Anavitória no ESTÚDIO NOVA

28 de março de 2017Notas Musicais

Veja como foi o Programa ESTÚDIO NOVA com Luiza Possi recebendo o duo Anavitória, dia 28 de março.

 

 

 

Confira também a entrevista exclusiva para o site:

Por Raphaela Cunha

Como surgiu o duo Anavitoria?

Ana – Nós estudamos na mesma escola a vida inteira e nos aproximamos em 2013, por meio de uma amiga. Ela nos reapresentou. Eu tinha um canal onde eu colocava minhas composições e nestas andanças pelas redes sociais, eu vi um vídeo da Vitória cantando. Eu achei a voz dela muito bonita e a convidei para gravar um cover comigo.

Nós gravamos uma música e deu muito certo. As vozes se casaram muito bem. Nós gostamos e combinamos de gravar músicas nas férias. Daí fizemos um cover do Tiago Iorc. Gravamos a música ‘Um Dia Após o Outro’.

Um dia a Vitória mandou este vídeo para o Felipe Simas, o empresário do Tiago (Iorc) e que é o nosso empresário hoje.

Vitória – Ele ficou encantado com a versão que fizemos e nos convidou para gravarmos com o Tiago e ele se interessou. Também fomos convidadas para gravar um EP aqui em São Paulo, no final de 2015. Nós viemos e seis meses depois eu me mudei para cá para continuar o trabalho e foi assim que o Anavitória nasceu de verdade.

Por conta da carreira, vocês trocaram Araguaína, no Tocantins, por São Paulo. Como foi sair da casa dos pais, se adaptar na cidade grande e passar a trabalhar com uma gravadora?

Vitória – A Aninha já não morava em casa, ela morava em Araguari, em Minas. Ela fazia faculdade e eu tinha acabado de decidir que sairia da faculdade para vir para São Paulo estudar teatro. Eu me adaptei muito bem a cidade e depois a Aninha saiu de Araguari e veio para cá. Pra ela foi um pouco diferente porque ela gosta mais de cidade do interior.

Ana – Eu sou muito interiorana. Eu gosto muito dessa coisa de cidade pequena onde todo mundo se conhece. Onde a moça da xerox é meio mãezona… Pra mim foi mais difícil. Mas a gente ama muito São Paulo.

Passaram por alguma situação desagradável em São Paulo?

Ana – Tem dois anos que estamos aqui e eu fui assaltada na semana passada. Mas foi a única coisa. São Paulo é muito caos e eu ainda não estou acostumada. Só isso mesmo, um assalto (risos).

Vitória – Tirando isso está tudo ótimo (risos).

A dupla Anavitória começou a partir de uma amizade de escola. A relação mudou com a profissionalização? Ainda mais morando juntas!

Vitória – Passamos por alguns perrengues, mas a gente não briga. Ao invés de brigar, a gente fica quieta, emburrada, e depois passa. O segredo é esse.

Ana – Mas nunca deu perrengue no lado profissional. Nós somos muito tranquilas, na hora do trabalho somos bem unidas. A gente só consegue fazer alguma coisa quando estamos em sintonia. Pra gente funciona muito assim.

Vocês começaram no Youtube, então o contato com o público era virtual, por comentários nas redes sociais. No momento que ganham os palcos, encaram frente a frente essa plateia. Como é o contato com os fãs para vocês fora do ciberespaço?

Ana – Foi a melhor parte.

Vitória – Foi a coisa mais incrível do mundo.

Ana – A gente já estava super ansiosa para levar as músicas para o palco e daí ano passado começamos uma turnê em setembro. Nós já tínhamos feitos alguns shows pequenininhos e aí, no ano passado, começamos de verdade e foi muito gostoso. A gente começou a se descobrir como artista a partir dali. Foi muito gostoso. Descobrimos o que a gente gosta de fazer e como gostamos e que as pessoas nos enxerguem no palco. Está sendo muito legal, porque ainda estamos em turnê!

O processo para vocês gravarem o primeiro EP foi simples? Gravaram um vídeo, o Tiago Iorc assistiu e as chamaram para fazer parte do selo independente dele?

Vitória – Foi.

Ana – Mas o processo de gravar disco não. Aconteceu muito rápido.

Vitória – O processo foi rápido. Acho que todo mundo se entregou muito ao que estava acontecendo. Foi tudo um abraço. Foi incrível e simples. Já parecia parte da vida.

Ana – Parece que a gente já estava preparada para receber o que estava vindo. A gente ficou um pouco assustada, mas não ficamos deslumbradas. É como se tudo isso já fizesse parte da nossa vida há muito tempo e chega a ser engraçado.

Vitória – É engraçado quando as pessoas perguntam pra gente: “Como é conhecer fulano de tal?”. É conhecer uma pessoa que a gente admira e é massa! Muitas pessoas me perguntam como é trabalhar com o Tiago porque eu era muito fã. Mas é isso!

O Tiago Iorc produziu o trabalho de vocês. Como ele é como produtor? É meio chefão?

Vitória – Ele é o nosso sócio.

Ana – Ele é exigente e nos cobra muito. Mas é todo mundo junto naquilo. Não tem ninguém que manda e desmanda. É um projeto de quatro pessoas. Eu, Vitória, Felipe e Tiago e a gente se acerta, no que a gente acredita, mas ideias de um…do outro… e assim vai. Conseguimos trabalhar os quatro juntos!

Vocês se aproximaram do Tiago Iorc e acabaram gravando com ele. Existe um outro artista com o qual gostariam de fazer parceria?

Ana – A gente quer sim fazer parceria com pessoas que aparecerem pra gente, mas a gente não tem nomes. Acho que quando for para acontecer, vai acontecer do mesmo jeito que aconteceu com o Tiago. Quando a gente gravou com ele a música “Trevo” foi assim: eu escrevi a primeira parte da música, enviei para ele e ele se apaixonou pela canção. Naquele momento, eu falei “Tiago você tem que cantar essa música com a gente. Foi tudo acontecendo natural.

Ele topou, mas não foi algo como “Nossa! Temos um sonho de gravar com ele”!

Vitória – Essa pergunta também nunca existiu. Acho que ele já sabia o tempo inteiro que gravaria com a gente.

Ana – Mas eu tenho vontade de gravar com um Nando Reis da vida (risos). Fica a dica.

Ana, você estudava medicina. Vitória, você estuda teatro, né? Como conciliam a carreira com estudo?

Ana – Pra mim foi mais difícil do que pra Vi. Por que a Vitória já estava vindo para São Paulo estudar arte.

Vitória – Pra mim, o choque foi anterior. Por que eu já tinha parado antes e queria fazer outra coisa.

Ana – Eu continuei na faculdade. A gente gravou o EP e eu ainda estava na faculdade e morando em Minas. Foi aquele processo de me convencer que eu tinha que largar a faculdade. Querendo ou não era uma coisa muito segura para mim. E depois o problema seria convencer a minha mãe e meu pai. Eles são bravinhos. Eles eram apaixonados pela faculdade de medicina, por essa cultura de estudar uma profissão. Eles queriam muito que eu fosse médica. Mas quando eu bati o pé e falei que queria muito ser isso (cantora) meu pai me disse que estava orgulhoso por eu estar determinada. Ele disse que talvez não teria a coragem que eu tive. Depois que tomei a minha decisão, ele me deu o prazo de dois anos para fazer acontecer. E já está rolando…

Vitória – Ele é o fã mais coruja que a Anavitória tem!

Voltar