Perfil do Artista

Skank Samuel Rosa (guitarra e voz), Henrique Portugal (teclados), Lelo Zaneti (baixo) e Haroldo Ferreti (bateria)

O grupo nasceu em Belo Horizonte, no início da década de 1990. No início o Skank fazia pequenas apresentações em casas de shows mineiras. até que em agosto de 1992 lançaram o primeiro álbum de forma independente que levou o nome da própria banda. A aceitação do público foi imediata e logo foram contratados por uma grande gravadora.

Dois anos mais tarde lançara o segundo álbum “Calango”. O disco foi o trampolim para o estrelato: mais de 1 milhão de cópias de Calango e hits como “Jackie Tequila” e “Te ver”.

O terceiro disco levou o Skank a alçar voos mais altos. Com “O Samba Poconé”, os mineiros se apresentaram na França, Estados Unidos, Chile, Argentina, Suíça, Portugal, Espanha, Itália e Alemanha, em shows próprios ou em festivais ao lado de Echo & The Bunnymen, Black Sabbath e Rage Against The Machine. O single “Garota nacional” foi um sucesso monstruoso no Brasil e liderou a parada espanhola durante três meses. Os discos da banda ganharam edições norte-americanas, italianas, japonesas, francesas e em diversos países ao redor do mundo.

A banda estava em evidência no mundo inteiro e por conta da notoriedade foram convidados para representar o Brasil no álbum “Allez! Ola! Olé!”, disco oficial da Copa do Mundo de Futebol de 1998. No mesmo ano lançaram “Siderado” produzido por Paul Ralphes e John Shaw que também produziu o grupo reggae UB40. O CD foi gravado nos lendários Abbey Road Studios, usado pelos Beatles.

Versatilidade que permite ao grupo gravar ao lado de Andreas Kisser (Sepultura), Manu Chao, Uakti ou Jorge Ben Jor e arrancar elogios de Stewart Copeland por sua versão de “Wrapped around your finger”, incluída no tributo latino ao Police, Outlandos D’America. Energia para levantar a multidão. Como mereceu registro no CD e DVD Ao Vivo Ouro Preto, que emplacou mais um sucesso top-one, “Acima do sol”, e passou de meio-milhão de compradores.

Em 2000 lançaram “Maquinarama”, o quinto álbum da banda. O CD não foi muito bem recebido vendendo apenas 250 mil cópias, três vezes menos que o disco anterior.

O início de 2003 o Skank conseguiu reverter a situação com “Cosmotron”, álbum que chegou às lojas merecendo rasgados elogios da imprensa. Com o novo trabalho, além da banda conquistar o público brasileiro com a balada “Dois rios”, o grupo se lançava em mais um giro internacional, com passagens por Portugal, Inglaterra e Bélgica, além de uma histórica apresentação no palco principal do festival de Roskilde, na Dinamarca, ao lado de grupos como Blur e Cardigans.

Com o disco, a banda recuperou a confiança  se lançando em uma nova turnê. Gringo Cardia assinava a cenografia das apresentações a partir de telas de Beatriz Milhazes. O Skank estreou em três noites de lotação esgotada no Canecão, Rio de Janeiro.

Em 2004 presentearam os fãs com a primeira coletânea de sucessos. “Radiola”, com foco em “Maquinarama” e “Cosmotron”, foi lançada em novembro do mesmo ano. O disco tem oito hits que foram remasterizados em Nova York. “Um mais um” e “Onde estão?” são inéditas e registradas especialmente para Radiola. O álbum traz ainda duas versões publicadas pela primeira vez: “Vamos fugir”, de Gilberto Gil e Liminha, foi gravada para a campanha de verão das sandálias Rider, “I want you” foi gravada no final de 1999 para um tributo a Bob Dylan que nunca chegou a ser lançado.

Em março de 2006 a banda iniciou em Belo Horizonte as gravações de seu nono álbum, “Carrossel”, o sétimo com canções inéditas. O trabalhofoi produzido por Chico Neves, o mesmo que também produziu “Maquinarama”, e Carlos Eduardo Miranda, produtor do Acústico MTV da banda O Rappa. O álbumemplacou hits como “Uma canção é pra isso”, “Mil acasos” e “Seus passos”. No álbum são apresentadas novas parcerias: Arnaldo Antunes e César Mauricio que, além de ex-integrante do Virna Lisi, foi responsável pelo visual de Siderado.

Em outubro de 2006 a banda é o primeiro grupo brasileiro a ter um álbum lançado em formato digital. Um fabricante de telefones celulares, Sony Ericsson, lança um aparelho com o álbum Carrossel completo e o videoclipe de “Uma canção é pra isso”. Em Abril de 2007, o Skank, também de forma pioneira, recebe o “Celular de Ouro”, reconhecido pela APBD, pela vendagem de 61000 unidades do produto.

Em fevereiro de 2008 o grupo retoma a parceria com Dudu Marote e grava “Beleza pura”, de Caetano Veloso, para a abertura da novela global com o mesmo nome.

Gravado entre Janeiro e Agosto de 2008, Estandarte, é um álbum inspirado em música eletrônica e balanço, evidencia a natureza de banda de lavadas, pistas de Grooves e marca o reencontro com o produtor Dudu Marote, velho companheiro que ajudou a transformar em discos de diamante os álbuns Calango (1994) e O Samba Poconé (1996). Dentre as faixas de destaque “Ainda gosto dela” com apoio de Negra Li cantando junto com Samuel e “Sutilmente”, feita a partir da letra de Nando Reis e cheia de arranjos de corda. As influências dos beatles não foram abandonadas, “Assim Sem Fim”, parceria com Cesar Mauricio (ex-Virna Lisi e Radar Tantã) tem roupagem que cabe no que eles chamam de encontro de LCD Soundsystem com John Lennon.

Referência: Site Oficial

Discografia: Skank (1993), Calango (1994), O Samba Poconé (1996), Siderado (1998), Maquinarama (2000), MTV ao Vivo em Ouro Preto (2001),  Cosmotron (2003), Radiola (2004), Carrossel (2006), Estandarte (2008), Multishow Ao Vivo – Skank no Mineirão (2010)