Perfil do Artista

Djavan Caetano Viana Nascido em Maceió (AL), 27 de janeiro de 1949

Dijavan tem origem humilde. Sua mãe é lavadeira e costumava cantar canções de Ângela Maria e Nelson Gonçalves. É autodidata e aprendeu a tocar violão sozinho durante sua adolescência.

Quando completou dezoito anos, formou o conjunto Luz, Som, Dimensão, e se apresentava em bailes de clubes, praias e igrejas de Maceió. No ano seguinte, Djavan largou o futebol, sua outra paixão e passou a dedicar-se apenas à música.

Já no Rio de Janeiro, em 1973, teve oportunidade de gravar músicas de outros artistas para as novelas da Rede Globo: “Calmaria e vendaval”, de Toquinho e Vinícius de Moraes, da novela “Fogo sobre terra”, de 1974, e “Alegre menina”, de Jorge Amado e Dorival Caymmi, da novela “Gabriela”, exibida em 1975.

Mas foi em meados de 1975 que seu nome ficou conhecido, quando participou do Festival Abertura e conquistou o segundo lugar com a música “Fato consumado”. Seu primeiro LP foi gravado no ano seguinte e trouxe a faixa “Flor de lis” um de seus grandes sucessos. Em 1978 sua música “Álibi” é gravada por Maria Bethânia, dando nome ao disco de maior sucesso na carreira da cantora.

Em 1981, emplacou nas rádios brasileiras recebendo o reconhecimentos de artistas e críticos da mídia. Nana Caymmi gravou “Dupla traição”, Maria Bethânia, “Álibi” e Roberto Carlos, “A Ilha”. Gal Costa deu uma interpretação singular para “Açaí” e “Faltando um pedaço”, que se tornaram as mais executadas em todo o país. Mas a maior homenagem veio de Caetano Veloso que, ao gravar “Sina”, retribuiu o verbo “Caetanear” com “Djavanear”.

Sua estreia internacional foi em 1982, com o disco “Luz”, gravado no Yamaha Studios em Los Angeles, nos Estados Unidos. Ele foi lançado no ano seguinte. O álbum foi produzido por Ronnie Foster e contou com a participação de Stevie Wonder na faixa “Samurai” e dos instrumentistas norte-americanos Robert Laws, Ernie Watis, Abe Laboriel e Harvey Mason, além de sua banda Sururu de Capote

Suas músicas eram ouvidas em rádios, shows e discos, e renderam-lhe o prêmio de melhor compositor por dois anos consecutivos, em 1981 e 1982 pela Associação Paulista dos Críticos de Arte.

No ano de 1984, gravou o LP “Lilás”, com destaque para a canção- título, além das canções “Lilás”, “Esquinas” e “Infinito”.

Em 1986, gravou o LP “Meu lado”, contendo as canções “Segredo”, “Topázio” e “Quase de manhã”, entre outras.

Em 1989 emplacou a música “Oceano”, que foi incluída na trilha sonora da novela “Top Model”, exibida pela Rede Globo. Neste mesmo ano foi apontado como Melhor Cantor do Ano, pela “Revista de Domingo” do “Jornal do Brasil” que também elegeu a música “Oceano” como Melhor Música do Ano. Recebeu, ainda, o Troféu Rádio Globo, como destaque masculino. Partiu, em seguida, para uma bem sucedida turnê pela Europa.

Quatro anos depois, lançou o CD “Coisa de acender”, co-produzido com Ronnie Foster, que registrou a primeira parceria com Caetano Veloso, em “Linha do Equador”.

Em 2004, voltou ao estúdio para gravar o álbum “Vaidade” lançado por sua própria gravadora, Luanda Records, registrando suas composições “Se acontecer”, incluída na trilha sonora da novela “Senhora do destino” (Rede Globo) e “Tainá-flor”, composta para o filme “Tainá 2″.

Três anos depois lançou seu 18º disco de carreira, com 12 composições inéditas, o “Matizes”. O disco foi gravado com músicos que o acompanham há mais de 10 anos: seus filhos João Vianna (bateria) e Max Vianna (guitarra), e ainda Renato Fonseca (piano e teclados) e Sérgio Carvalho (baixo), Martins (sax tenor e flauta), Walmir Gil (trompete) e François Lima (trombone). O disco foi lançado por sua gravadora Luanda Records.

Em 2011, lançou o DVD “Ária”, gravado durante sua apresentação no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. No repertório, canções incluídas no CD “Ária”, lançado em 2010, e ainda sucessos de carreira, como “Flor de lis”, “Faltando um pedaço” e “Lambada de serpente”.

No ano seguinte gravou o CD “Rua dos amores”, contendo canções inéditas como “Já não somos dois”, “Anjo de vitrô”, “Reverberou”, “Quase perdida” e a faixa-título.

Em 2013, foi indicado ao Prêmio da Música Brasileira, na categoria Melhor Cantor/MPB, pelo CD “Rua dos amores”, e na categoria Melhor Canção, por “Vive”, incluída em seu CD “Rua dos amores”.

Referência: Site Oficial, Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira e Wikipédia

Discografia: (2012) Rua dos Amores (Djavan) (2011) Ária (Djavan) (2011) Ária ao vivo (Djavan) (2010) Ária (Djavan) (2007) Matizes (Djavan) (2005) Na pista, etc. (Djavan) (2004) Vaidade (Djavan) (2001) Milagreiro (Djavan) (2001) Novelas (Djavan) – coletânea (1999) Djavan ao vivo (Djavan) (1999) Meus momentos (Djavan) – coletânea (1998) Bicho solto (Djavan) (1997) Songbook Djavan (vários artistas) (1996) Malásia (Djavan) (1994) Novena (Djavan) (1992) Coisa de acender (Djavan) (1989) Djavan (Djavan) (1988) Brazilian Knights and a Lady (1988) Pétala (Djavan) – coletânea (1987) Não é azul mas é mar (1986) Meu lado (Djavan) (1984) Lilás (1983) Para viver um grande amor – Trilha sonora do filme (1982) Luz (Djavan) (1982) Água (Djavan) – participação (1981) Seduzir (Djavan) (1980) Alumbramento (Djavan) (1978) Djavan (Djavan) (1977) É hora/Romeiros (1976) A voz, o violão e a arte de Djavan (Djavan) (1975) Fato consumado