#7 ForasDeSérie | CAZUZA: A importância do artista para a luta contra a Aids

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12:00 28.07.2022
Música

#7 ForasDeSérie | CAZUZA: A importância do artista para a luta contra a Aids

Um dos maiores ícones da música brasileira, Cazuza, foi importante para diversos públicos e foi essencial para que as pessoas pudessem olhar com mais carinho para a luta contra a Aids. Se estivesse vivo, o cantor teria 65 anos em 2022. Porém, o cantor acabou falecendo em decorrência da doença da Aids. Porém, mesmo partindo … Continued

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- 28.07.2022 - 12:00
#7 ForasDeSérie | CAZUZA: A importância do artista para a luta contra a Aids
Cazuza no Foras de Série. | Foto: Produção interna.

Um dos maiores ícones da música brasileira, Cazuza, foi importante para diversos públicos e foi essencial para que as pessoas pudessem olhar com mais carinho para a luta contra a Aids. Se estivesse vivo, o cantor teria 65 anos em 2022. Porém, o cantor acabou falecendo em decorrência da doença da Aids.

Porém, mesmo partindo muito cedo, Cazuza deixou uma legião de fãs por todo o Brasil. Além de um grande legado sobre a precaução sobre a doença da Aids, que assola milhares de pessoas por todo o mundo.

Por isso, esse artigo foi feito para mostrar a grande importância que Cazuza tem na luta contra a Aids antigamente e nos tempos atuais. Veja a seguir:

Entenda a importância de Cazuza para a luta e conscientização sobre a aids
Entenda a importância de Cazuza para a luta e conscientização sobre a aids. | Foto: CazuzaGallery.

O cantor Cazuza foi predominante para que o tema da Aids fosse debatido com mais frequência no Brasil nos anos 80.  Agenor de Miranda Araújo Neto, ou melhor, Cazuza, foi um grande símbolo da luta contra a Aids e fez com que ela fosse levada mais a sério pelo povo.

Ele teve sua doença diagnosticada em 1987, mas acredita-se que ele já havia contraído o vírus da Aids em 1985. Porém, Cazuza decidiu revelar para o Brasil inteiro essa informação em 1989 e, assim, se tornou a primeira celebridade a declarar que era soropositivo, algo que naqueles tempos era uma grande polêmica (ainda é).

O cantor seguiu a sua carreira mesmo com todos os efeitos que a Aids causava em seu corpo. Mas em 7 de julho de 1990, Cazuza deixou todos nós após um choque séptico em decorrência do HIV e faleceu aos 32 anos.

Contudo, a Aids continua sendo uma doença que causa bastante vítimas no mundo inteiro. Segundo estudos feitos em 2020 pelo Programa Conjunto da ONU sobre Aids/HIV, Unaids, a doença segue infectando muitas pessoas, cerca de 1,7 milhão e tirando a vida de 690 mil pessoas.

Sabendo disso, a luta de Cazuza para que o debate sobre essa doença seja feito com mais frequência é de extremo valor. Pois, os tabus devem ser quebrados para que avanços sejam feitos pela ciência. 

Como Cazuza ajudou a quebrar tabus contra o HIV no Brasil

Com a coragem de expor que era soropositivo, Cazuza também expôs uma falta de debate sobre a doença que foi considerada uma epidemia nos anos 80. O cantor falou abertamente sobre as condições em que estava e isso levou para que ocorresse mais reflexões sobre o assunto.

Inclusive, a imprensa brasileira na época, protagonizou diversas matérias de cunho sensacionalista sobre a Aids e Cazuza. Assim, levou para que a mídia brasileira pudesse fazer uma análise mais profunda sobre como estava sendo abordados alguns temas.

Mesmo tendo testado positivo para o HIV, Cazuza seguiu com as suas turnês por todos os lugares, inclusive, marcando presença em diversas premiações em que estava concorrendo. O cantor não deixou se abater pela Aids e queria finalizar o seu mais novo álbum “Ideologia” e “Burguesia”.

O Agenor Neto, Cazuza, mantinha sua vida normalmente e fazia viagens para Boston, nos Estados Unidos, onde encontrou um tratamento da AZT, naquela época, era a única droga conhecida para fazer o combate contra o vírus do HIV.

Após a morte do artista, em 1990, sua mãe, Lucinha, fundou a Sociedade Viva Cazuza. Essa instituição tem como objetivo ajudar crianças e adolescentes que contraíram a doença do HIV. Isso inclui o auxílio na saúde, lazer e na educação dessas pessoas. Sendo assim, todas as vendas que acontecem por conta do Cazuza são transformadas em ajuda para essas pessoas que testaram positivo para o vírus do HIV.

Veja também:

Lucinha, mãe de Cazuza, acredita que o maior ato de coragem que seu filho fez foi ter a coragem de contar para todos sobre a sua situação de saúde. Pois, isso foi o suficiente para que a pauta da Aids fosse imersa em diversos contextos sociais por todo o Brasil, que não entendiam nada sobre a doença que assolava o país naquela época.  

Em um tempo de grande tabus para serem comentados, a Aids virou um grande foco de debate por diversas pessoas e mídias. E após a morte de Cazuza, todos os processos de desinformação foram deixados de lado para que as pessoas pudessem entender mais sobre a doença que aterrorizou o século XX.

HIV

A sigla AIDS tem seu significado da palavra inglês “ Síndrome da Imunodeficiência Humana” em portugues é chamada de SIDA. A Aids é uma doença que tem sua transmissão feita por relações sexuais, seja ela feita por meio oral, vaginal, anal ou contato sanguineo. 

Porém, vale salientar que existe uma diferença entre Aids e HIV, pois o HIV é um retrovírus que transforma RNA em DNA, desta forma, possibilitando que ocorra uma invasão de células. Já a AIDS é a doença em si.

Avanços em relação a doença

Do ano de 2010 para cá, ocorreu uma grande queda em relação à mortalidade do HIV. Isso se dá bastante pelo fato que os tratamentos evoluíram e hoje possibilitam que as pessoas possam viver normalmente as suas vidas. Com isso, a expectativa das pessoas com essa doença aumentou bastante em relação a outros anos. Contudo, a ciência segue trabalhando para que possa encontrar a cura da AIDS.

No Brasil, segundo Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), feitos pelo Boletim Epidemiológico de HIV/Aids em 2021, ocorreu uma grande diminuição de novos casos dessa doença. Em 2020 foram 29.917 novos casos, uma queda de 20.7% em relação a 2019, que teve 37.731 casos registrados no país. Porém, os especialistas ainda pedem preocupação com a AIDS, pois em 2020 foram registrados 10.417 mortes e,em 2019, 10.687 óbitos, com uma queda de 2,52% apenas.

Por isso, a importância do Cazuza segue viva, pois nós devemos continuar debatendo esse assunto para que ele não caia no esquecimento e ocorra novas vítimas da AIDS.

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