Carlinhos Brown e Orquestra Ouro Preto celebram parceria no álbum “Afrossinfonicidade”

Novabrasil
17:30 03.06.2026
Música

Carlinhos Brown e Orquestra Ouro Preto celebram parceria no álbum “Afrossinfonicidade”

Projeto gravado ao vivo em Salvador será lançado em dois volumes, com estreia nas plataformas nos dias 05 e 26 de junho

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- 03.06.2026 - 17:30
Carlinhos Brown e Orquestra Ouro Preto celebram parceria no álbum “Afrossinfonicidade”
Carlinhos Brown na gravação do álbum. Foto: Lucas Leawry / Divulgação

Após reunir multidões em apresentações que transformaram praças e teatros em grandes celebrações populares, Carlinhos Brown e a Orquestra Ouro Preto eternizam um dos encontros mais singulares da música brasileira no álbum “Afrossinfonicidade”. Gravado ao vivo na Concha Acústica de Salvador, o projeto será lançado em dois volumes, nos dias 05 e 26 de junho. 

“Afrossinfonicidade” nasce do encontro entre a tradição percussiva afro-brasileira e a linguagem sinfônica. No palco, tambores, cordas e vozes deixam de ocupar universos distintos para construir uma experiência musical que atravessa gêneros, territórios e gerações. 

O repertório percorre diferentes momentos da obra de Brown, com nova roupagem sinfônica assinada por Paulo Malheiros e regência do Maestro Rodrigo Toffolo. Entre os destaques do Volume 1 está “Frases Ventias”, faixa originalmente lançada no clássico “Alfagamabetizado”, álbum que completa 30 anos em 2026. A canção reaparece em uma releitura que aproxima a força do barroco à poesia afro-brasileira. O repertório também revela a delicadeza e a intensidade de faixas como “Dois Grudados”, “Argila”, “Ocaso”, “Segue o Seco” e “Muito Obrigado Axé”.

No Volume 2, composições criadas por Brown ao lado dos Tribalistas — Marisa Monte e Arnaldo Antunes — como “Vilarejo”, “Velha Infância” e “Já Sei Namorar”, ganham novas e profundas interpretações. O mesmo acontece com sucessos que atravessaram gerações, como “A Namorada” e “Amor I Love You”. Junto ao Volume 2, será lançado ainda o audiovisual do show completo gravado na Concha Acústica, em Salvador.

Nascido no Candeal Pequeno, em Salvador, Carlinhos Brown construiu uma obra que resiste a rótulos. Compositor de canções que viraram patrimônio coletivo, criador da Timbalada e parceiro de artistas como Marisa Monte, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Arnaldo Antunes, Brown sempre tratou a música como experiência coletiva e manifestação cultural profundamente ligada à ancestralidade e à percussão.

Reconhecida como uma das formações mais inventivas do país, a Orquestra Ouro Preto construiu sua trajetória aproximando o universo sinfônico de diferentes linguagens populares. Sob direção artística e regência do Maestro Rodrigo Toffolo, o grupo mineiro encontrou em “Afrossinfonicidade” um espaço de experimentação, rigor técnico e liberdade criativa.

Capa do álbum 'Afrossinfonicidade ao vivo – Volume I', de Carlinhos Brown e Orquestra Ouro Preto — Foto: Divulgação

Capa do álbum ‘Afrossinfonicidade ao vivo – Volume I’. Foto: Divulgação

“Afrossinfonicidade é um encontro de linguagens que sempre estiveram destinadas a caminhar juntas. O tambor já nasce sinfônico porque organiza pessoas, emoções e memórias. Quando a Orquestra Ouro Preto abraça essa pulsação, nasce uma música que celebra o Brasil em toda a sua grandeza. Gravar esse trabalho ao vivo era fundamental, porque existe uma energia acontecendo ali que não cabe apenas na partitura ou no estúdio. O público canta, responde, vibra. O projeto nasceu para ser vivido de forma coletiva”,afirma Brown.

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“O disco retrata um encontro profundamente ligado às relações culturais entre Ouro Preto e Salvador, duas cidades fundamentais na formação do Brasil e carregadas de identidade e brasilidade. Quando as cordas da Orquestra Ouro Preto se encontram com a percussão e a força criativa de Brown, criamos uma experiência sonora singular,  potente e surpreendente”, comenta o Maestro Rodrigo Toffolo.

Gravado ao vivo, o álbum preserva o que o estúdio dificilmente capturaria: a forma orgânica como os músicos se escutam, os contracantos que nascem do instante, a sensação de que aquilo está acontecendo pela primeira e última vez ao mesmo tempo.

O disco não propõe reconciliar mundos opostos. Pelo contrário: revela que essas linguagens sempre estiveram mais próximas do que aparentavam. Entre o tambor e o violino, entre o terreiro e o teatro, entre Minas e Bahia, entre Castro Lobo e Castro Alves, há uma continuidade que a música brasileira conhece bem, mas que raramente encontra forma tão bem acabada para se expressar.

O primeiro encontro entre Brown e a Orquestra Ouro Preto aconteceu em 2024, em um concerto aberto na Avenida Paulista, em São Paulo. A sintonia entre os músicos foi imediata e rapidamente conquistou o público. Desde então, o projeto passou por cidades como Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Ouro Preto, sempre transformando cada apresentação em uma celebração coletiva marcada por coro, emoção e festa.

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