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Acervo MPB: Daniela Mercury – Parte 3
Acervo MPB: Daniela Mercury – Parte 3
Este conteúdo faz parte do Acervo MPB, podcast com áudio-biografias de grandes nomes da nossa MPB, escute aqui: Leia a segunda parte deste conteúdo aqui. – Em 2004, Daniela lançou o disco Carnaval Eletrônico, que comemorou os cinco anos da criação do seu Trio Techno e fundiu várias expressões da música eletrônica como drum’n bass, … Continued
Este conteúdo faz parte do Acervo MPB, podcast com áudio-biografias de grandes nomes da nossa MPB, escute aqui:
Leia a segunda parte deste conteúdo aqui.
– Em 2004, Daniela lançou o disco Carnaval Eletrônico, que comemorou os cinco anos da criação do seu Trio Techno e fundiu várias expressões da música eletrônica como drum’n bass, house, techno, lounge e dub com ritmos brasileiros, criando faixas pra lá de originais.
– O maior sucesso do álbum, a canção Maimbê Dandá (de Carlinhos Brown e Mateus Aleluia, e com participação de Brown), que exalta a cultura africana, explodiu e ficou em 1° lugar das paradas de todo o Brasil, ganhando o troféu Dodô e Osmar, evento que premia categorias do carnaval baiano.
– Também participaram da gravação do disco, indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum Pop do Ano, DJs consagrados e produtores de música eletrônica, além de Gilberto Gil e Lenine. O álbum ainda conta com uma versão do clássico A Tonga da Mironga do Kabuletê, de Toquinho e Vinicius de Moraes.
– Neste mesmo ano, a cantora entrou para o Guinness Book por arrastar a maior pipoca registrada no Carnaval da Bahia e se apresentou no Rock in Rio Lisboa.
– Ainda em 2004, participou do CD e DVD comemorativo dos 25 anos da Banda Eva, interpretando a canção Anjo, de Saulo Fernandes e Leonardo Reis, ao lado de Saulo, vocalista do grupo naquela ocasião.
– Em 2005, Daniela lançou mais um álbum ao vivo, Clássica, em que apresenta grandes sucessos da MPB, da bossa nova e do jazz, mostrando mais uma vez toda a sua versatilidade e liberdade musical. Entre as canções, os clássicos: And I Love Her (Paul McCartney e John Lennon), Retrato em Preto e Branco (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), Atrás da Porta (Chico Buarque e Francis Hime), Serrado (Djavan), Sua Estupidez (Roberto e Erasmo Carlos, com participação de sua irmã Vânia Abreu), Vapor Barato (Jards Macalé e Wally Salomão), Se Eu Quiser Falar com Deus (Gilberto Gil), Corsário (João Bosco e Aldir Blanc) e Divino Maravilhoso (Gil e Caetano). Além de uma composição própria: Maria Clara.
– No mesmo ano, Daniela lançou o disco Balé Mulato. Muito elogiado e premiado, foi tido pela crítica como um retorno de Daniela às suas raízes do axé music clássico. Percussivo, vibrante e contemporâneo, o trabalho mistura samba-reggae, rock, frevo, galope eletrônico e canções românticas. Grandes sucessos do disco são as canções Topo do Mundo (Jau e Gigi), Pensar em Você (Chico César), Olha O Gandhi Aí (Tonho Matéria e Jó Viera) e Levada Brasileira (Pierre Onassis e Edilson).
– Essas duas últimas foram eleitas as melhores músicas do carnaval de 2005 e 2006, respectivamente, pela Rede Bandeirantes. O disco também conta com uma regravação de Aquarela do Brasil, de Ary Barroso e com duas composições autorais de Daniela: Sem Querer e Quero Ver o Mundo Sambar.
– A versão ao vivo desse álbum, lançada no ano seguinte, vence o Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Regional ou de Raízes Brasileira. Também estão neste disco as canções clássicas do carnaval baiano, Baianidade Nagô (Evany) e Prefixo de Verão (Beto Silva), além de outros clássicos como Ilê Ayê (de Paulinho Camafeu, eternizada na voz de Gilberto Gil), Dia Branco (Geraldo Azevedo e Renato Rocha) e Não Chores Mais (versão de Gil para No Woman No Cry, de Bob Marley).
– Ainda em 2005, Daniela lançou o CD e DVD Baile Barroco, gravado durante o desfile do seu trio elétrico no carnaval da Bahia, com vários dos maiores sucessos da festa baiana, tanto de Daniela quanto de outros grandes artistas. O disco conta com a participação de Gilberto Gil, Luiz Caldas e do maestro e pianista baiano Ricardo Castro.
– Sempre inovadora, foi a primeira artista a colocar um piano de cauda em cima de um trio elétrico, trazendo uma orquestra para a folia e fazendo uma ópera durante o carnaval de Salvador.

– Em 2007, Daniela gravou com Zé Ramalho a canção de sucesso Procurando a Estrela e se apresenta na cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos e Parapan-Americanos do Rio de Janeiro.
– Em 2008, Daniela criou o Instituto Sol da Liberdade, mostrando a importância do trabalho social em sua trajetória e realizando projetos de educação com arte em escolas públicas municipais de cidades com baixo índice de desenvolvimento humano, no Brasil inteiro. Mais de 70 mil crianças já tiveram a música e a arte inseridas em suas vidas por meio do projeto Caravana da Música.
– Em 2009, lançou o álbum Canibália, projeto que combina música, dança, vídeo e artes plásticas – várias expressões de arte contempladas pela cantora. Em seu site, Daniela conta que o álbum inaugura seu “manifesto de afetos, uma reiteração do manifesto antropofágico e do desejo tropicalista de engolir as artes do mundo afirmando nossa brasilidade e valorizando toda a nossa cultura e identidade”.
– É um disco com canções de artistas que são referências artísticas para Daniela e também de canções inéditas. O disco também homenageia o centenário de Carmem Miranda (com canções como Tico-Tico no Fubá, de Zequinha de Abreu, e O Que É Que a Baiana Tem, de Dorival Caymmi, eternizadas na voz da artista), além de trazer canções clássicas de Vinicius de Moraes, Baden Powell, Ary Barroso e Chico Buarque, grandes ícones da MPB.
– O disco também possui elementos de vários estilos como o afrobeat, samba-reggae, reggae, samba e hip-hop e conta com parcerias com Seu Jorge, Margareth Menezes e com Gabriel Póvoas (filho de Daniela).
Veja também:
– O álbum tem cinco capas diferentes, feitas pelo mesmo artista da famosa capa do disco Feijão com Arroz: Gringo Cardia.
– No réveillon de 2011, Daniela gravou, na praia de Copacabana, o CD e DVD ao vivo – Canibália, Ritmos do Brasil, para um público de mais de dois milhões de pessoas, em um “manifesto de exaltação à brasilidade e à música brasileira”. O disco ganhou turnê mundial de sucesso.
– Em 2013, Daniela se juntou ao grupo de músicos baianos Cabeça de Nós Todos e lança o disco Geração Canibália, que traz baladas, pop-rock e outras nuances ainda não tão reveladas da artista.
– No mesmo ano, Daniela lançou seu primeiro livro – em parceria com a esposa, Malu Verçosa – Daniela e Malu: Uma História de Amor, considerado um símbolo mundial na luta contra as violações de direitos humanos e pela igualdade de gêneros e respeito às diferenças.

– Ativista, Daniela, que sempre lutou pelos direitos da comunidade LGBTQIA+, desde que casou-se no civil com a jornalista e empresária – simbolizando uma grande conquista no Brasil de igualdade de direitos na união entre pessoas do mesmo sexo – tornou-se mais ainda um símbolo e uma voz potente nesta luta. Em 2014, estrelou – ao lado do cantor Rick Martin – a primeira campanha mundial da ONU contra a homofobia.
– Além dos filhos do primeiro casamento de Daniela, Gabriel e Giovana, ela e Malu têm três filhas: Márcia, Ana Alice e Ana Isabel.
– A artista sempre esteve fortemente engajada nas lutas pelos direitos humanos. É – desde 1995 – embaixadora da UNICEF para o Brasil e atua na defesa dos direitos das crianças em diversos países do mundo. É também embaixadora do Instituto Ayrton Senna, que trabalha na educação de milhares de crianças em todo o Brasil. Como ela mesma define, é uma “cidadã pós moderna, pós feminista e incansável na luta pelos direitos humanos”.
– Em 2015, Daniela lançou o álbum Vinil Virtual, que – de suas 15 faixas, 10 são composições solo de Daniela e as outras cinco são parcerias com outros compositores, como o seu filho Gabriel Póvoas e Marcelo Quintanilha. Entre as faixas: A Rainha do Axé (Rainha Má), que fala sobre a força da mulher; Antropofágicos São Paulistanos (parceria com Yacocese Simões) e uma homenagem de Daniela a Gilberto Gil, com participação do cantor: De Deus, De Alah, De Gilberto Gil.
– Destaque também para a canção América do Amor e para dois poemas musicados, escritos para sua esposa, Malu: Maria Casaria e Sem Argumento. Um disco maduro, em que Daniela não se desconecta da sua essência, mas abraça a música moderna, trazendo todas as influências de sua carreira inquieta, curiosa e experimentalista.
– Em 2016, a cantora lançou o CD e DVD ao vivo, O Axé, A Voz e O Violão, gravado no Teatro Castro Alves e composto de canções apenas com voz e violão, em formato acústico. Além de grandes sucessos de seu repertório, traz versões de Super Homem, de Gilberto Gil e de Como Nossos Pais, de Belchior.
– Em 2017, Daniela lançou o EP Tri Eletro, com três canções inéditas: Eletro Ben Dodô, Samba Presidente e o sucesso Banzeiro, composto pela lenda paraense Dona Onete. Com este trabalho, fez turnê mundial de sucesso.
– O videoclipe de Banzeiro ganhou uma superprodução, que contou com 99 artistas, entre bailarinos, modelos, drag queens, crianças e atores. Segundo o site da artista, o clipe traouxe uma “diversidade de estilos de dança, de culturas, de raças, com dança afro, balé clássico, carimbó, lambada, frevo, street dance, hip hop e até sarrada no ar”. Daniela esteve envolvida em todo o processo: fez direção criativa, direção dos figurinos e direção de coreografias.
– Também em 2017, Daniela Mercury teve seu trabalho reconhecido no IPMA – Internacional Portuguese Music Awards, em Massachusetts, nos Estados Unidos. A artista foi premiada duas vezes, nas categorias Life Achievement Award, pela sua carreira, e Outstanding Album Award, pelo álbum Vinil Virtual.
– Em 2020, Daniela lançou o seu mais recente álbum, Perfume, com sucessos autorais, que “cantam contra a censura e as mordaças” e criticam o momento conservador pelo qual o país Brasil passa, como as canções Rainha da Balbúrdia e Tá Proibido o Carnaval, essa com a participação de Caetano Veloso.
– Destaque também para as canções Pagode Divino (em parceria com Felipe Pianud e Léo Reis), Andarilho Encantando (com Marcelo Quintanilha e participação de Carlinhos Brown), Duas Leoas (de Marcelo Quintanilha e com participação de Malu Verçosa) e Confete e Serpentina (de Alfredo Moura, Fabiano Alcântara e Magary Lord), além de uma versão de Imagine, de John Lennon.


