal Maria da Graça Penna Burgos Costa.
O apelido de “Gal” foi uma ideia do produtor Guilherme Araújo, que foi o responsável por retirar o nome ‘Maria da Graça’ dos shows. O que muitos não sabem é que esse apelido, à priori, não agradou a todos ao seu redor… Seu amigo e cantor, Caetano Veloso, por exemplo, não achou o apelido uma boa opção, isso porque “Gal” funciona como uma abreviatura da palavra “General”, o que poderia relacioná-la, possivelmente, à Ditadura Militar da época.
Era um símbolo símbolo de liberdade
Gal Costa costumava dizer que a geração dela foi uma geração que viveu intensamente, pois a liberdade sexual visava uma revolução nos costumes e isto, para ela, materializa-se no jeito de cantar e performar no palco!
Gal sempre foi muito discreta quando o assunto era a sua vida pessoal. A cantora viveu poucos romances expostos ou públicos ao longo da sua trajetória na fama e nunca teve o costume de abordar em entrevistas assuntos sobre suas relações afetivas. A única relação particular que Gal Costa falou abertamente e não ocultou da grande mídia foi o seu casamento com o violonista Marco Pereira, que durou de 1991 a 1992.
Apesar disto, a cantora já teria se relacionado com outras pessoas, como a atriz Lúcia Veríssimo e a cantora Marina Lima. Dessa forma, a cantora era tida como uma referência LGBTQIAP+ em uma época em que a pauta era pouco debatida.
Após sua morte, o relacionamento que ela mantinha em anonimato (como de costume) veio à tona e o grande público tomou conhecimento de com quem Gal dividia a sua vida afetiva.
A cantora era casada com Wilma Petrillo desde 1998, sendo esta uma parceria não só afetiva, como profissional, pois Wilma, de 72 anos, era empresária da artista. Gal sempre teve o sonho de ser mãe e Wilma já estava com Gal quando a cantora adotou seu filho Gabriel, que hoje já tem 17 anos de idade.
A década de 70 foi muito importante para sua carreira
A década de 70 foi, sem dúvidas, uma das mais repletas de oportunidades para a trajetória da música de Gal Costa! Grandes propostas de trabalhos resultaram no maior reconhecimento da cantora nesta época, que foi quando ela gravou a música tema da clássica novela Gabriela, em 1975, para a Rede Globo, além de participar do show Doces Bárbaros, ao lado dos amigos Gilberto Gil, Caetano Veloso e Maria Bethânia.
O show percorreu o Brasil e ainda resultou no disco Doces Bárbaros, considerado pela indústria musical como uma obra-prima! Como um clássico grupo de “hippies”, eles se tornaram tema de filme, DVD e até mesmo tema enredo de escola de samba. Além disso, neste mesmo ano, Gal também lançou sete discos e vários sucessos em cada um deles.
Gal teve uma capa de seu disco censurada pela Ditadura Militar
A capa do disco Índia, de Gal, lançado em 1973 e dirigido por seu amigo e cantor renomado, Gilberto Gil, mostrava o quadril da cantora, que vestia na fotografia apenas uma tanga vermelha e uma saia com franjas de palha não totalmente vestida. Além disso, na área posterior do disco, a cantora aparece em uma fotografia com seus seios à mostra.
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Índia foi, sem dúvidas, um dos álbuns brasileiros com a capa mais emblemática e icônica da Música Popular Brasileira, porém lançado no momento em que o país sofria uma Ditadura Militar, a censura não permitiu a ilustração da capa nas vendas dos discos pelo país.
Mas por meio de um acordo, foi permitida a venda do álbum, porém com um plástico azul lacrando a capa original. Gal foi a responsável por difundir o disco com uma embalagem lacrada, o que fez com que as pessoas, curiosas, comprassem o disco.
Esta medida da censura só foi, finalmente, derrubada em 2015 e Gal comemorou nas redes sociais ao escrever que a capa do disco Índia, censurada nos anos 70, foi agora liberada para nosso deleite, incluindo o dela!
Gravou uma música em parceria com a cantora Marília Mendonça
Várias vezes, durante a trajetória de sua carreira, Gal Costa deixou os fãs e ouvintes surpresos pelas suas parcerias musicais, que pareciam para muitos, feats improváveis.
Entre uma dessas parcerias, pode ser citada uma de muito sucesso, que foi a faixa gravada por Gal juntamente à cantora Marília Mendonça, que também já não está entre nós. A cantora sertaneja morreu aos 26 anos, devido a uma queda de avião em novembro de 2021.
Ao lado de Marília, Gal Costa gravou uma música que se chama Cuidando de Longe, que foi incluída no disco de 2018, A Pele do Futuro‘, e você consegue escutá-la durante a programação da Novabrasil.
Quer ouvir a áudio-biografia de Gal Costa onde e quando quiser? Ouça o Acervo MPB especial Gal Costa clicando aqui.
Vapor Barato
Vapor Barato foi uma das canções que ficaram eternizadas na voz de Gal. Um grito de liberdade, resiliência e amor livre lançada em 1971, em plena Ditadura Militar, no icônico disco Fa-Tal – Gal a Todo Vapor. Composta por Jards Macalé e Waly Salomão, a canção foi uma espécie de hino de uma geração.
De tão atemporal, a canção acabou ganhando uma nova versão e voltou a ser sucesso, principalmente nos anos 90 e 2000. O grupo de reggae e rock O Rappa lançou Vapor Barato em seu disco Rappa Mundi, em 1996. Com essa conexão entre gerações e clássicos da nossa música, anunciamos que o próximo personagem do especial FORAS DE SÉRIE será o grupo O Rappa.


