Perfil do Artista

Frejat (guitarra e vocal), Guto Goffi (bateria), Fernando Magalhães (guitarra), Peninha (percussão), Rodrigo Santos (baixo), Maurício Barros (teclado), Cazuza (vocal), Dé (baixo) e Dadi (baixo) Rio de Janeiro (RJ)

A ideia de se formar uma banda surgiu em 1981, quando dois estudantes do Colégio Imaculada da Conceição, no Rio de Janeiro, decidiram formar um grupo de rock’n roll, misturando blues com o estilo dos Rolling Stones. Guto Goffi, baterista e Maurício Barros, tecladista se uniu a Frejat, na guitarra, e a Dé, no baixo e formaram o Barão Vermelho, nome inspirado no alter ego do personagem Snoop.

Eles decidiram ensaiar sempre na casa dos pais de Maurício, e como a banda ainda não tinha um vocalista, convidaram Léo Jaime, para ocupar o posto. O cantor recusou o convite para entrar na banda, e acabou indicando Cazuza para assumir o seu lugar. O vocal histérico de Cazuza agradou muito os outros quatro, e depois que ele mostrou algumas letras antigas que vinha escrevendo havia tempos, não demorou nada até que o Barão Vermelho, uma banda cover até então, começasse a compor suas próprias músicas, e criasse repertório próprio.

Apenas depois que Caetano Veloso reconheceu Cazuza como um grande poeta e incluiu a música “Todo amor que houver nessa vida” no repertório do seu show, o Barão Vermelho passou a ter mais destaque. A repercussão foi tanta, que eles foram convidados para compor a trilha sonora do filme Bete Balanço, de Leal Rodrigues.

Aproveitando o sucesso do filme e o nome em evidência, o Barão Vermelho lançou o terceiro disco, “Maior Abandonado”, em 1984, conseguindo vender mais de 100 mil cópias em apenas seis meses. Em 1985, marcaram a história do rock nacional quando foi convidado para abrir shows internacionais do festival Rock in Rio.

O cantor já havia expressado o seu desejo de fazer trabalhos solo, e era apoiado por Frejat, contanto que, para isso, ele não abandonasse a banda. Mas, depois de algumas brigas, Cazuza abandonou o grupo definitivamente, e ainda levou consigo algumas músicas para o seu primeiro disco solo.

Em 1986, lançaram o quarto disco da banda, “Declare Guerra”, no entanto, o álbum não emplacou as paradas de sucesso, mesmo contanto com composições de grandes nomes, como Renato Russo e Arnaldo Antunes. A banda então, sentindo-se abandonada, assinou um contrato com a Warner e, em 1987, lançou o álbum “Rock’n’Geral”, que contava com a participação mais ativa dos outros membros nas composições. No mesmo ano, Maurício deixou a banda, e entraram o guitarrista Fernando Magalhães e o percussionista Peninha.

Somente com três dos integrantes originais, a banda presenteou os fãs com o disco “Carnaval”, gravado em 1988. O álbum misturava rock pesado e letras românticas. O álbum estourou nas rádios por conta da música “Pense e dance”, da novela Vale Tudo, de Gilberto Braga, exibida pela Rede Globo, e foi um sucesso absoluto, garantindo ao Barão Vermelho a oportunidade de abrir a turnê de Rod Stewart na Brasil.

No ano seguinte, 1989, ainda com a popularidade em alta, o Barão lançou o sétimo disco “Barão ao Vivo”, gravado em São Paulo.

Depois de constantes brigas, o baixista Dé abandonou a banda, em 1990, e deu lugar a Dadi. Também nesse mesmo ano, o Barão grava o disco “Na Calada da Noite”, mostrando um lado mais acústico do grupo. É nesse álbum que está a música “O Poeta está vivo”, uma alusão a Cazuza, que morreria alguns meses depois de AIDS.

Ainda em 1990, todos os integrantes da banda são apontados como os melhores de suas categorias. E no ano seguinte, o Barão Vermelho é escolhido, por unanimidade de público e crítica da revista Bizz, como a melhor banda do ano. Em 91 e 92, o Barão Vermelho recebe o Prêmio Sharp de melhor conjunto de rock, e, ainda em 92, são eleitos como a melhor banda do Hollywood Rock daquele ano.

No dia 12 de janeiro de 2007, o grupo realizou a última apresentação, no Rio de Janeiro, antes de nova parada “de férias”. Seus integrantes se dedicarão a projetos solo. Paralelamente, porém, a banda prepara o lançamento de um livro sobre sua carreira e do DVD com a histórico show no Rock In Rio I.

Em 2012 o grupo comemorou 31 anos de existência com o show “+ 1 Dose”, no palco da Fundição Progresso, no Rio de Janeiro. Ainda neste mesmo ano, a banda lançou uma versão remixada do primeiro disco, o LP “Barão Vermelho”, de 1982, produzido por Ezequiel Neves na época. Na versão reeditada, em CD, foi incluída uma faixa-bônus com a voz de Cazuza e a parte instrumental regravada, a inédita “Sorte e azar”, de Frejat e Cazuza, que ficou fora do disco na ocasião.

Em meados de 2013, parte da trajetória do grupo foi contada no livro “Dias de Luta – O Rock e o Brasil dos Anos 80″, de Ricardo Alexandre.

Referência: Dicionário da Música Brasileira Cravo Albin, Wikipédia

Discografia:1982 – Barão Vermelho 1983 – Barão Vermelho 2 1984 – Maior Abandonado 1985 – Ao Vivo no Rock in rio I 1986 – Declare Guerra 1987 – Rock’n Geral 1988 – Carnaval 1989 – Barão ao Vivo 1990 – Na Calada da Noite 1991 – MTV Acústico 1992 – Supermercados da Vida 1994 – Carne Crua 1996 – Álbum 1997 – Remix + Ao Vivo 1998 – Puro Êxtase 1999 – Balada MTV 2004 – Barão Vermelho 2005 – MTV Ao Vivo(Duplo) Barão Vermelho 1982 Vermelho ao vivo no Rock In Rio 2007 – Barão 2012 – Barão Vermelho 1982 Remixado – 2012