Perfil do Artista

O Capital Inicial surgiu em 1982, formado pelos irmãos Fê Lemos (bateria) e Flávio Lemos (baixo), ex-integrantes do Aborto Elétrico, ao lado de Renato Russo, e Loro Jones (guitarra), oriundo da banda Blitz 64

Um ano mais tarde, Dinho Ouro Preto, depois de uma temporada como baixista da banda dado e o reino animal, a qual também tocava Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, entra para os vocais. Em julho daquela mesma época, estreiam em Brasília, em seguida em São Paulo e Rio de Janeiro. Aliás, esta foi uma das características marcantes do início da carreira: as constantes viagens e apresentações nos principais palcos do underground do rock brasileiro.

No fim de 1984, conseguiram o primeiro contrato fonográfico, com a CBS (atual Sony), e se mudam para São Paulo no inicio de 1985. Logo gravam seu primeiro registro em vinil, o compacto duplo “Descendo o Rio Nilo/Leve Desespero”. Ainda neste ano integram o elenco da trilha sonora do primeiro “filme-rock” nacional, “Areias Escaldantes”, de Francisco de Paula, ao lado de Ultraje a Rigor, Titãs, Lobão e os Ronaldos, Ira!, Metrô, Lulu Santos e May East.

No ano seguinte lançaram o disco homônimo de estréia. Entre as músicas de sucesso estavam “Música Urbana”, “Psicopata”, “Fátima”, “Veraneio Vascaína” e “Leve Desespero”. O álbum levou o Capital Inicial ao seu primeiro Disco de Ouro.

Em 1987, contando com o tecladista Bozzo Barretti em sua formação, o Capital Inicial lança seu segundo disco, “Independência”. Chegaram a emplacar “Prova”, “Independência”, a regravação de “Descendo o Rio Nilo”, e conquista o segundo Disco de Ouro. Neste ano, foram convidados para abrir os shows da turnê do cantor inglês Sting.

Em 1991, além de passar por algumas mudanças, lançaram “Eletricidade”. O álbum trazia uma versão para “The Passenger”, de Iggy Pop, batizada de “O Passageiro”, e composições como “Kamikaze” e “Todas as noites”. Neste mesmo ano, foram uma das atrações da segunda edição do festival Rock in Rio.

No ano seguinte, Bozzo Barretti deixa o grupo e no ano seguinte divergências musicais e pessoais levam o vocalista Dinho Ouro Preto a seguir carreira solo. A banda seguiu a diante com Murilo Lima (ex-banda Rúcula) nos vocais. Nesta época lançaram “Rua 47” em 1994 e “Capital Inicial: Ao Vivo”, em 1996.

Durante os próximos 5 anos a banda deixou de ficar evidente na mídia, e muitos acreditaram que o grupo tinha acabado. Mas, a banda nunca parou de excursionar e fazer shows, e se manteve ativa numa época de baixa do rock brasileiro.

Em 1998 seus quatro integrantes originais decidem voltar aos palcos. Dinho Ouro Preto, Loro Jones, Fê Lemos e Flávio Lemos voltam à estrada com um novo show, uma comemoração aos 15 anos da banda e aos 20 anos do nascimento do rock candango. Em Julho do mesmo ano a banda assina com a gravadora Abril Music, e em Setembro foram para Nashville no Tennessee, EUA, onde gravam “Atrás dos Olhos”.

Em 1999, se preparavam para gravar o Acústico MTV, que aconteceu em março. O disco foi lançado dia maio, e a primeira tiragem rapidamente se esgotou nos postos de venda. A primeira música escolhida para tocar nas rádios, “Tudo que vai”, de Alvin L. e Dado Villa-Lobos. A canção foi executada em todo o país, e a banda vê reconhecido o seu empenho em fazer um disco acústico de rock simples, despojado, mas com a mesma atitude dos seus melhores discos. Isso fica claro em 2001, quando o sucesso “Natasha” explode entre as músicas mais executadas nas rádios de todo o Brasil e faz com que as vendas do disco alcançassem mais de 1 milhão de cópias, colocando assim o Capital Inicial como uma das maiores bandas do rock brasileiro.

Em 2002, após a turnê “desplugada” o grupo voltou com força total às guitarras fazendo um disco totalmente rock n’ roll. Com Yves Passarell assumindo o posto de guitarrista, é lançado Rosas e Vinho Tinto. Os hits “A sua maneira” e “Mais” explodem nas rádios e o disco alcança a marca de 200.000 cópias vendidas.

Dois anos mais tarde, a banda lança “Gigante”, um CD não tão criativo quanto seu anterior, com melodias nada inspiradas e letras superficiais, mas que, mesmo assim emplacou alguns hits.

Após a turnê, o grupo se dedica a um antigo projeto, regravar as músicas da banda Aborto Elétrico – banda que originou Capital Inicial e Legião Urbana – com os arranjos originais. Lançam em 2005, CD e DVD “MTV Especial: Aborto Elétrico” com algumas das canções da banda lendária de Brasília.

“Eu Nunca Disse Adeus” foi lançado em 2007. O álbum tem uma sonoridade notória diferente, tanto melódica quanto vocal. O qual Dinho Ouro Preto faz uso de seu timbre grave, não abusando dos gritos que permearam Gigante e o Especial do Aborto Elétrico.

Em 2011 o grupo foi uma das atrações do “Rock In Rio IV” que aconteceu na cidade maravilhosa. A banda se apresentou com grande sucesso de público e crítica no principal espaço do festival, o Palco Mundo.

Referência: Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira e Wikipédia.

Discografia: 1986 – Capital Inicial 1987 – Independência 1989 – Você Não Precisa Entender 1990 – Todos os Lados 1991 – Eletricidade 1994 – O Melhor do Capital Inicial 1995 – Rua 47 1996 – Capital Inicial: Ao Vivo 1998 – Atrás dos Olhos 1998 – Remixes 2000 – Acústico MTV 2002 – Rosas e Vinho Tinto 2004 – Gigante 2005 – MTV Especial: Aborto Elétrico 2007 – Eu Nunca Disse Adeus