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Acervo MPB: Chiquinha Gonzaga – Parte 3
Acervo MPB: Chiquinha Gonzaga – Parte 3
Este conteúdo faz parte do Acervo MPB, podcast com áudio-biografias de grandes nomes da nossa MPB, escute aqui: Leia a segunda parte deste conteúdo. – Em 1911, Gonzaga iniciou uma intensa atividade, musicando peças teatrais para os espetáculos por sessões dos cineteatros da praça Tiradentes. – Em 1912, ela estreiou a reconhecida opereta Forrobodó, que … Continued
Este conteúdo faz parte do Acervo MPB, podcast com áudio-biografias de grandes nomes da nossa MPB, escute aqui:
Leia a segunda parte deste conteúdo.
– Em 1911, Gonzaga iniciou uma intensa atividade, musicando peças teatrais para os espetáculos por sessões dos cineteatros da praça Tiradentes.
– Em 1912, ela estreiou a reconhecida opereta Forrobodó, que chegou a ter 1.500 apresentações seguidas, sendo recordista deste gênero no Brasil.
– Em 1913, Chiquinha começa uma campanha pela defesa do direito autoral de compositores e teatrólogos.
– Pouco depois do retorno de Chiquinha Gonzaga ao Brasil, a irreverente artista brasileira Nair de Tefé von Hoonholtz, primeira caricaturista feminina do mundo, casou-se com o então presidente da república Hermes da Fonseca, tornando-se primeira-dama do país.
– Chiquinha foi convidada por Nair de Tefé para alguns saraus no Palácio do Catete, a então morada presidencial, mesmo sob a contrariedade imposta pela família da primeira dama.
– Em 1914, no palácio presidencial, o recital de lançamento de Corta-Jaca, maxixe composto por Chiquinha, escandalizou a imprensa e a burguesia. Foram feitas críticas ao governo e retumbantes comentários sobre os “escândalos” no palácio, pela promoção e divulgação de músicas com origens em danças vulgares. O ato de levar para o palácio do governo a música popular brasileira foi considerado, na época, uma quebra de protocolo.
– Como autora de músicas de sucesso, sobretudo pela divulgação nos palcos populares do teatro musicado, Chiquinha Gonzaga – como vários outros autores – sofreu exploração abusiva de seu trabalho, o que fez com que tomasse a iniciativa de fundar, em 1917, a primeira sociedade protetora e arrecadadora de direitos autorais do país, a Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (Sbat).
– Em 1919, foi encenada a peça de costumes regionais Jurití, de Viriato Corrêa e musicada por Chiquinha, que torna-se o maior êxito no gênero.
– Em 1925, a artista recebeu uma homenagem consagradora da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (Sbat) e manifestações de reconhecimento do país inteiro.
– Em 1933, aos 85 anos, Chiquinha Gonzaga escreveu sua última composição: Maria.
– Chiquinha morreu em 28 de fevereiro de 1935 – bem na época em que começava o Carnaval daquele ano – ao lado de João Batista Lage, seu grande amor, amigo, parceiro e fiel companheiro, que aprendeu muito sobre música e sobre a vida com a parceira.
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– Chiquinha Gonzaga teve seu trabalho reconhecido em vida, sendo festejada pelo público e pela crítica. Dos compositores brasileiros, Chiquinha Gonzaga foi a que trabalhou com maior intensidade a transição entre a música estrangeira e a nacional. Com isso, abriu o caminho e ajudou a definir os rumos da música propriamente brasileira, que se consolidou nas primeiras décadas do século XX.
– Em 1983, Chiquinha é homenageada no teatro, na premiada peça Ô Abre Alas, escrita por Maria Adelaide Amaral, sob encomenda do Teatro Popular do SESI de São Paulo, com direção de Osmar Rodrigues da Cruz e tendo a atriz Regina Braga no papel principal.
– Em 1985, a compositora foi homenageada no carnaval carioca, pela escola de samba Mangueira, com o enredo Abram Alas Que Eu Quero Passar.
– Em 1997, foi novamente homenageada no carnaval carioca, pela Imperatriz Leopoldinense, com o enredo Eu Sou Da Lira, Não Posso Negar… . A atriz Rosamaria Murtinho, que viveu a artista no teatro, representou-a no desfile.
– A segunda montagem da peça Ô Abre Alas, ocorreu em 1998, no Rio de Janeiro, em comemoração dos 150 anos de nascimento de Chiquinha Gonzaga, com encenação de Charles Möeller e direção musical de Claudio Botelho, tendo Rosamaria Murtinho no papel principal. Em 1999, a peça foi para São Paulo.
– Em 1999, foi criada no Brasil a Medalha de Reconhecimento Chiquinha Gonzaga, para mulheres que militam em prol das causas democráticas, humanitárias, artísticas e culturais.
– Em 1999, Jayme Monjardim dirigiu a minissérie Chiquinha Gonzaga, na TV Globo, em que a artista é vivida por Regina e Gabriela Duarte.
– No cinema, a compositora foi interpretada por Malu Galli, em 2011, no filme O Xangô de Baker Sreet, baseado no livro homônimo de Jô Soares. Também foi vivida por Bete Mendes, no filme Brasília 18%, de 2006, dirigido por Nelson Pereira dos Santos.


