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Tudo sobre Di Ferrero no dia do seu aniversário
Tudo sobre Di Ferrero no dia do seu aniversário
Aos 41 anos, cantor e compositor coleciona sucessos com o NX Zero, uma carreira solo consolidada e mais de duas décadas de conexão com o público brasileiro


No dia 11 de junho, Di Ferrero completa 41 anos. Mais do que o vocalista que ajudou a definir o som de uma geração nos anos 2000, o cantor se consolidou como um artista que soube atravessar diferentes fases da música brasileira sem perder sua identidade.
À frente do NX Zero, ele se tornou uma das vozes mais reconhecidas do rock nacional. Em carreira solo, encontrou espaço para experimentar novas sonoridades, abordar temas mais íntimos e mostrar outras facetas de sua composição. Entre o adolescente que conquistou multidões com “Razões e Emoções” e o artista maduro que hoje apresenta o álbum “SE7E”, existe uma trajetória marcada por reinvenção, persistência e conexão com o público.
De Campo Grande para os palcos do Brasil
Nascido em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, em 11 de junho de 1985, Diego José Ferrero teve uma infância marcada por mudanças de cidade. Por conta do trabalho do pai, viveu em São Paulo, Buenos Aires e Porto Alegre antes de se estabelecer definitivamente na capital paulista. A música entrou cedo em sua vida: ainda criança, cantava em ambientes religiosos e participou de projetos musicais antes de iniciar sua trajetória profissional.
O interesse pela música cresceu junto com as influências de bandas gringas como Incubus, Foo Fighters, Aerosmith e Nirvana, referências que ajudariam a moldar o estilo que o tornaria conhecido nacionalmente anos depois.
O fenômeno NX Zero
A história de Di Ferrero se confunde com a do NX Zero. Em meados dos anos 2000, a banda se transformou em um dos principais fenômenos da música brasileira, ocupando rádios, programas de televisão e festivais por todo o país.
Canções como “Razões e Emoções”, “Pela Última Vez”, “Cedo ou Tarde” e “Só Rezo” (todas de Di Ferrero e Gee Rocha), se tornaram trilha sonora de uma geração que cresceu acompanhando o auge do chamado “emocore brasileiro”. Mas reduzir o NX Zero a um fenômeno adolescente seria simplificar sua importância.
O grupo ajudou a renovar o rock nacional em um período de transição da indústria musical, aproximando guitarras pesadas de melodias pop e construindo uma ponte entre diferentes públicos. Ao longo da carreira, acumulou discos de ouro e platina, além de alguns dos principais prêmios da música brasileira.
Di, naturalmente, tornou-se o rosto mais conhecido dessa história. Com presença de palco marcante e uma voz imediatamente reconhecível, ele passou a ocupar um espaço raro: o de vocalista capaz de dialogar tanto com o universo do rock quanto com a cultura pop.
Da banda para a carreira solo
Após anos dedicados ao NX Zero, Di iniciou oficialmente sua carreira solo em 2017. O novo momento representava mais do que uma mudança de formato: era uma oportunidade para explorar temas, sonoridades e narrativas que nem sempre cabiam dentro da dinâmica de uma banda.
Sem abandonar as guitarras, o cantor passou a incorporar elementos do pop contemporâneo, da música eletrônica e de uma escrita mais autobiográfica. O resultado foi uma discografia marcada por experimentação e amadurecimento artístico.
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Essa busca ganhou um novo capítulo em 2026 com o lançamento de “SE7E”, seu segundo álbum solo. O trabalho reúne músicas desenvolvidas ao longo dos últimos anos e apresenta um artista interessado em refletir sobre transformação, espiritualidade, ciclos da vida e liberdade criativa. Em entrevistas recentes, Di descreveu o disco como um retrato de uma fase mais madura e pessoal de sua trajetória.
Muito além dos palcos
Ao longo da carreira, Di Ferrero também expandiu sua atuação para outras áreas do entretenimento. Em 2016, foi um dos jurados da versão brasileira do programa “X Factor”, exibida pela Band, dividindo a bancada com nomes como Paulo Miklos, Rick Bonadio e Alinne Rosa.
Também participou de projetos na televisão, no cinema e em campanhas publicitárias, consolidando uma imagem que ultrapassa os limites do universo do rock. Ainda assim, a música continua sendo o centro de sua trajetória.
Poucos nomes surgidos nos anos 2000 conseguiram atravessar tantas mudanças no mercado musical mantendo relevância. Di Ferrero é um deles.
Ao longo de mais de duas décadas de carreira, ele acompanhou transformações profundas na forma de produzir, distribuir e consumir música. Viu o fim da era dos CDs, a ascensão das redes sociais, a consolidação do streaming e a redescoberta de sua própria geração por novos públicos. Tudo isso sem perder a sua essência.
Viva, Di Ferrero!



