Dia Mundial de Combate à AIDS

Por: Novabrasil
1 de dezembro de 2021

Hoje, dia 01 de dezembro de 2021, é o Dia Mundial de Combate à AIDS ou Dia Internacional de Luta Contra a AIDS, uma data voltada para que o mundo una forças para a conscientização sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, uma doença do sistema imunológico humano, causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV).

Estamos entrando também no mês Dezembro Vermelho, que tem o objetivo de sensibilizar a população sobre a prevenção e o tratamento precoce contra o HIV, a AIDS e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST).

Aproximadamente 77,5 milhões de pessoas foram infectadas pelo HIV desde o início da epidemia, em 1981, até o final de 2020. 34,7 milhões de pessoas já morreram de doenças relacionadas à AIDS e 37,6 milhões de pessoas estavam vivendo com HIV no mundo em 2020.

As principais formas de contágio são por meio do sangue, do fluído vaginal, do pré-sêmen (fluido seminal), do sêmen e do “leite materno” de pessoas com HIV, ou seja, a maioria das pessoas contrai o HIV ou em relações sexuais desprotegidas, ou compartilhando da mesma agulha ou seringa ao consumir drogas, ou por nascer de mãe infectada, podendo o bebê ser infectado antes, durante ou depois do parto.

Antigamente, outra forma de contaminação por AIDS era por meio de transfusão (recebimento) de sangue de um doador infectado, mas – atualmente – o fornecimento de sangue é examinado cuidadosamente. Não existe nenhum caso documentado de transmissão do HIV pela lágrima ou saliva.

Quando a pessoa é infectada pelo HIV, seu corpo tenta atacar a infecção desenvolvendo anticorpos (moléculas especiais que combatem os microorganismos estranhos que entram em nosso corpo, no caso, o HIV). A pessoa que possui anticorpos contra o HIV é denominada “HIV positivo”, soropositiva, portadora do HIV ou pessoa vivendo com HIV.

Ser HIV positivo ou estar infectado pelo vírus não significa o mesmo que ter AIDS (estar doente). Muitas pessoas soropositivas vivem bem por anos sem apresentar sintomas da doença. Existe um ataque progressivo e constante ao sistema imunológico pelo HIV. Quando o sistema imunológico fica enfraquecido (imunodepressão), os vírus, parasitas, protozoários, fungos e bactérias que normalmente não causam nenhum problema podem produzir doenças. Estas enfermidades são conhecidas como “infecções oportunistas”.

A AIDS foi observada clinicamente pela primeira vez em 1981, nos Estados Unidos. Em 1982, o primeiro caso surgiu no Brasil. Naquela época, havia muita desinformação e preconceito e logo conhecemos uma das epidemias mais devastadoras da história. Em 1985, quando acontece o primeiro caso de transmissão da mãe para filho, surge o primeiro programa de AIDS do Ministério da Saúde e logo a sociedade também se organiza. Surgem instituições de luta contra a AIDS, entre elas a ABIA, que contava com o sociólogo e ativista dos direitos humanos Herbert de Souza, o Betinho, soropositivo, na presidência.

O Dia Mundial de Luta Contra à AIDS foi instituído em 1986, depois de já se saber que a ideia de um grupo de risco era incorreto. No ano seguinte, surge o AZT, o primeiro

medicamento e a primeira esperança real de vida para quem tinha a doença e também é criada a Comissão Nacional de AIDS, um espaço que amplia a contribuição da sociedade na resposta à epidemia.

Com o SUS, após a Constituição de 1988, começa a distribuição de medicamentos para infecções oportunistas. As ações de prevenção vão ganhando mais corpo e, em 1994, são distribuídas quase 13 milhões de camisinhas. Em 1995, o Brasil já produz o AZT e, em 1996, surge um novo tratamento com combinação de três drogas, denominado terapia anti-retroviral altamente potente – o “coquetel”. Esse tratamento reduziu em torno de 50% as taxas de mortalidade, além de reduzir em 80% as internações hospitalares por infecções oportunistas. Além disso, novos tratamentos contra as infecções oportunistas também contribuíram para a redução da mortalidade por HIV/AIDS.

Neste ano, o SUS distribui os medicamentos do coquetel de tratamento para a AIDS e o país já começa a produzir o coquetel de anti-retrovirais. Em 2002, é garantido o tratamento universal de AIDS. Com o passar dos anos, as pessoas foram tendo mais acesso ao tratamento e também às informações sobre a doença, o tratamento como prevenção passa a ser adotado no país e aumentam o número de campanhas contra o preconceito, relacionadas à identidade e respeito. Em 2014, o tratamento 3 em 1, que une três anti-retrovirais é finalmente anunciado.

Mas muito ainda precisa ser feito e é nosso dever entrar nesta luta.

A música popular brasileira perdeu dois de seus grandes nomes por conta de complicações causadas pela AIDS, quando ainda não se sabia tanto sobre tratamento e prevenção: Cazuza, aos 32 anos, em 1990, e Renato Russo, aos 36 anos, em 1996.

Renato, inclusive, escreveu uma música sobre como se sentia ao conviver com a doença, em uma época em que eram poucas as chances de sobreviver: A Via Láctea.

Outra música sobre o tema foi escrita por Beto Lee, para a mãe Rita Lee interpretar, em seu disco Acústico MTV: O Gosto do Azedo. A letra trata da dificuldade de socialização de pessoas soropositivas e a canção, inclusive, deu a Beto o Prêmio Sheila Cortopassi, que é uma premiação oferecida pela APTA (Associação para Prevenção e Tratamento da Aids) e concedida a pessoas e instituições que se destacaram em trabalhos ligados à Aids ao longo do ano.

 

Fontes: abiaids.org.br e unaids.org.br

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