Em um dia de domingo, Gal completa 76 anos

Por: Novabrasil
26 de setembro de 2021

Hoje é aniversário de uma grande musa – uma das maiores, mais importantes e talentosas cantoras do nosso país: Gal Costa!

Maria da Graça Costa Penna Burgos foi eleita como a sétima maior voz da música brasileira de todos os tempos – pela revista Rolling Stone Brasil, em 2012 – e é também compositora e multi-instrumentista.

Com sua voz marcante e seu timbre inconfundível – que vai do doce e suave ao agressivo e rasgado em um mesmo disco, ou às vezes numa mesma canção – sua musicalidade precisa e versatilidade impressionante, Gal é praticamente uma camaleoa, transitando por vários gêneros e estilos com maestria – da bossa nova ao frevo, do samba ao rock’n roll – desde que despontou, lá no início dos anos 60, ainda como Gracinha.

Gal aprendeu a tocar violão com uma vizinha, ainda criança, e sempre foi extremamente musical, tendo uma sensibilidade aguçada para a música e aprendendo a cantar como autodidata, intuitivamente. Ela conta que colocava uma panela na cabeça para que sua voz reverberasse e ela pudesse estudá-la melhor.

Sempre soube que seria cantora, mas foi escutando João Gilberto cantando Chega de Saudade no rádio pela primeira vez, que teve certeza do que faria para o resto da vida. João é uma das maiores influências de Gal e, quando eles se conheceram e ele a escutou pela primeira vez, já a chamou de “a maior cantora do Brasil”.

Junto com outros grandes nomes da música popular brasileira como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé e Os Mutantes, Gal iniciou – em meados dos anos 60 – o Movimento Tropicalista ou Tropicália, movimento de contracultura, que transcendia tudo o que já havia em termos de produção artística no Brasil.

Em 1968, no auge da Ditadura Militar no país, com seus amigos e parceiros Caetano e Gil obrigados a se exilar em Londres, Gal torna-se – quase que forçadamente – um símbolo de resistência artística no Brasil, recebendo a missão de manter acesa a chama do Tropicalismo e passando a ser conhecida como a Musa da Tropicália e da “geração do Desbunde”.

Em 1971, lança Fa-tal: Gal a todo o Vapor, eleito pela revista Rolling Stone como o 20º melhor disco brasileiro de todos os tempos e um marco em sua carreira. Em 1976, junta-se a Bethânia, Caetano e Gil para formar os Doces Bárbaros, que vira espetáculo, documentário e um álbum considerado uma obra-prima da MPB.

Gal Costa, Gilbert Gil, Maria Bethania e Caetano Veloso
Os Doces Bárbaros (Gal Costa, Gilbeto Gil, Maria Bethânia e Caetano Veloso) – Foto: Divulgação

São muitos os sucessos lançados ao longo dos anos e as interpretações magistrais que Gal entrega às canções – até os dias atuais, em que – aos 76 anos completados hoje – a artista mostra-se cada vez mais apropriada de sua voz e de sua força no palco, gravando compositores consagrados – como Caetano, Gil, Chico e Milton – e consagrando novos e jovens talentos da música popular brasileira como Silva, Mallu Magalhães, Céu, Criolo e Marcelo Camelo.

Entre os principais sucessos: Baby, Divino Maravilhoso, Não Identificado, Meu Nome é Gal, Sua Estupidez, Vapor Barato, Como 2 e 2, Dê Um Rolê, Pérola Negra, Barato Total, Só Louco, Tigresa, Esotérico, Folhetim, Balancê, Força Estranha, Olha, Aquarela do Brasil, Meu Bem Meu Mal, Festa no Interior, Canta Brasil, Dom de Iludir, Luz do Sol, Bloco do Prazer, Vaca Profana, Chuva de Prata, Sorte, Um Dia de Domingo, Brasil, Quando Você Olha Pra Ela, Estratosférica, Palavras no Corpo e Sublime.

Sempre maravilhosa! Viva a gigante, Gal Costa!

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