Perfil do Artista

Gal Costa (Maria da Graça Costa Penna Burgos) Nascida em Salvador (BA), em 26 de setembro de 1945

Gal Costa é filha de Mariah Costa Pena, falecida em 1993 que foi sua grande incentivadora, e Arnaldo Burgos.

Estreou sua carreira ao lado de Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gilberto Gil, Tom Zé e outros, com o espetáculo “Nós, por exemplo”, em meados de 1964. A apresentação inaugurou o Teatro Vila velha, em Salvador. Nesse mesmo ano, participou também de “Nova Bossa Velha, Velha Bossa Nova”, no mesmo local e ao lado dos mesmos parceiros.

No fim da temporada deixou Salvador para viver na casa da prima Nívea, no Rio de Janeiro, seguindo os passos de Maria Bethânia, que havia estourado como cantora no espetáculo Opinião.

Sua primeira gravação aconteceu durante a participação no disco de estreia de Maria Bethânia, em 1965. O material foi intitulado de “Sol Negro”.

Seu primeiro LP foi lançado em 1967, ao lado do parceiro Caetano Veloso. A canção “Coração Vagabundo” foi o grande destaque do LP. Chegou a participar do III Festival de Música Popular Brasileira defendendo as canções “Bom dia” de Gilberto Gil e Nana Caymmi e “Dadá Maria” de Renato Teixeira.

Em 1968 participou da gravação do disco Tropicália ou Panis et Circencis, com as canções “Mamãe coragem”, escreita por Caetano Veloso e Torquato Neto, “Parque industrial”, de Tom Zé, além de “Enquanto seu lobo não vem” e “Baby”, ambas de Caetano Veloso. Esta última foi seu grande sucesso solo.

Seu primeiro disco solo foi gravado em 1969. Foi intitulado de “Gal Costa” e trouxe canções como “Baby”, “Divino maravilhoso”,”Que pena (Ele já não gosta mais de mim)”, de Jorge Ben e “Não identificado”, escrita por Caetano Veloso.

Na década de 1970 viajou para Londres, para visitar seus amigos Caetano Veloso e Gilberto Gil, ambos exilados pela ditadura militar. A cantora aproveitou para escrever algumas canções que foram inclusas em seu disco seguinte, como “Legal”, “London, London”, de Caetano Veloso e “Falsa Baiana” de Geraldo Pererira.

No ano seguinte chegou a gravar um compacto duplo com grandes sucessos de sua carreira, como “Sua estupidez” de Roberto e Erasmo Carlos e “Você não entende nada”, do amigo Caetano Veloso.

Em 1973 gravou o disco “Índia”, que trouxe os sucessos “Índia” e “Volta”. Nesse mesmo ano participa do Festival Phono 73. Gravou dois grandes sucessos: “Trem das onze”, de Adoniran Barbosa e “Oração de Mãe Menininha”, de Dorival Caymmi, em dueto com Maria Bethânia.

Dois anos mais tarde, Gal Costa ganhou notoriedade ao gravar a música-tema da abertura da novela “Gabriela”, exibida pela Rede Globo em 1975. Neste mesmo ano, lançou um copacto com o hit “Treco-Treco”, de Mílton Vilela. O sucesso da canção de Caymmi motivou a gravação do disco “Gal Canta Caymmi”, de 1976, que traz “Só louco”, “Vatapá”, “São Salvador” e “Dois de fevereiro”, todas as letras de Dorival Caymmi.

Gal lança em 1978, “Água Viva”, o que lhe renderia se primeiro disco de ouro. O álbum traz músicas como”Folhetim”, escrita por Chico Buarque, “Olhos verdes”, de Vicente Paiva e “Paula e Bebeto”, escrita por Mílton Nascimento em parceria com Caetano Veloso. Desse disco surgiu o espetáculo “Gal Tropical”, o qual Gal Costa deu uma virada em sua carreira, mudando drasticamente de imagem, passando do estilo hippie para uma cantora mais madura.

Em 1980, gravou “Aqualrela do Brasil”, trabalho focado na obra do compositor Ary Barroso, e que trouxe hits como “É luxo só”, “Aquarela do Brasil”, “Na Baixa do Sapateiro”, “Camisa amarela” e “No tabuleiro da baiana”.

Em 1984, a cantora grava o disco “Profana”, que traz os hits “Chuva de prata”, “Nada mais (Lately)” e “Vaca profana”. Quatro anos mais tarde grava a música “Brasil”, sucesso na voz de Cazuza, para a abertura da novela “Vale Tudo”, exibida pela Rede Globo.

Em 1994, reuniu-se com Gil, Caetano e Bethânia, na quadra da escola de samba Mangueira, para o show “Doces Bárbaros na Mangueira”, que comemorou os 18 anos dos Doces Bárbaros. Neste ano também lançou o disco “O Sorriso do Gato de Alice”, com o sucesso “Nuvem negra”, de Djavan.

Em 1997, gravou o CD “Acústico MTV”. Chegou a agravar uma versão do hit dos Paralamas do Sucesso “Lanterna dos afogados”, cantando ao lado de Herbert Vianna, e canções que marcaram sua carreira.

Em 2001 foi incluída no Hall of Fame do Carnegie Hall, após participar do show “40 anos de Bossa Nova”, em homenagem a Tom Jobim, ao lado de César Camargo Mariano e outros artistas.

Em 2005, lançou o CD “Hoje”, o qual reuniu várias canções novas de compositores pouco conhecidos, como na canção “Mar e sol”, de Carlos Rennó e Lokua Kanza.

No ano seguinte realizou uma temporada de shows nos Estados Unidos e Japão. Também nesta mesma época lança o CD e DVD “Gal Costa Ao Vivo”, gravados durante a temporada do show “Hoje”.

Cinco anos depois lançou o álbum “Recanto”. O CD foi produzido por ninguém menos que Caetano Veloso, autor de todas as canções incluídas no repertório: “Recanto escuro”, “Cara do mundo”, “Autotune autoerótico”, “Tudo dói”, “Neguinho”, “O menino”, “Madre Deus” e “Mansidão”.

Referências: Site oficial e Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira

Discografia: (2013) Recanto ao vivo (Gal Costa) – DVD, CD duplo (2011) Recanto (Gal Costa) – (2006) Gal Costa (2005) Hoje (2003) Todas as coisas e eu (2002) Gal Bossa Tropical (2001) De tantos amores (1999) Gal Costa canta Tom Jobim ao vivo (1998) Aquele frevo axé (1997) Acústico MTV Gal Costa (1995) Mina d’água do meu canto (1993) O sorriso do gato de Alice (1992) Gal (1992) Rio revisited (1990) Plural (1987) Lua de mel como o diabo gosta (1986) Bem bom (1984) Profana (1983) Baby Gal (1982) Minha voz (1981) Fantasia (1980) Aquarela do Brasil (1979) Gal Tropical (1978) Água viva (1977) Caras e bocas (1976) Doces Bárbaros (1975) Gal canta Caymmi (1974) Cantar (1974) Temporada de verão (1973) Índia (1973) Phono 73 (1971) Fa-tal Gal a todo vapor (1970) Legal (1969) Gal Costa (1968) Gal Costa (1967) Domingo (1965) Eu vim da Bahia/Sim, foi você