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#1 ForasDeSérie | GAL COSTA: Vida, obra e a construção do legado
#1 ForasDeSérie | GAL COSTA: Vida, obra e a construção do legado
O Foras de Série tem orgulho em iniciar mais uma série de matérias especiais para se ler em temporadas. Depois de Roberto Carlos e Tim Maia, chegamos à Musa do Tropicalismo. Gal Costa construiu um legado, fomentou em sua voz, o amor, a arte e a cultura do Brasil em forma de música. Gal, que faleceu … Continued

O Foras de Série tem orgulho em iniciar mais uma série de matérias especiais para se ler em temporadas. Depois de Roberto Carlos e Tim Maia, chegamos à Musa do Tropicalismo. Gal Costa construiu um legado, fomentou em sua voz, o amor, a arte e a cultura do Brasil em forma de música. Gal, que faleceu em novembro deste ano, construiu uma mensagem e diálogo para que a sociedade pudesse entender o que estava se passando em tempos delicados.
Deixou um legado de 1.080 canções gravadas, músicas que marcaram décadas por ser temas de novela, como Gabriela, trinta e um álbuns de estúdio, nove álbuns ao vivo, dez DVDs, além de entrevistas, shows, participações especiais e uma história regada ao posicionamento, força da mulher e liberdade. Acompanhe a seguir tudo sobre a vida de Gal Costa.

Gal Costa
Nascida como Maria das Graças Penna Burgos, Gal Costa nasceu em Salvador, capital baiana, no dia 26 de setembro de 1946. Filha de Arnaldo Burgos e Mariah Costa Penna, começou a trabalhar como balconista ainda adolescente numa loja de discos, chamada Roni Discos, após a morte de seu pai.
Gal Costa ficou órfã de pai aos catorze anos, enquanto sua mãe faleceu em 1993. Porém, a ausência do pai de Gal em sua vida logo foi preenchida pelo amor e incentivo de Dona Mariah, além de seus parentes e familiares.

No ano de 1959, conheceu a obra de João Gilberto através de Chega de Saudade (Tom Jobim/Vinícius de Moraes) no rádio. A cantora, por diversas vezes, demonstrava seu apreço pelo cantor e compositor, sendo uma de suas influências musicais.
Quanto a vida pessoal, Gal costumava ser discreta e exercia para a mídia sua carreira e sucesso profissional, entretanto, a cantora era reservada quanto a sua vida pessoal.
História
A vida artística e legado de Gal Costa deu início nos anos 60, quando estreou no espetáculo Nós, Por Exemplo, em 1964, ao lado de grandes nomes como Tom Zé, Caetano Veloso e Maria Bethânia, ao qual viera construir uma grande amizade ao longo do tempo. A apresentação ocorreu em decorrência da inauguração do Teatro Vila Velha, em Salvador
Logo após a realização de outros espetáculos, Gal decide mudar-se para o Rio de Janeiro para se dedicar a carreira de cantora e desde então, acumulou sucessos, um estilo irreverente e uma presença marcante. Sua primeira aparição nacional foi no ano de 1966, quando participou do Primeiro Festival da Canção, novamente ao lado de Caetano Veloso. Seu tom de voz agudo não representa somente o soprano, mas a potência de sua voz, pelas diversas interpretações afiadas, penetrantes, intensas e também por sua presença marcante em cima de um palco, onde o espectador entende com clareza a verdadeira mensagem das suas canções.
Uma curiosidade sobre seu início de carreira: a cantora se apresentava como Maria da Graça por sugestão do produtor Guilherme Araújo, no entanto, adotou o nome artístico Gal. Na época, Caetano Veloso não gostou muito da ideia, pois o termo “Gal” é a abreviação do termo general e que poderia fazer referência ao até então presidente da república Artur da Costa e Silva.
Ainda nos anos 60, Gal Costa participou do Festival Internacional da Canção (FIC) e interpretou a música Minha Senhora, de Gilberto Gil e Torquato Neto, onde não seguiu para as etapas finais do concurso. Porém, no ano seguinte, lançou o seu primeiro LP, Domingo, elaborado em conjunto com Caetano Veloso. Em 1968 participou do disco Tropicália ou Panis et Circencis (1968), com as canções Mamãe Coragem (Caetano Veloso e Torquato Neto), Parque Industrial (Tom Zé) e Enquanto Seu Lobo Não Vem (Caetano Veloso), além de Baby (Caetano Veloso), o primeiro grande sucesso solo, que se tornou um clássico.
Defendeu a canção Divino Maravilhoso no IV Festival da Record, escrita por Caetano Veloso e Gilberto Gil e além de ter lançado seu primeiro álbum solo, Gal Costa (1969), contando com faixas famosas como Baby, Divino Maravilhoso, Que pena (Ele já não gosta mais de mim) e Não Identificado, sendo as duas últimas, de Jorge Ben Jor e Caetano.
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No mesmo ano gravou o segundo disco solo, Gal, conhecido como o psicodélico, que traz os hits Meu Nome é Gal, escrita por Roberto e Erasmo Carlos, e Cinema Olympia, de Caetano Veloso.
Início da carreira
Gal Costa conheceu Caetano Veloso ainda na Bahia, onde foi apresentada por Dedé Gadelha – que viria ser a futura esposa do cantor – no ano de 1963 e um ano depois, iniciam sua primeira parceria de trabalho no espetáculo Nós, Por Exemplo, ao lado de nomes como Tom Zé e Gilberto Gil.
O início de sua carreira veio junto com o Tropicalismo, reflexo de movimentos similares ao redor do mundo, graças ao período de guerras e grandes repressões, incluindo a Ditadura Militar, que durou de 1964 a 1985.
Nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Torquato Neto, Capinam, Tom Zé, Nara Leão, Gal Costa, Os Mutantes e Rogério Duprat foram os principais nomes do movimento. Em junho de 1968, eles lançam o álbum Tropicália ou Panis et Circencis. A obra ficou conhecida por ter referências entre a MPB, cultura pop e rock’n roll.

Obras
A obra de Gal Costa compreende um vasto legado musical. De Domingo até Nenhuma Dor, Gal possui trinta e um álbuns de estúdio, gravações em colaboração e gravação também de DVDs. Sendo trinta e um álbuns solo, doze álbuns ao vivo e seis gravações de DVDs. Alguns desses álbuns: Legal. Índia, Caras e Bocas, Água Viva, Gal Tropical e álbuns ao vivo: Estratosférica,Fa-tal Gal a Todo Vapor e a Pele do Futuro.

Legado da cantora
Viva o legado de Gal Costa! Gal recebeu um Grammy Latino à Excelência Musical em 2011 pelo conjunto de sua obra. Já foi indicada a categoria de Melhor álbum de MPB em 2003, 2004, 2006 e 2007 (com os discos Bossa Tropical, Todas as Coisas e Eu, Hoje e Ao Vivo, respectivamente) e por Melhor Canção Alternativa em 2012, com o single Neguinho.
No Brasil conquistou grandes prêmios e reconhecimentos. Melhor Cantora, vencendo a categoria por duas vezes no Troféu Imprensa nos anos 1970, 1983, 1985 e 1986, Melhor Revelação Feminina em 1969 e Melhor Música em 1985 e 1986 com Chuva de Prata e Um Dia de Domingo.
No Prêmio da Música Brasileira, em 2016, Também venceu como Melhor Cantora e, no Prêmio Multishow, venceu em 2012 na categoria Melhor Show (Superjúri) e em 2015 com Prêmio Especial – 50 anos de Carreira.
Amanhã, 12h, você confere mais uma matéria do FORAS DE SÉRIE especial Gal Costa, uma homenagem a um dos maiores nomes da MPB de todos os tempos. Saudades, Gal!


