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Acervo MPB: Dona Ivone Lara – Parte 2
Acervo MPB: Dona Ivone Lara – Parte 2
Confira a primeira parte deste conteúdo aqui. – Em 1945, com 24 anos, Ivone Lara se mudou para o bairro de Madureira e começou a frequentar a Escola de Samba Prazer da Serrinha. Nesta mesma época, ela já começou a compor sambas para a escola. – Acontece que os diversos sambas e partidos-altos, compostos por … Continued
Confira a primeira parte deste conteúdo aqui.
– Em 1945, com 24 anos, Ivone Lara se mudou para o bairro de Madureira e começou a frequentar a Escola de Samba Prazer da Serrinha. Nesta mesma época, ela já começou a compor sambas para a escola.
– Acontece que os diversos sambas e partidos-altos, compostos por Ivone eram mostrados aos outros sambistas pelo primo Fuleiro, como se fossem dele, pois o preconceito da época não favorecia a aceitação de uma mulher sambista.

– Em 1947, Ivone se casou com Oscar Costa, filho de Alfredo Costa, presidente da Escola de Samba Prazer da Serrinha, com quem teve dois filhos: Alfredo e Odir. Ivone e Oscar foram casados durante 28 anos.
– Nesta época, Ivone Lara passou a frequentar a Escola de Samba, onde aprimorou seus dotes de sambista e conheceu os amigos Aniceto, Mano Décio da Viola e Silas de Oliveira, que mais tarde seriam seus parceiros em algumas composições.
– Nesse mesmo ano, compôs um samba com o qual a escola desfilaria na avenida: Nasci Para Sofrer. Ainda que ninguém soubesse que a composição era dela, Ivone tinha um amor imenso pelo samba e vibrava em escutar suas músicas na avenida.
– Depois disso, ela passou a frequentar a Império Serrano e a compor sambas-enredo para essa Escola de Samba – alguns inclusive se tornaram vencedores – mas ainda sendo assinados por seu primo, Fuleiro.
– Em 1965, aos 44 anos, enfrentando todas as restições feitas às mulheres até aquela época e todo o preconceito e discriminação, Ivone Lara quebrou todas as barreiras e conquistou seu espaço, atingindo o reconhecimento de sua obra como compositora – depois de muitos anos – e passando a integrar, oficialmente, a Ala de Compositores do Império Serrano.
– Ivone Lara compôs – com Silas de Oliveira e Bacalhau – o clássico “Os Cinco Bailes Tradicionais da História do Rio” ou “Os Cincos Bailes da Corte”, que ficou em segundo lugar no carnaval daquele ano.
– Em 1968, a artista passou a ser madrinha da Ala dos Compositores da escola Império Serrano, e a desfilar na Ala das Baianas.

– Em 1970, participou pela primeira vez, como cantora, na gravação de um disco: Sargentelli e o Sambão, interpretando as canções “Agradeço a Deus” e “Sem Cavaco Não”, parcerias dela com Mano Décio da Viola.
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– Antes disso, no mesmo ano, ela participou – ao lado de outras duas revelações do samba da época: Clementina de Jesus e Roberto Ribeiro – do show de Sargentelli: Sambão. Foi a partir daí que ela começou a usar o nome Dona Ivone Lara, antes ela assinava somente por Ivone Lara da Costa.
– No começo, ela não gostou da sugestão de usar o “Dona”, pois achou que a estavam chamando de velha. Mas logo entendeu que era de “Dona” mesmo: dona, detentora, possuidora de um dos maiores talentos e originalidades da música popular brasileira. Dama do Samba!
– Em 1972, Dona Ivone Lara perdeu seu grande amigo e parceiro Silas de Oliveira, que sofreu um infarto fulminante, aos 55 anos. Então, começou a compor em parceria com o então jovem Délcio Carvalho.
– Entre 1974 e 1977, gravou canções para vários discos de samba.
– Em 1976, Elizeth Cardoso, gravou a canção “Minha Verdade”, de Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho.
– Um ano antes, o filho mais velho de Ivone, Odir, sofreu um grave acidente de carro, e – por causa disso – seu marido Oscar teve um infarto fulminante e pouco tempo depois acabou morrendo. No começo, o marido não aceitava bem o fato de Ivone frequentar as rodas de samba e o Carnaval, mas nunca a proibiu de seguir a carreira artística e no fim da vida até a apoiou bastante.
– Odir demorou para se recuperar do acidente, mas viveu até o ano de 2008, quando veio a falecer por complicações decorrentes da diabetes.
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