Retratos Brasileiros: Não deixa o samba acabar

Novabrasil
12:00 04.12.2022
Música

Retratos Brasileiros: Não deixa o samba acabar

Em comemoração ao Dia do Samba (2 de dezembro), o qual falamos mais nessa matéria com direito a playlist especial, o Retratos Brasileiros desse final de semana será sobre esse gênero musical tipicamente brasileiro. Confira abaixo fotos históricas do samba. Uma das maiores manifestações culturais populares do Brasil, o samba é um gênero musical de … Continued

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- 04.12.2022 - 12:00
Retratos Brasileiros: Não deixa o samba acabar
João Nogueira merece todos os tributos. Sua importância vai muito além da maravilhosa discografia que deixou, como defensor do samba e dos sambistas brasileiros. Divulgação/Arquivo pessoal Leia mais em: https://vejario.abril.com.br/coluna/rita-fernandes/homenagem-joao-nogueira/

Em comemoração ao Dia do Samba (2 de dezembro), o qual falamos mais nessa matéria com direito a playlist especial, o Retratos Brasileiros desse final de semana será sobre esse gênero musical tipicamente brasileiro. Confira abaixo fotos históricas do samba.

Uma das maiores manifestações culturais populares do Brasil, o samba é um gênero musical de raízes africanas

Uma das maiores manifestações culturais populares do nosso país, patrimônio da nossa história, o samba é um gênero musical de raízes africanas, do qual deriva também um tipo de dança.

Símbolo da identidade nacional brasileira, o samba se originou entre as comunidades afro-brasileiras urbanas do Rio de Janeiro no início do século XX, tendo suas raízes na expressão cultural da África Ocidental e nas tradições folclóricas brasileiras, especialmente aquelas ligadas ao samba rural primitivo dos períodos colonial e imperial.

O Brasil é conhecido internacionalmente pelo samba, que é também ritmo oficial do Carnaval, uma das nossas principais festividades. Tudo o que chamamos de música popular brasileira está colocado em uma grande árvore, cuja raiz é o samba.

O primeiro samba a ser gravado no Brasil

Um marco dentro da história moderna e urbana do samba ocorreu em 1917, no Rio de Janeiro, com a gravação em disco de Pelo Telefone, composição de Donga, considerado o primeiro samba a ser gravado no Brasil, segundo os registros da Biblioteca Nacional.

1- João Nogueira no Clube do Samba, em que foi um dos fundadores

João Nogueira no Clube do Samba. Foto: Divulgação/Arquivo pessoal

A primeira das fotos históricas do samba que apresentamos. Em 1979, preocupado com a desvalorização do samba no cenário musical brasileiro, João Nogueira fundou o Clube do Samba, com a participação de sua irmã Gisa; do escritor, pesquisador e jornalista Sérgio Cabral; de Paulo César Pinheiro; da cantora Clara Nunes e de outros nomes de peso do samba. A primeira sede do Clube foi na casa de João Nogueira, no Méier.

Entre as atividades do Clube do Samba estava a produção de um jornal com notícias sobre o samba e a realização periódica de um baile, frequentado por grandes nomes do gênero, como Beth Carvalho, Martinho da Vila, Chico Buarque e Paulinho da Viola.

O Clube do Samba se transformou em bloco carnavalesco

Em pouco tempo, o Clube se transformou em um bloco carnavalesco, arrastando amantes do carnaval e do samba em seu desfile na Avenida Rio Branco.

Apesar de ter modificado um pouco o seu perfil nos anos seguintes, sobreviveu como um dos marcos de resistência do samba carioca, promovendo rodas de samba, ensaios e desfiles carnavalescos, graças – principalmente – à família de João Nogueira, que abraçou o projeto, mantendo vivo o seu sonho.

Veja também:

2- Cartola, Ismael Silva e Mano Décio da Viola registrados pela Revista Veja enquanto relatavam suas opiniões sobre as escolas de samba e desfiles de carnaval (1975)

Cartola, Ismael Silva e Mano Décio da Viola registrados pela Revista Veja (1975) | Foto: Revista Veja.

A foto foi registrada pela Revista Veja, para a edição de fevereiro de 1975. Entre goles de cerveja, os três revelaram um “entendimento impecável” na crítica a escolas de samba e aos desfiles de carnaval, principalmente com relação ao aumento dos preços dos ingressos do Carnaval Carioca e a elitização dos terreiros de samba.

“Hoje eu não frequento nem ensaio”, queixa-se Cartola.

Longe das quadras, porém, as três lendas vivas do samba atravessavam uma boa fase em meados dos anos 1970. Cartola e Mano Décio estreavam em disco, e Ismael Silva gravava um álbum.

Você conhecia essas fotos históricas do samba?

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