Rubel apresenta seu trabalho “Pearl” para o Projeto Sons da NOVABRASIL

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Nos dias 10 e 11 de abril, o cantor Rubel apresentou seu trabalho “Pearl” para o Projeto Sons da NOVABRASIL, em São Paulo, no tradicional Bar Brahma – Centro, com ingressos esgotados nas duas datas. Uma das datas coincidiu com o aniversário do artista, que recebeu os parabéns calorosos da plateia. Segundo o próprio cantor, os dois shows foram incríveis, além do que ele esperava. As músicas foram adaptadas com um novo arranjo, com base em contrabaixo, trompete e violão. O cantor teve total liberdade em recriar suas canções para esse novo formato.

O sucesso “Quando Bate Aquela Saudade”, primeira música de divulgação e sucesso na programação da NOVABRASIL FM, não poderia ficar de fora! Cantou também “Ben”, que fala sobre a sua infância e as dificuldades em se tornar um adulto, “Mantra”, “O Velho e o Mar”, “Quadro Verde”, “Nuvem”, “Pearl”, além dos covers “Como Dizia o Poeta”, de Vinícius de Moraes e Toquinho, “Tocando em Frente”, de Almir Sater, entre outras.

Confira abaixo a galeria completa de fotos, além da entrevista exclusiva para a NOVABRASIL FM!

 
 

Quer conhecer mais sobre o Rubel? Confira nossa entrevista exclusiva:

 

Você estudou cinema e hoje é cantor. Como e quando decidiu que seguiria a carreira musical? Quanto tempo tem sua trajetória na música?
Na verdade, eu não escolhi ser cantor. Eu segui o meu sonho que é o que estou vivendo agora. Por que eu faço música e eu faço os clipes também. Foi a formula que eu descobri para juntar os dois mundos.

A música e o cinema têm um ponto de encontro. Como isso influenciou a sua carreira?
O primeiro clipe que estreie foi o de ‘Quando bate aquela saudade’ e foi aí que o meu trabalho começou a ter um boom. Eu acho que eu consegui juntar as duas potencialidades de fazer música e vídeo.

Li no seu site que você morou numa casa em Austin com mais 100 pessoas! Como era a vida nessa casa? No dia-a-dia?
Foi incrível. Eu morava numa casa com 60 americanos e os outros 60 eram do mundo todo. Tínhamos trinta músicos e tinha festa todos os dias, além de loucuras e descobertas de todos os sentidos. Eu formei três bandas lá e quando voltei para o Brasil tivemos a ideia de registrar essa ideia. Queria manter viva toda essa experiencia que vivemos juntos e acabou virando este disco.

Você praticamente foi para os Estados Unidos estudar cinema e acabou se descobrindo cantor.
Foi basicamente isso. Eu nem pensava em ser músico e que isso poderia virar uma carreira. A minha vida toda me disseram que não dá para ser músico e que não ganhava dinheiro. Eu acho que pelo fato de eu estar longe dos meus pais e de estar distante desse ambiente conservador que eu cresci, eu pude fazer o que eu gosto. Então eu cantava na rua, nas festas, nos bares. Eu descobri que podia fazer aquilo e que eu amo música. Apesar de toda a minha vida no Brasil terem me dito que não poderia fazer isso. eu acho que estar longe me fez ter certeza de que era isso que eu queria fazer.

Seu primeiro álbum nasceu depois de uma experiência nos Estados Unidos. Como é cantar música brasileira? De onde veio essa necessidade?
Justamente por eu estar longe do meu país, dos meus amigos, eu podia escrever em português e ninguém entendia o que eu falava e isso me dava muita liberdade. Eu poderia fazer uma música, falar o que eu quisesse e ninguém ia entender. Isso me permitiu colocar as coisas mais secretas para fora. Eu não tive filtro nenhum. Falei tudo o que me vinha na cabeça.

Seu primeiro vídeo clipe ‘Quando Bate Aquela Saudade’ bateu quase oito milhões de views. Como isso refletiu no seu trabalho?
Muita alegria de ser reconhecido. Eu faço um trabalho e eu quero que as pessoas escutem. No primeiro momento você tem um pouco de medo de encarar o sucesso, mas isso é bobeira.

A minha intenção é conversar com as pessoas. Eu quero que a minha música chegue na casa delas. Foi uma surpresa. Quando eu fiz o disco, eu não podia imaginar que ele poderia chegar num público grande.

Tem mais clipe novo na área. A música ‘Bem’ ganhou um vídeo bem diferente e que teve influência do desenho Mario Bros. Você é fã de desenhos? De onde veio a ideia?
Eu sou fã de Mario Bros e joguei a minha vida inteira. A intenção foi contar a história da música que fala de como é difícil crescer e como a vida vai ficando mais difícil quando você cresce. A gente quis transpor essa ideia para o universo do vídeo game. Que assim como no jogo, cada fase que você passa, vai ficando mais difícil, assim como a vida. E, daí, pegamos a estética do Mario.

Rubel Brisola. Este é um nome artístico?
Rubel é o meu nome de verdade. Ganhei esse nome do meu pai que se chama Cirilo Rubel. Agora de onde veio esse nome do meu pai, ninguém descobriu.

Você gravou o seu disco por meio de um financiamento coletivo. Como foi a experiência?
Na verdade, este primeiro disco foi quase de graça. Eu aluguei uns equipamentos quando eu morava fora e gravei. Em quatro dias, eu montei o estúdio sem saber operar nada. Eu tentei e saiu este disco (Pearl).

Como é ter contato com o seu público?
É maravilhoso. Isso é uma coisa que o número não capta. Você pode ter milhões de visualizações, mas o que mais importa é o quão forte essa música impactou na pessoa. E isso, eu ouço muito de quem conversa comigo.