Acervo MPB: Carlinhos Brown

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06:00 06.01.2022
Música

Acervo MPB: Carlinhos Brown

Este conteúdo faz parte do Acervo MPB, podcast com áudio-biografias de grandes nomes da nossa MPB, escute aqui: – Cantor, compositor, arranjador, arte-educador, multi-instrumentista e artista visual, o baiano Antonio Carlos Santos de Freitas nasceu na comunidade do Candeal Pequeno de Brotas, um quilombo de resistência africana da cidade de Salvador, em 1962, e tornou-se … Continued

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- 06.01.2022 - 06:00
Acervo MPB: Carlinhos Brown
Acervo MPB: Carlinhos Brown

Este conteúdo faz parte do Acervo MPB, podcast com áudio-biografias de grandes nomes da nossa MPB, escute aqui:

– Cantor, compositor, arranjador, arte-educador, multi-instrumentista e artista visual, o baiano Antonio Carlos Santos de Freitas nasceu na comunidade do Candeal Pequeno de Brotas, um quilombo de resistência africana da cidade de Salvador, em 1962, e tornou-se um dos maiores ícones da música brasileira, referência no meio artístico, conhecido e prestigiado internacionalmente, representando a música brasileira em esfera mundial.

– Além de ser responsável por grandes sucessos da nossa MPB, Brown é o primeiro músico a receber o título de Embaixador Ibero-Americano para a Cultura, de Embaixador da Justiça Restaurativa da Bahia e a fazer parte da Academia do Oscar.

– Ao longo de sua carreira, o artista promoveu diversas inovações rítmicas e reinventou sonoridades, desenvolvendo significativas conexões com suas raízes ancestrais. Carlinhos Brown participou diretamente dos primeiros arranjos que originaram o Axé Music e o Samba Reggae, compondo, a partir daí, centenas de sucessos, e criando conteúdos artísticos inovadores para a cena da música pop brasileira, que reverberam mundo afora.

O artista é premiadíssimo, tanto por sua atuação musical, como por suas ações no âmbito social.

– Carlinhos Brown iniciou na percussão ainda muito jovem, com os ensinamentos de Osvaldo Alves da Silva, o Mestre Pintado do Bongô, líder da percussão do movimento dos chamados Sambões, que reuniam músicos em barracas de festa de largo.

– Aos 17 anos, Carlinhos tocava com artistas como Batatinha, Mirian Batucada, Firmino de Itapoan, Claudete Macêdo e com a Banda Torna Sol, grupo cover dos The Beatles.

– Nos anos 80, já com a experiência dos Sambões, o artista passou a integrar a bateria dos Apaxes do Tororó, bloco de inspiração indígena, criado em 1970, o mais antigo do Carnaval de Salvador.

Carlinhos Brown quando jovem

– Não demora muito e Brown se tornou um dos instrumentistas mais requisitados da Bahia no início da década de 80.

– Nesta mesma década, ele também vira compositor e percussionista do bloco afro Zimbabwe e, em 1981, foi convidado pelo guitarrista Arnaldinho para integrar a Mar Revolto, banda baiana de pop-rock, com quem participou de sua primeira gravação profissional.

– Nesta época, também integra a banda feminina baiana Clara da Lua, a primeira banda que o levou ao teatro.

– No Carnaval daquele mesmo ano, ao lado de Vicente dos Santos, leva para um trio elétrico, pela primeira vez, timbales de lata, o bongô – do seu Mestre Pintado – atabaques e outros instrumentos até então nunca utilizados por músicos de trios elétricos. Com isso, deu o passo inicial da mudança da cena percussiva dos trios.

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– Um ano depois, foi convidado para integrar os estúdios WR, onde aprendeu técnicas de gravação e produção com Wesley Rangel, um dos mais importantes produtores musicais da Bahia, gravou e compôs sucessos do Axé Music como Cadê meu Coco, primeiro sucesso da cantora Sarajane, e Yayá Maravilha, gravada pelo cantor Virgílio.

– Naquele mesmo estúdio, Carlinhos passa a compor, em 1984, a banda Acordes Verdes, liderada por Luiz Caldas, e que viria a desencadear o nascimento do Axé Music. Compôs, com Jefferson Robson e Luiz Caldas, no mesmo ano, a canção Visão do Ciclope, sua primeira música a ser gravada por Luiz Caldas, e primeiro sucesso dele nas rádios baianas – sendo essa, então, uma das primeiras experiências do samba-reggae.

– Entre 1982 e 1985, Brown também acompanhou Paulinho Boca de Cantor (em experiência solo, fora dos Novos Baianos), Lui Muritiba e Chico Evangelista, além de integrar a revolucionária turma do Vagão. Enquanto participava da consolidação do Axé Music, e sempre na vanguarda, Carlinhos Brown mantinha seus estudos rítmicos e criava letras e melodias inovadoras.

– Em 1985, Brown recebe o Troféu Caymmi por ter 26 músicas tocadas nas rádios de Salvador. Entre as canções, estão: Remexer, O Coco e É Difícil.

– Em 1986, a música Armando Eu Vou, composta por Brown em parceria com Ricardo Luedi, tornou-se a primeira canção do movimento do Axé Music tocada em uma novela, a Cambalacho, da TV Globo, gravada na voz de Cida Moreira.

Carlinhos Brown (atrás) com João Gilberto e João Bosco

– Nos final da década de 80, Carlinhos Brown se destacou também como percussionista de grandes nomes da música popular brasileira: participou de turnês mundiais com João Gilberto, Djavan e João Bosco.

– Integrou ainda a banda de Caetano Veloso, participando das turnês Caetano (1987) e Estrangeiro (1989). Na voz de Caetano, Brown tem um dos primeiros grandes sucessos de sua projeção nacional, a composição Meia Lua Inteira, que integrou a trilha da novela Tieta, da Rede Globo, e tornou-se a primeira composição de Brown conhecida pelo grande público. Essa parceria consolida-se como um importante divisor de águas em sua carreira artística.

 

Continue lendo a história de Carlinhos Brown.

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