Perfil do Artista

Maria Bethânia Viana Teles Veloso Nasceu em Santo Amaro da Purificação (BA), em 18 de junho de 1946

Maria Bethânia é a sexta filha de José Teles Veloso, funcionário público dos Correios, e de Claudionor Viana, mais conhecida como Dona Canô. Seu nome foi sugerido pelo irmão Caetano Veloso, por inspiração de uma canção famosa da época, a valsa Maria Betânia, um sucesso da época na voz de Nélson Gonçalves; a música é de autoria do compositor Capiba.

Vale lembrar que é a cantora com maior quantidade de discos vendidos em toda a história da MPB. Ao todo são mais de 26 milhões de cópias, sendo a segunda mulher com mais discos vendidos no Brasil perdendo somente para a apresentadora Xuxa.

Quando jovem, participou de espetáculos semi-amadores em parceria com Tom Zé, Gal Costa, Caetano Veloso e Gilberto Gil e em 1936 estreou como cantora na peça “Boca de Ouro”, de Nelson Rodrigues. E no ano seguinte, apresentou espetáculos como, “Nós por Exemplo”, “Mora na Filosofia e Nova Bossa Velha”, “Velha Bossa Nova”, ao lado do irmão Caetano Veloso e o colega Gilberto Gil, então iniciantes, a quem lançou como compositores e cantores nacionais e a cantora Gal Costa, dentre outros.

Apesar de já ter atuado em peças, sua estreia profissional aconteceu no dia 13 de fevereiro de 1965, quando teve que substituir a cantora e violonista Nara Leão no espetáculo “Opinião”, pois precisou se afastar por problemas de saúde.

Nesta mesma época, foi contratada por uma gravadora, a qual lançou seu primeiro disco. A canção de protesto “Carcará”, foi seu primeiro êxito. O álbum também inclui as músicas “Feitio de oração” e “Sol negro”, um dueto com Gal Costa. Depois lançou um compacto triplo, “Maria Bethânia canta Noel Rosa”, que trouxe músicas acompanhadas apenas por um violão.

Em 1966, chegou a participar do Festival Internacional da Canção, o qual defendeu a canção “Beira-mar”, de seu irmão Caetano Veloso. Também foi a idealizadora do grupo Doces Bárbaros, o qual era um dos vocais. A banda lançou um disco ao vivo homônimo juntamente com os colegas Gal Costa, Caetano Veloso e Gilberto Gil. O álbum foi considerado uma obra-prima, apesar disto, das críticas recebidas, em 1976, quando foi lançado.

A ideia inicial era lançar um disco de estúdio, no entanto, por sugestão de Gal Costa e Bethânia, o álbum, foi o espetáculo registrado, sendo que quatro daquelas canções gravadas pouco tempo antes no compacto duplo em estúdio, com as canções “Esotérico”, “Chuckberry fields forever”, “São João Xangô Menino” e “O seu amor”, todas as gravações raras.

Nos anos 1980, Maria Bethânia participou do especial Mulher 80, que exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade. O tema foi abordado no contexto da música nacional e da preponderância das vozes femininas, com Elis Regina, Fafá de Belém, Marina Lima, Simone Bittencourt de Oliveira, Rita Lee, Joanna, Zezé Motta, Gal Costa, Maria Bethânia e as participações especiais das atrizes Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizaram o seriado Malu Mulher.

Maria Bethânia foi a primeira cantora brasileira a vender mais der um milhão de cópias em um único disco: “Álibi, de 1978. Este sucesso se repetiu nos dois álbuns seguintes “Mel e Talismã”, que também obtiveram expressivas vendagens, e inovou no gênero acústico com os dois trabalhos seguintes, “Ciclo e A Beira e o Mar”, que não tiveram o mesmo apelo popular.

Já em 1990, comemorou seus 25 anos de carreira com o LP “25 Anos”. O disco contou com a participação Gal Costa, Alcione, João Gilberto, Egberto Gismonti, Nina Simone, Fátima Guedes, Hermeto Paschoal, Sivuca, Wagner Tiso, Toninho Horta, Jacques Morelenbaum, Jaime Alem, Márcio Montarroyos, Mônica Millet Almir Sater e bateria da escola de samba GRES Estação Primeira de Mangueira. Duas músicas do álbum fizeram parte da trilha sonora das novelas rurais Pantanal e A história de Ana Raio e Zé Trovão, respectivamente, ambas exibidas pela extinta Rede Manchete.

Três anos mais tarde, a cantora voltou a estar em evidência quando lançou “As Canções Que Você Fez Pra Mim”, mais de um milhão de cópias e foi convertido para uma versão hispânica com parte do repertório, que consistiu em um tributo à dupla de cantores e compositores Roberto e Erasmo Carlos.

Em 1995, gravou “Maria Bethânia ao vivo”, o último a ter versão em vinil, porém já sofrendo com o problema de pressão de espaço físico, com quatro músicas a menos.

Decidiu desligar-se das grandes gravadoras em 2001 e passou a fazer parte de uma independente. O disco que marcou sua estréia na nova fase de sua vida é “Maricotinha ao vivo”, álbum comemorativo dos trinta e cinco anos de carreira. O disco trouxe regravações de seus antigos sucessos entre outras canções consagradas e do álbum de estúdio homônimo do ano anterior.

Em 2003, lançou sua própria gravadora, “Quitanda”, para gravar discos com menor apelo comercial e lançar artistas que admira, como Mart’Nália e Dona Edith do Prato.

Bethânia também atuou em direções de vários artistas entre eles seu irmão Caetano Veloso e Alcione. Em 2005, foi lançado o filme documentário sobre a vida e carreira, Maria Bethânia, Música é perfume.

Em 2006, lançou dois álbuns simultaneamente: “Pirata”, o qual canta os rios do interior do Brasil e foi considerado pela crítica uma espécie de retomada de Brasileirinho, lançado três anos antes, e “Mar de Sophia”, o qual canta o mar a partir de versos da poetisa portuguesa Sophia de Mello Breyner. A turnê de promoção dos dois discos foi batizada de “Dentro do mar tem rio”, que teve direção de Bia Lessa e roteiro do fiel colaborador Fauzi Arap.

Em parceria com a cantora cubana Omara Portuondo, lançou, no ano seguinte, “Omara Portuondo e Maria Bethânia”, o CD e CD/DVD documentando as gravações. A produção Musical foi assinada por Jaime Alem e Swami Jr.

Em 2009, lançou dois discos de inéditas simultaneamente: “Tua” e “Encanteria”. Este último teve a participação de Caetano Veloso e Gilberto Gil.

No ano seguinte recebeu indicação ao Grammy Latino, na categoria Gravação do Ano, pela música “Tua”, canção de autoria de Adriana Calcanhotto. Ainda nesse ano, lançou o DVD e CD duplo “Amor, Festa e Devoção”.

Presenteou os fãs com o CD “Oásis de Bethânia”, em 2012. O álbum contem 10 faixas, entre elas “Fado”, “Barulho”, “O Velho Francisco “(Chico Buarque) e “Vive” (Djavan).

Referências: Site Oficial e Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira

Discografia: (2012) Oásis de Bethânia (2012) Noite luzidia (2010) Amor, Festa e Devoção (2009) Tua (Maria Bethânia) (2009) Encanteria (2008) Omara Portuondo e Maria Bethânia ( Omara Portuondo e Maria Bethânia) (2006) Mar de Sophia (2006) Pirata (2006) Música é perfume (2005) Que falta você me faz (2005) Tempo Tempo Tempo Tempo (2004) Brasileirinho DVD(2004) Outros (Doces) Bárbaros (Doces Bárbaros) (2003) Maricotinha ao vivo (2003) Cânticos, preces e súplicas á Senhora dos Jardins do Céu (Maria Bethânia) (2003) Brasileirinho (2002) Maricotinha ao vivo (2001) Maricotinha (1999) Diamante verdadeiro (1999) A força que nunca seca (1997) Imitação da vida (1996) Ambar (1995) Maria Bethânia ao vivo (1993) As canções que você fez pra mim (1992) Olho-d´água (1990) Maria Bethânia – 25 anos (1989) Memória da pele (1988) Maria (1987) Dezembros (1984) A beira e o mar (1983) Ciclo (1982) Nossos momentos (1981) Alteza (1980) Talismã (1979) Mel (1978) Maria Bethânia e Caetano Veloso (1978) Álibi (1977) Pássaro da manhã (1976) Pássaro proibido (1976) Doces Bárbaros ao vivo (1975) Chico Buarque e Maria Bethânia  (1974) Cena muda (1973) Drama 3º ato (1972) Quando o carnaval chegar (vários artistas) (1972) Drama (1971) Vinícius Bethânia Toquinho (1971) A tua presença (1971) Rosa dos ventos (1970) Maria Bethânia – Ao vivo (1969) Maria Bethânia (1968) Recital na Boite Barroco (1967) Edu e Bethânia (1965) Carcará/De manhã (1965) Carcará/No Carnaval/Mora na Filosofia/Só eu sei (1965) Maria Bethânia (1965) Maria Bethânia canta Noel Rosa