Gabriel Chalita: como criar diálogo com os filhos em casa

Gabriel Chalita
11:41 21.07.2026
Autor

Gabriel Chalita

Escritor, filósofo e professor
Notícias

Gabriel Chalita: como criar diálogo com os filhos em casa

Filmes, livros e situações do cotidiano abrem espaço para conversas sobre preconceito, drogas, bullying e política em casa

Avatar Decio Caramigo
- 21.07.2026 - 11:41
Gabriel Chalita: como criar diálogo com os filhos em casa
Gabriel Chalita: como criar diálogo com os filhos em casa

Como criar um ambiente em que conversar deixe de ser uma obrigação e passe a ser um hábito dentro de casa? Esse foi o tema da coluna de Gabriel Chalita no Jornal Novabrasil.

Segundo o educador, o diálogo não nasce de um interrogatório, mas de experiências compartilhadas. Em vez de perguntar diretamente sobre assuntos delicados, uma alternativa é aproveitar filmes, livros e situações do cotidiano para abrir espaço para conversas naturais entre pais e filhos.

Chalita contou a história de uma família que criou um ritual aos domingos: todos assistem juntos a um filme escolhido pelos pais e, depois, conversam sobre os temas abordados na história.

“A conversa fica muito mais instigante”, afirmou.

Filmes ajudam a abordar temas difíceis

Durante a coluna, Chalita citou alguns filmes que podem servir como ponto de partida para discussões importantes.

Um deles é o “Que Horas Ela Volta?”, estrelado por Regina Casé, que aborda preconceito e desigualdade social. Outro exemplo é “Invictus”, inspirado na trajetória de Nelson Mandela, usado para refletir sobre política, liderança e a importância dos sonhos.

Já o filme “Vitória”, com Fernanda Montenegro, pode ajudar pais e filhos a conversar sobre drogas e tráfico.

Segundo o colunista, muitas vezes um adolescente reage melhor a uma história do que a um conselho direto.

“Às vezes o pai ou a mãe chegar para um filho e falar que droga faz mal não repercute muito. Agora, quando você mostra um filme sobre drogas, esse adolescente começa a tratar sobre esse tema.”

Chalita também lembrou do filme japonês “Dias Perfeitos”, que desperta reflexões sobre contemplação, rotina e a importância dos pequenos momentos da vida.

Conversar também significa saber ouvir

Para o colunista, o maior erro é transformar o diálogo em uma sequência de perguntas automáticas.

“Não é interrogatório. Conversa é conversa.”

Veja também:

Ele destacou que muitos adolescentes respondem apenas “está tudo bem” quando são questionados diretamente. Por isso, o mais importante é aproveitar momentos espontâneos, como uma notícia, um filme ou até uma conversa durante um trajeto de carro, para aprofundar temas relevantes.

O diálogo pode evitar sofrimento silencioso

Chalita chamou atenção para situações como o bullying escolar. Segundo ele, nem sempre é possível impedir que uma criança ou adolescente enfrente esse tipo de violência, mas é possível reduzir seus impactos quando existe confiança dentro de casa.

“Quando esse filho encontra no pai ou na mãe um espaço para dizer ‘eu estou sofrendo’, já diminui esse efeito terrível que é o bullying.”

Na avaliação do educador, o problema se agrava quando o sofrimento permanece isolado.

“O pior é quando não tem conversa e essa dor cresce num quarto fechado, olhando apenas para a tela.”

Ao encerrar a coluna, Gabriel Chalita resumiu a principal mensagem do dia:

“O verbo conversar é o verbo que mais precisa ser conjugado em qualquer lugar e, principalmente, dentro de casa.”

Siga a Novabrasil nas redes

Google News

Tags relacionadas

adolescência Bullying diálogo educação família Gabriel Chalita novabrasil Pais e Filhos
< Notícia Anterior

Rock in Rio se prepara para receber 100 mil pessoas por dia em 2026

21.07.2026 11:30
Rock in Rio se prepara para receber 100 mil pessoas por dia em 2026
Próxima Notícia >

10 sucessos na voz de Jovelina Pérola Negra

21.07.2026 13:44
10 sucessos na voz de Jovelina Pérola Negra
colunista

Gabriel Chalita

Suas redes