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Acervo MPB: Nara Leão – Parte 3
Acervo MPB: Nara Leão – Parte 3
Confira a parte 01 e parte 02 deste conteúdo. – Em 1968, grava com vários artistas do movimento tropicalista, como Caetano, Gal, Gil, Tom Zé, Rogério Duprat e Torquato Neto, o álbum Tropicália ou Panis Et Circense, interpretando a canção Lindoneia, de Caetano Veloso. O movimento de ruptura transformou para sempre a história da cultura … Continued
Confira a parte 01 e parte 02 deste conteúdo.
– Em 1968, grava com vários artistas do movimento tropicalista, como Caetano, Gal, Gil, Tom Zé, Rogério Duprat e Torquato Neto, o álbum Tropicália ou Panis Et Circense, interpretando a canção Lindoneia, de Caetano Veloso. O movimento de ruptura transformou para sempre a história da cultura brasileira, ao mesclar influências vanguardistas de correntes artísticas internacionais, como o rock e o concretismo, com elementos tradicionais da cultura brasileira.
– Em 1969, o regime militar aumenta a sua perseguição às liberdades artísticas, Caetano e Gil são presos, o que os leva a seguir para o exílio em Londres nos próximos anos. Nara diminui suas atividades musicais no Brasil e também muda-se para Paris, onde passa os próximos anos exilada com o marido e tem sua primeira filha.
– Em Paris, começa a gravar um álbum duplo com 24 canções do período da bossa nova, chamado Dez Anos Depois. Entre as canções do disco, a grande maioria é de Tom Jobim com outros parceiros, como: Corcovado, Insensatez, Samba de Uma Nota Só, Garota de Ipanema e Chega de Saudade.
– O álbum é lançado quando Nara volta ao Brasil, no fim de 1971.
– Na primeira metade dos anos 70, Nara se afasta um pouco da carreira artística para dedicar-se aos filhos e também para voltar a estudar, pois tinha abandonado os estudos para seguir a carreira artística.

– Em 1977, volta com força total e segue pelos próximos anos: grava mais discos com compositores diversos como Dominguinhos, Caetano, Gil, João Donato, Fagner, Edu Lobo, Tom Jobim. Firma ainda mais sua parceria musical com seu amigo de infância, Roberto Menescal. Grava um disco somente de Roberto e Erasmo, canta em seis faixas do disco Os Saltimbancos, de Chico Buarque.
– Transita por vários estilos – inclusive retorna à bossa nova e grava álbuns com clássicos como O Barquinho, de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, Desafinado, de Tom Jobim e Newton Mendonça e vários outros. Comanda um programa musical na TV, faz turnês nacionais e internacionais e segue firmemente defendendo seus ideais políticos, mesmo depois do fim da ditadura.
Veja também:
– Em uma dessas turnês, vai para o Japão com Roberto Menescal e inicia uma relação muito forte da música brasileira com o país oriental. A viagem ainda rende a produção do primeiro Compact Disc de um artista brasileiro, nos estúdios da Polygram, no Japão.
– Em 1979, Nara passou a sofrer com alguns problemas de saúde, que se agravaram nos anos 80. Ela sentia muitas dores de cabeça e tinha alguns esquecimentos, o que afetava também sua performance no palco. Em 1986, depois de muito investigar, descobriu que tinha um tumor maligno do cérebro, em um local muito delicado e uma cirurgia poderia a deixar em estado vegetativo.
– Passou os últimos anos da vida tomando medicações contínuas e, quando sentia-se bem, ainda fazia apresentações musicais, acompanhada de Menescal. Nara nos deixou em 1989 e chegou a lançar o seu último disco, neste mesmo ano. Com 47 anos de vida e uma carreira de sucesso, Nara consagrou-se como uma das cantoras mais importantes da música popular brasileira.
Quer escutar este acervo e de outros artistas? Confira a primeira temporada do podcast Acervo MPB.


