Perfil do Artista

Nana Caymmi (Dinair Tostes Caymmi) Nascida no Rio de Janeiro (RJ), em 29 de abril de 1941

Nana é filha do músico Dorival Caymmi e Stella Maris, irmã de Danilo e Dori Caymmi. Cresceu numa família musical e começou a cantar ainda muito jovem, adotando desde cedo uma técnica particular para valorizar seu timbre grave.

Sua primeira experiência em um estúdio mudical foi em 1960, quando participou da faixa “Acalanto”, no LP de seu pai, que escreveu a canção em sua homenagem, quando ainda era criança. Nesta mesma época lançou o primeiro disco solo, com as músicas “Adeus” (Dorival Caymmi) e “Nossos beijos” (Hianto de Almeida e Macedo Norte). No dia 26 de abril desse mesmo ano, assinou contrato com a TV Tupi, apresentando-se no programa Sucessos Musicais, produzido por Fernando Confalonieri. Em seguida, passou a apresentar, acompanhada pelo irmão Dori, o programa “A Canção de Nana”, produzido por Eduardo Sidney.

Em 1961, casou-se com o médico Gilberto José Aponte Paoli e mudou-se para a Venezuela. Nesse país, nasceram suas filhas Stella Teresa, em 1962, e Denise Maria, em 1963. Gravou, nesse ano, seu primeiro LP, Nana, com arranjos de Oscar Castro Neves.

Em 1964, participou do disco Caymmi visita Tom e leva seus filhos Nana, Dori e Danilo, ao lado do pai e dos irmãos. No ano seguinte, separou-se do marido e voltou grávida para o Brasil, com suas filhas pequenas.

Em 1966, nasceu seu filho, João Gilberto. Nesse mesmo ano, venceu o I Festival Internacional da Canção (TV Globo), interpretando a canção “Saveiros” (Dori Caymmi e Nelson Motta). Ainda nesse ano, assinou contrato com a TV Record, de São Paulo, e casou-se com o cantor e compositor Gilberto Gil, com quem compôs “Bom dia”, canção apresentada pelos autores no III Festival de Música Brasileira (TV Record), em 1967.

No ano seguinte, terminou seu contrato com a TV Record. Estreou, no Rio de Janeiro, o show “Barroco” e separou-se de Gilberto Gil.

Em 1970, fez uma temporada de shows com Dori Caymmi em Punta del Este, no Uruguai. Participou do espetáculo “Mustang Cor de Sangue”, com Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle e o conjunto Apolo 3, realizado no Teatro Castro Alves (Salvador) e no Teatro de Bolso (Rio de Janeiro).

No ano seguinte, cantou “Morena do mar” (Dorival Caymmi), na II Bienal do Samba (TV Record). Voltou a Punta del Este, para novas temporadas, em 1971 e em 1972, nesse último ano ao lado de Dori Caymmi, no Café del Puerto.

Após um jejum de oito anos no mercado fonográfico brasileiro, lançou, em 18 de junho de 1975, na Sala Corpo e Som, do Museu de Arte Moderna (RJ), o LP Nana Caymmi (CID). Fez, ainda, uma temporada, no mês de julho, na boate Igrejinha (SP), sendo citada por Tárik de Souza, no “Jornal do Brasil”, como a “Nina Simone brasileira” e provocando a admiração de Caetano Veloso, que considerou sua interpretação de “Medo de amar” (Vinícius de Moraes) uma das mais expressivas da música brasileira.

Em 1976, lançou o LP Renascer, com show no Teatro Opinião. A canção “Beijo partido” (Toninho Horta), na voz da cantora, foi incluída na trilha sonora da novela “Pecado Capital” (TV Globo).

Em 1978, apresentou-se com Dori Caymmi pelo “Projeto Pixinguinha”. O show, dirigido por Arthur Laranjeiras, estreou no Teatro Dulcina (RJ) e prosseguiu em Vitória, Salvador, Maceió e Recife. Ainda nesse ano, lançou, pela Odeon, o LP Nana Caymmi, contendo a faixa “Cais” (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), incluída na trilha sonora da novela “Sinal de Alerta” (TV Globo).

Em 1979, apresentou-se, com Edu Lobo e o conjunto Boca Livre, no Teatro do Hotel Nacional e no Canecão, no Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, casou-se com o cantor e compositor Claudio Nucci.

Em 1981, “Canção da manhã feliz” (Haroldo Barbosa e Luiz Reis), na voz da cantora, foi incluída na trilha sonora da novela “Brilhante” (TV Globo). Seu espetáculo, na Sala Funarte, foi apontado pelo “Jornal do Brasil” como um dos dez melhores do ano.

Gravou em 1983, com César Camargo Mariano, o LP Voz e Suor (Odeon). Apresentou-se, ao lado do pianista, no 150 Night Club (SP), para lançamento do disco.

Em 1984, separou-se de Claudio Nucci. Participou do Festival de Nice (França), com Dorival Caymmi e Gilberto Gil, entre outros. No ano seguinte, sua gravação de “Flor da Bahia” (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro) foi incluída na trilha sonora de da minissérie “Tenda dos Milagres” (TV Globo), baseada no romance homônimo de Jorge Amado.

No dia 16 de dezembro, seu filho, João Gilberto, sofreu, no Rio de Janeiro, um grave acidente de motocicleta. A cantora passou o ano de 1990 dedicando-se exclusivamente ao filho acidentado.

Em 1991, voltou ao cenário artístico, participando, ao lado do irmão Danilo, de espetáculo realizado no Rio Show Festival (RJ), que reuniu Dorival Caymmi e Tom Jobim. Participou, com Dorival e Danilo Caymmi, do XXV Festival Internacional de Jazz de Montreux.

Em 1994, lançou o CD A Noite do Meu Bem – As Canções de Dolores Duran (EMI), que contou com a participação de sua filha Denise Caymmi na faixa “Castigo”. Fez show de lançamento do disco no Canecão, em seu primeiro espetáculo solo nessa casa, seguindo em turnê pelo país.

Em 1997, gravou, no Teatro Rival (Rio de Janeiro), seu primeiro disco solo ao vivo, No Coração do Rio (EMI), seguindo em turnê pelo país.

Em 1999, foi contemplada com o primeiro Disco de Ouro de sua carreira, pelas cem mil cópias vendidas do CD Resposta ao Tempo (EMI), seguindo-se o convite da TV Globo para cantar “Suave veneno” (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), canção escolhida como tema da novela homônima.

Em 2000, comemorando 40 anos de carreira em disco, lançou o CD “Sangre de mi alma” (EMI), cantando em espanhol uma seleção de boleros, como “Acércate más” (Osvaldo Farrés) e “Solamente una vez” (Agustin Lara), entre outros, com arranjos de Dori Caymmi e Cristóvão Bastos.

Em 2002, lançou o CD O Mar e o Tempo, contendo exclusivamente obras de Dorival Caymmi, como “Saudade da Bahia” e “O bem do mar”, entre outras, além da inédita “Desde ontém”. O disco contou com a participação de seus irmãos Dori e Danilo, além de sua mãe, Stella, das netas e das sobrinhas.

Em 2004, em comemoração ao 90º aniversário do pai, lançou, com os irmãos Dori e Danilo, o CD Para Caymmi, de Nana, Dori e Danilo, contendo exclusivamente canções de Dorival Caymmi.

Ao lado de Dori Caymmi, Danilo Caymmi, Paulo Jobim e Daniel Jobim, lançou, em 2005, o CD “Falando de amor”, que faz referencia a obra de Tom Jobim. Os músicos Jorge Hélder (baixo) e Paulinho Braga (bateria) foram convidados para as gravações.

Em 2007, gravou o CD “Quem inventou o amor”. O álbum traz 14 sambas-canções de Dorival Caymmi, entre eles “Não tem solução”, “Sábado em Copacabana”, “Só louco”, “Nunca mais”, “Nem eu”, “Tão Só”, “Adeus” e “Eu sem Maria”.

No ano seguinte, ganhou o Prêmio Tim de Música, na categoria Melhor Cantora/MPB, com o disco “Quem inventou o amor”. Ainda em 2008, participou do programa “Som Brasil – Dorival Caymmi”, com destaque para sua interpretação de “Só louco”.

Para celebrar seus 70 a nos, em 2012, apresentou o show “As canções de Nana”, no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, a gravadora EMI lançou a caixa “Nana Caymmi – A Dama da Canção”, com 18 CDs editados a partir de vários LPs gravados na então Odeon (hoje EMI), além de algumas raridades, como o disco de 1974, lançado pela gravadora Trova, e um CD duplo com 41 canções avulsas que não se encontram nos álbuns gravados pela cantora.

Referências: Site Oficial e Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira

Discografia: (2012) Nana Caymmi – A Dama da Canção (2011) Insensato Coração – nacional (vários artistas) – participação (2009) Sem poupar coração (Nana Caymmi) (2009) Caminho das Índias – Trilha sonora da novela (Vários artistas) – participação (2009) Lula, o filho do Brasil – Trilha sonora do filme (Vários artistas) – participação (2007) Quem inventou o amor Nana Caymmi) (2005) Falando de amor (Família Caymmi & Família Jobim) (2004) Para Caymmi, de Nana, Dori e Danilo (Nana Caymmi, Dori Caymmi e Danilo Caymmi) (2002) O mar e o tempo (2001) Desejo (2000) Sangre de mi alma (1999) Nana Caymmi – Os maiores sucessos de novela – coletânea (1999) Meus Momentos (1998) Resposta ao tempo (1998) Nana Caymmi (1997) No coração do Rio (1997) Nana Caymmi – Série Meus Momentos vol. II (1996) Alma serena (1995) Os originais (1995) O talento de Nana Caymmi (1994) A noite do meu bem – As canções de Dolores Duran (1994) Nana Caymmi – Série Meus Momentos (1993) Bolero (1993) Nana Caymmi – Série 2 em Um (1992) Família Caymmi em Montreux (1991) Brasil MPB – Série Academia Brasileira de Música – vol. 8 (1989) Só louco (1989) Nana Caymmi – Série Performance (1989) Nana Caymmi especial (1988) Nana (1987) Dori, Nana, Danilo e Dorival Caymmi – Ao vivo no Scala II (1986) Caymmi’s grandes amigos. Nana, Dori e Danilo Caymmi (1985) Chora brasileira (1984) Nana Caymmi – Pérola (1983) Voz e suor (1981) E a gente nem deu nome (Nana Caymmi) (1980) Mudança dos ventos (1979) Nana Caymmi (1977) Atrás da porta (1976) Renascer (1975) Nana Caymmi (1974) Nana Caymmi (1964) Caymmi visita Tom e leva seus filhos Nana, Dori e Danilo (1963) Nana (1960) Adeus/Nossos beijos