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Há exatos 119 anos, nascia Ary Barroso
Há exatos 119 anos, nascia Ary Barroso
É impossível falar de MPB e não falar de Ary Barroso! Brasil, meu Brasil brasileiro Meu mulato inzoneiro Vou cantar-te nos meus versos Aquarela do Brasil – Ary Barroso (1939) O compositor, pianista, locutor e apresentador, é um dos grandes nomes da história da nossa música no Século XX. Em sua homenagem, uma lei federal … Continued
É impossível falar de MPB e não falar de Ary Barroso!
Brasil, meu Brasil brasileiro
Meu mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
Aquarela do Brasil – Ary Barroso (1939)
O compositor, pianista, locutor e apresentador, é um dos grandes nomes da história da nossa música no Século XX. Em sua homenagem, uma lei federal assinada em 2006, transferiu o Dia do Radialista de 21 de setembro para dia 7 de novembro, dia do seu aniversário. Apesar do fato, muitos radialistas continuam comemorando nos dois dias.

Ary Barroso foi autor recorrente no repertório de Carmen Miranda e Francisco Alves
Foi autor recorrente no repertório de artistas como Carmen Miranda e Francisco Alves, deixou um legado que atravessou o tempo e as fronteiras do Brasil, e até hoje é interpretado por grandes nomes da música nacional e internacional.
Nascido em Minas Gerais, em 7 de novembro de 1903 – há exatos 119 anos – Ary Barroso começou a estudar piano ainda criança e, aos 12 anos, já trabalhava como pianista auxiliar no Cinema Ideal, em Ubá, sua cidade natal. Aos 15, fez sua primeira composição: o cateretê De Longe.
Na juventude, mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar Direito e a faculdade foi muito importante na consolidação da sua veia artística. No Rio, trabalhou como pianista no Cinema Íris e na sala de espera do Teatro Carlos Gomes.
Ary Barroso, o autor de Aquarela do Brasil
Passou a tocar em diversas orquestras e a dedicar-se mais seriamente à composição, fazendo parcerias com Lamartine Babo, seu contemporâneo na Faculdade de Direito, que veio a tornar-se outro importante nome da nossa música.
Em 1929, depois de formados, seu colega de faculdade e grande incentivador, o cantor e compositor da Era do Rádio, Mário Reis, gravou duas canções de Ary Barroso: Vou à Penha e Vamos Deixar de Intimidade, que se tornou o seu primeiro sucesso popular.
Nos anos 1930, Ary escreveu as primeiras composições para o teatro musicado carioca. Sua composição antológica, Aquarela do Brasil, teve a primeira audição na voz da famosa cantora de samba-canção, Aracy Cortes. Em 1939, foi gravada em disco, pelo também muito famoso cantor Francisco Alves.
Responsável por inaugurar o gênero “samba-exaltação”, Aquarela do Brasil foi incluída, em 1942, na trilha do desenho Alô, Amigos, da Disney, abrindo as portas dos Estados Unidos para Ary Barroso e transformando sua canção em sucesso internacional. A versão em inglês, Brazil (com letra de Bob Russell), já foi gravada por nomes como Frank Sinatra, Bing Crosby e Paul Anka.
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A canção tornou-se uma das mais populares músicas brasileiras de todos os tempos, regravada depois por diversos grandes nomes da MPB, como: Carmen Miranda, João Gilberto, Tom Jobim, Caetano Veloso, Tim Maia, Gal Costa, Erasmo Carlos e Elis Regina. É a segunda canção brasileira mais regravada de todos os tempos, com centenas de gravações mundo afora, ficando atrás somente de Garota de Ipanema.
Foi indicado ao Oscar de Melhor Canção Original
Em 1944, Ary Barroso recebeu o diploma da Academia de Ciências e Arte Cinematográfica de Hollywood pela trilha sonora do longa-metragem Você já foi à Bahia?, também de Walt Disney.
No mesmo ano, foi indicado ao Oscar de Melhor Canção Original, com a música Rio de Janeiro, do filme Brasil, produção americana dirigida por Joseph Santley.
A partir de 1943, manteve durante vários anos o programa A Hora do Calouro, na Rádio Cruzeiro do Sul, do Rio de Janeiro, no qual revelou e incentivou novos talentos musicais. Também trabalhou como locutor esportivo.
Durante a década de 1940 e a década de 1950, Ary Barroso compôs vários dos sucessos consagrados por Carmen Miranda no cinema. Foi o compositor mais gravado pela artista de prestígio internacional, com mais de 30 músicas.
Composições famosas de Ary Barroso
Ao todo, são conhecidas mais de 260 composições de autoria de Ary Barroso. Ele é autor de centenas de composições em estilos variados, como choro, xote, marcha, foxtrote e samba. Entre suas composições mais famosas também estão os clássicos:
- No Tabuleiro da Baiana (1936);
- Quando Eu Penso na Bahia (1937);
- Na Baixa do Sapateiro (1938);
- Boneca de Pixe (parceria com Luis Iglesias, de 1938);
- Camisa Amarela (1939);
- Os Quindins de Yayá (1941);
- Pra Machucar Meu Coração (1943);
- e Risque (1952).
Em 1931, compôs – com Lamartine Babo – No Rancho Fundo, música que – anos depois, no fim da década de 80 – tornou-se um grande clássico na voz de Chitãozinho e Xororó.
Ary Barroso faleceu em 1964, de cirrose hepática, decorrente do alcoolismo, aos 60 anos, deixando um imensurável legado para a música popular brasileira.


