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81 anos de João Nogueira: 10 fatos sobre o sambista
81 anos de João Nogueira: 10 fatos sobre o sambista
Se não tivesse nos deixado em junho de 2000 – aos 58 anos, vítima de um infarto fulminante – o grande João Nogueira estaria completando 81 anos no dia de hoje E, para celebrá-lo, trouxemos 10 fatos sobre a vida e a obra desse cantor e compositor carioca, que foi um dos maiores sambistas de … Continued
Se não tivesse nos deixado em junho de 2000 – aos 58 anos, vítima de um infarto fulminante – o grande João Nogueira estaria completando 81 anos no dia de hoje
E, para celebrá-lo, trouxemos 10 fatos sobre a vida e a obra desse cantor e compositor carioca, que foi um dos maiores sambistas de todos os tempos.

10 fatos sobre João Nogueira
1 – João Nogueira tocou com Noel Rosa e tinha amizade com Pixinguinha, Jacob do Bandolim e Donga
João Batista Nogueira Júnior nasceu no bairro do Méier, no Rio de Janeiro, e teve contato com o samba desde muito novo. Seu pai – que lhe ensinou a tocar violão ainda criança – era violonista. Chegou a tocar com Noel Rosa e tinha amizade com grandes nomes do samba como Pixinguinha, Jacob do Bandolim e Donga.
Mas, o pai faleceu quando João Nogueira tinha apenas dez anos de idade e ele teve que ir trabalhar com outras coisas para ajudar no sustento da casa. Começou a fazer música aos 15 anos, com sua irmã, a compositora Gisa Nogueira.
2 – Sua primeira composição foi Espere, Ó, Nega
Em 1958, João Nogueira passou a frequentar o Bloco Carnavalesco Labareda do Méier – do qual, mais tarde, veio a ser diretor – e a compor os sambas para o bloco. Em 1968, gravou a sua primeira composição, Espere, Ó Nega, acompanhado por um conjunto de samba que, depois, passaria a ser chamado de Nosso Samba.
Não demorou muito para que suas composições começassem a despertar a atenção de grandes nomes da música. Nessa época, conheceu Paulo César Valdez, que o levou até a sua mãe, a grande cantora Elizeth Cardoso, que gravou a composição de João Nogueira, Corrente de Aço, em 1969.
3 – Em 1971, Clara Nunes grava seu samba
Em 1971, Clara Nunes grava seu samba em parceria com a irmã Gisa Nogueira, Meu Lema; e Eliana Pittman faz muito sucesso e chega aos primeiros lugares nas rádios com sua composição Das 200 Pra Lá, fazendo João ganhar repercussão internacional.
4 – João Nogueira gravou um LP coletivo intitulado Quem Samba Fica
Antes de lançar o seu primeiro disco solo, João Nogueira ainda gravou um LP coletivo intitulado Quem Samba Fica. Na contracapa, o locutor e descobridor de talentos Adelzon Alves dizia:
“É mais um João que veio diferente no cantar samba e fazer verso. É mais uma reza forte nas quebradas, meu compadre.”.
5 – Em 1972, João Nogueira lançou seu disco de estreia
No ano de 1972, João Nogueira lançou seu disco de estreia, que trazia seu nome como título e trazia suas composições: Alô Madureira, Morrendo em Versos, Beto Navalha, Mariana da Gente, Meu Caminho e Blá, Blá, Blá.
6 – Foi com Batendo à Porta que estourou em todo Brasil
Mas foi com o lançamento do disco E Lá Vou Eu, em 1974, e a gravação do sucesso Batendo à Porta, sua parceria com Paulo César Pinheiro – seu parceiro mais constante – que o som do artista estourou em todo o Brasil.
A partir daí, João Nogueira trilhou uma carreira de sucesso, tornando-se uma das principais referências do samba em todo o Brasil. Com sua voz potente, forma de frasear muito própria e suas composições brilhantes – muitas delas em parceria com Paulo César Pinheiro – cantou sobre diversos temas mesclando humor, amor, sensibilidade, política e crítica social, em seus 18 discos de carreira.
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7 – João Nogueira fundou o Clube do Samba
Em 1979, preocupado com a desvalorização do samba no cenário musical brasileiro, João fundou o Clube do Samba, com a participação de sua irmã Gisa; do escritor, pesquisador e jornalista Sérgio Cabral; de Paulo César Pinheiro; da cantora Clara Nunes e de outros nomes de peso do samba. A primeira sede do Clube foi na casa de João Nogueira, no Méier.
Entre as atividades do Clube do Samba estava a produção de um jornal com notícias sobre o samba e a realização periódica de um baile, frequentado por grandes nomes do gênero, como Beth Carvalho, Martinho da Vila, Chico Buarque e Paulinho da Viola.
Em pouco tempo, o Clube se transformou em um bloco carnavalesco, arrastando amantes do carnaval e do samba em seu desfile na Avenida Rio Branco.
Apesar de ter modificado um pouco o seu perfil nos anos seguintes, sobreviveu como um dos marcos de resistência do samba carioca, promovendo rodas de samba, ensaios e desfiles carnavalescos, graças – principalmente – à família de João Nogueira, que abraçou o projeto, mantendo vivo o seu sonho.
8 – Espelho, Além do Espelho e Poder da Criação estão entre seus principais sucessos
Entre os maiores sucessos de Nogueira, estão as canções:
- Espelho (escrita em parceria com Paulo César Pinheiro, em homenagem ao seu pai);
- Além do Espelho (também com Pinheiro, com a repetição do famoso verso “meu medo maior é o espelho se quebrar”, dessa vez dedicada aos seus filhos);
- Poder da Criação;
- Mineira;
- Minha Missão;
- Guerreira;
- e Súplica (essa e todas acima em parceria com Paulo César Pinheiro);
- Um Ser de Luz (parceria com Pinheiro e Mauro Duarte);
- Do Jeito Que o Rei Mandou (parceria com Zé Catimba);
- e Clube do Samba.
9 – Diogo Nogueira é seu filho
João deixou quatro filhos, entre eles, o cantor e compositor Diogo Nogueira, que leva o seu legado com muito orgulho e competência, sendo um dos maiores sambistas da sua geração.
10 – Zeca Pagodinho, Beth Carvalho e Dona Ivone Lara participaram de um espetáculo em sua homenagem
Com sua morte, vários colegas se juntaram para um espetáculo em sua homenagem. Participaram Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Dona Ivone Lara, Arlindo Cruz e Sombrinha, Emílio Santiago, Carlinhos Vergueiro e a família de João: o sobrinho Didu, o filho Diogo e a irmã e parceira Gisa. O show foi gravado e deu origem ao famoso disco João Nogueira, Através do Espelho.


